Os perigos da exposição solar

 

Faltando pouco menos de um mês para a chegada do verão, a tentativa de conseguir o bronzeado perfeito pode ter um resultado preocupante. Nos últimos dez anos, as mortes por câncer de pele saltaram 55% no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Devido ao aumento constante de casos, o tema tem chamado atenção tanto das diversas especialidades médicas como da população em geral, especialmente pela diversidade de tratamentos disponíveis, o que gera um impacto positivo na qualidade de vida e de sobrevida dos pacientes.

A exposição à radiação ultravioleta (RUV) gera benefícios físicos e psicológicos, principalmente em relação à produção de vitamina D e à prevenção de doenças, como osteoporose e raquitismo, além de auxiliar no tratamento de doenças, como psoríase, vitiligo e dermatite atópica. Por outro lado, a exposição excessiva a esse tipo de radiação é responsável por causar muitas doenças, tanto na pele como queimaduras solares, envelhecimento precoce e cânceres de pele do tipo melanoma e não melanoma (CPNM), quanto nos olhos, com o desencadeamento de catarata e pterígio.

Texto escrito com informações do livro Oncologia Cutânea.

 

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Descubra as diversas inovações e mudanças em cirurgia colorretal

 

Os indivíduos desenvolvem câncer colorretal como um resultado da interação entre o genótipo e o ambiente ao qual estão expostos. O risco de câncer colorretal na população do Reino Unido é de cerca de 5%. Por ser frequente, muitas pessoas têm pelo menos um familiar portador de neoplasia colorretal*. Conforme o número de familiares afetados aumenta, o mesmo acontece com o risco de desenvolver a doença.

A cirurgia colorretal apresentou diversas inovações e mudanças nos últimos anos. Por conta disso, a nova edição de “Cirurgia Colorretal”, da série Prática Cirúrgica do Especialista (Elsevier), foi realizada para apresentar novas técnicas dissertadas por especialistas mundiais, com acentuada ênfase na prática cirúrgica. O conteúdo foi totalmente revisado de acordo com as mais recentes evidências publicadas.

A obra inclui imagens para diagnóstico, desenhos esquemáticos e fotografias das cirurgias; aborda desde os procedimentos mais simples até os mais complexos e fornece orientação prática sobre técnicas de diagnóstico e cirurgias complexas.

Para saber mais sobre Cirurgia Colorretal clique aqui.

* Fuchs CS , Giovannucci EL , Colditz GA , et al. A prospective study of family history and the risk of colorectal cancer . N Engl J Med 1994 ; 331 : 1669 – 74

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Volta às aulas: confira as dicas de leitura da Elsevier

 

A volta às aulas é um momento que mistura diversas emoções. É natural bater aquele friozinho na barriga para conhecer a turma ou rever os amigos mais antigos. O novo conteúdo também é motivo de ansiedade para muitos estudantes. Pensando em atualizar os alunos para o novo ano letivo, a Elsevier apresenta novidades para 2017.

Na área médica, um dos lançamentos em destaque é a 5ª edição do livro “Genética Médica”. Os renomados professores Lynn B. Jorde, John C. Carey e Michael J. Bamshad abordam os conceitos e a história da genética, a estrutura e função dos genes e cromossomos, a origem e detecção da variação genética, a questão de hereditariedade, transtornos metabólicos, a genética do câncer, dentre outros assuntos.

A obra  é popular por sua abordagem clínica altamente visual, que proporciona uma compreensão acessível e completa desta área diligente e em constante mudança. Traz por exemplo, informações sobre algumas alterações conhecidas como mutações genéticas, que podem ocasionar patologias como a Charcot-Marie-Tooth, doença do sistema nervoso periférico que leva à atrofia progressiva dos músculos distais dos membros.

Já na área de engenharia de Software, a novidade fica por conta de “Revisão Sistemática da Literatura em Engenharia de Software”, cujo principal objetivo é ensinar Revisão Sistemática por meio de perguntas, respostas e exemplos. O livro é fruto das perguntas coletadas em palestras e cursos.

