Atualize seus conhecimentos sobre alimentos, nutrição e dietoterapia

 

Ao contrário do que muita gente pensa, o nutricionista não é responsável apenas pela instrução de pessoas acima do peso. O profissional realiza muito mais do que isso. É sua função cuidar da alimentação de todos os tipos de pessoas, inclusive quem está saudável e precisa incluir opções saudáveis no dia a dia e até quem quer engordar!

Nossa dica de hoje é a 13ª edição do livro “Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia”, material didático abrangente para os iniciantes, bem como um recurso valioso para o nutricionista experiente.

A obra traz conteúdo rico sobre inflamação, tireoide e doenças relacionadas. Além disso, é um título fundamental, pois abrange até mesmo o novo sistema MyPlate do Departamento de Agricultura dos EUA e os novos gráficos de crescimento da Organização Mundial de Saúde.

Quer conhecer mais sobre a obra Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia Clique aqui.

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Rótulos de alimentos deverão ter alerta para alérgicos

Com a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de obrigar a indústria alimentícia a informar nas embalagens a presença dos principais alimentos que levam a alergias alimentares, a expectativa é que haja menos vítimas de produtos por desinformação. Isso é o que esperam especialistas e pacientes que sofrem com alergia a algum tipo de alimento. A indústria teve um ano para se adequar às normas.

Segundo o manual de rotulagem de alimentos alergênicos da Anvisa, mais de 170 alimentos já foram descritos como causadores de alergias alimentares. Especialistas comemoram a decisão, pois lembram que a nova resolução é extremamente importante, uma vez que a atual não é clara, e os pacientes acometidos por alergias e intolerâncias sempre têm grande dificuldade em fazer as escolhas corretas na hora da compra. O mais grave é que para os alérgicos, essa informação omitida pode levar ao óbito.

¹ALERGIA ALIMENTAR

Alergia alimentar (AA) é uma reação adversa aos alimentos em que há envolvimento do sistema imunológico em sua patogênese. Os mecanismos envolvidos podem ser dependentes da imunoglobulina E (lgE) ou não mediados pela lgE. O primeiro tipo engloba todas as reações imediatas, definidas como aquelas que aparecem até 2 horas após o contato com o alimento desencadeante, enquanto no tipo não lgE mediado as manifestações podem ocorrer até vários dias após a ingestão do alimento.

Atualmente se constata um aumento da prevalência desta doença, em especial em países industrializados, embora também seja observada em países em desenvolvimento. As causas para esta constatação ainda estão em discussão, mas certamente fatores epigenéticos participam desta mudança na prevalência da AA. A prevalência estimada para os dias atuais está acima de 2% e abaixo de 10% na população americana, e nos primeiros 5 anos de vida da criança esta prevalência atinge 6% a 8%.

O desenvolvimento de alergia alimentar depende de vários fatores, entre eles: herança genética do hospedeiro, alergenicidade do alimento ingerido e qualidade da barreira intestinal do indivíduo. Neste último item vale ressaltar o papel da microbiota intestinal como um fator protetor para o desenvolvimento da AA.

Vários alimentos podem desencadear AA, sendo os mais comumente citados, nos Estados Unidos, os seguintes: leite, clara de ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixe e frutos do mar. Estes alimentos têm em comum algumas características que lhes conferem a possibilidade de  causar AA, entre elas as glicoproteínas, que apresentam peso molecular entre 10 e 70 kDa e têm epítopos alergênicos resistentes à cocção e ao processo digestivo. Na criança predominam, como causa de AA, os seguintes alimentos: leite de vaca, ovo, soja, trigo e amendoim, enquanto nos adultos predominam castanhas, peixes e frutos do mar. Mais recentemente, a mudança de hábitos dietéticos da população brasileira com a introdução de novos alimentos tem adicionado novos alimentos à lista anterior, sendo observada AA causada por kiwi, por castanhas em crianças e por vários grãos recém-consumidos pela população.


¹Trecho retirado do livro Diagnóstico e Tratamento das Doenças Imunológicas 2ED

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