A importância da castração nos animais

A castração, ou esterilização é considerada atualmente como a única forma realmente eficaz e, ao mesmo tempo humanitária, de controle populacional de animais, principalmente os de rua por questões de saúde pública.

A partir dos três meses de vida o animal já pode realizar o procedimento sem interferir em seu desenvolvimento e formação. As cirurgias devem ser realizadas com o animal anestesiado, em uma clínica com estrutura apropriada, com todos os equipamentos e cuidados necessários, e somente por um médico veterinário.

A castração, além de impedir a reprodução dos animais tem outras vantagens, como: evitar que as fêmeas entrem no cio, também reduz os riscos delas apresentarem câncer de mama  e impossibilita os de ovário e útero, além dos animais machos parem de fazer xixi em todos os lugares para marcar território. Para os animais domésticos fica a critério do dono realizar ou não o procedimento, de acordo com as orientações do médico do animal.

COMO FUNCIONA A ESTERILIZAÇÃO

A castração refere-se à ovário-histerectomia (OSH) (remoção cirúrgica dos ovários e do útero), ovariectomia (OVE) (remoção cirúrgica apenas dos ovários) ou orquiectomia (remoção cirúrgica dos testículos). Esse procedimento refere-se tanto à remoção dos órgãos sexuais masculinos quanto femininos, mas é mais comumente utilizada indistintamente para a orquiectomia. A mastectomia é a excisão de uma ou mais glândulas mamárias ou tecido mamário. A episiotomia é uma incisão no orifício vulvar para expor a vulva e a vagina, e a episioplastia ou vulvoplastia é a reconstrução da vulva. A prostatectomia é a remoção de toda ou apenas uma porção da glândula prostática. A histerotomia é uma incisão cirúrgica no útero (p. ex., cesariana).

CONDUTA PRÉ-OPERATÓRIA

A cirurgia reprodutiva abrange uma variedade de técnicas elaboradas para alterar a capacidade animal de se reproduzir, auxiliar no parto ou tratar ou prevenir doenças dos órgãos reprodutivos. A indicação primária para uma cirurgia do trato reprodutivo é limitar a reprodução, mas também ela pode ser feita para aliviar a distocia, prevenir ou tratar tumores influenciados pelos hormônios reprodutivos (p. ex., tumores mamários, tumores testiculares e adenomas perianais), controlar certas doenças do trato reprodutivo (p. ex., piometra, metrite, prostatites, tumor e abscessos prostáticos) e na estabilização de doenças sistêmicas (p. ex., diabetes e epilepsia). A esterilização é realizada em alguns animais para prevenir ou alterar comportamentos anormais e para reconstruir tecidos traumatizados, doentes ou malformados. O diagnóstico das doenças do trato reprodutivo é baseado no histórico, sinais clínicos, exame físico, diagnóstico por imagem (p. ex., radiografias, ultrassonografia, tomografia computadorizada [TC], imagem por ressonância magnética (RM) e densitometria óssea), endoscopia, citologia, microbiologia, ensaios hormonais, hematologia, perfil bioquímico sérico, urinálise e/ou outros resultados laboratoriais.

*Trecho retirado do livro Cirurgia de Pequenos Animais 4ED

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