O título é importante por trazer conceitos básicos para este tipo de estudo de uma forma simples, rigorosa e didática, e também contribui para a disseminação deste conhecimento entre os pesquisadores.

Conheça mais sobre “Genética Médica” clicando aqui e “Revisão Sistemática da Literatura em Engenharia de Software” aqui.

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Câncer de ovário: doença assassina e silenciosa

Ao contrário do que muita gente pensa, o câncer de ovário não é uma doença rara. É apenas menos comum que o de mama e o de colo de útero, por exemplo. Sendo inclusive, a neoplasia ginecológica mais letal, segundo pesquisas cerca 140 mil mulheres morrem a cada ano devido a doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que 250 mil novos casos surjam anualmente no mundo e a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2014 no Brasil é de 5.680 novos casos.

Um dos maiores riscos é que por falta de informação e sintomas não muito agressivos, normalmente o diagnóstico da doença é feito em um estágio já avançado da doença – cerca de 75% dos casos são detectados em estágio avançado e com metástase – e a consequência é devastadora, uma em cada três pacientes com o diagnóstico tardio sobrevive cinco anos após a doença.

A prevenção ainda é a principal arma para descobrir o câncer de ovário no estágio inicial. O transvaginal (ultrassonografia pélvica) e o CA 125, são alguns dos exames que o ginecologista deve pedir durante as visitas de rotina. Uma análise detalhada do histórico do paciente, exame físico, ultrassom transvaginal e o CA 125 deve ser avaliado cuidadosamente a cada consulta, para que a qualquer evidência de problema a paciente seja tratada.

¹ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA NORMAL

O conhecimento da anatomia normal e técnicas de verificação da pelve feminina são essenciais para detecção de doenças pélvicas. A ultrassonografia pélvica completa é feita em duas etapas. Na maioria dos casos, é feita a avaliação por via trans abdominal seguida da via transvaginal.

Décadas atrás, as ultrassonografias trans abdominal e pélvica eram realizadas sempre com a bexiga cheia para visualizar os órgãos pélvicos diminuindo os artefatos promovidos pelas alças intestinais adjacentes. Apesar de, eventualmente, o enchimento da bexiga da paciente ser útil, a varredura trans abdominal é muito eficaz mesmo se a bexiga não estiver completamente distendida. Se o útero estiver antevertido, mesmo com a bexiga vazia, pode ser bem avaliado pelo método. A retroversão do útero talvez dificulte a sua visualização com a bexiga vazia; no entanto, pode ser bem visto por via transvaginal. Por esse motivo não é mais obrigatório que as pacientes estejam com a bexiga cheia para a realização da ultrassonografia pélvica, assumindo que o exame transvaginal também seja realizado. Se por algum motivo, a paciente for realizar somente o exame por via trans abdominal (p. ex., se a paciente se recusa a realizar o exame transvaginal), o ideal é que a bexiga esteja cheia, porém não exageradamente distendida para evitar a compressão dos órgãos pélvicos contra o sacro.

O exame pélvico normalmente deve incluir um componente transvaginal após o exame trans abdominal, conforme anteriormente descrito, a menos que seja contraindicado ou recusado pela paciente. Se a paciente não for uma candidata apropriada para o exame transvaginal, a avaliação pode ser realizada através do reto.


¹ Trecho retirado do livro Ultrassonografia Ginecológica, Elsevier

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OMS defende embalagens padronizadas de cigarro

Hoje, 31 de maio, comemora-se o Dia Mundial sem Tabaco. Nesta mesma data a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu a adoção por Países-Membros de embalagens padronizadas de cigarro e correlatos. Com isso, a proposta trará uniformidade para esse tipo de produto, não permitindo que o usuário sinta-se ainda mais atraído pelo produto por meio da embalagem. A ideia é que todas as caixas sejam iguais, seguindo um padrão definido e que determine forma, tamanho, modo de abertura, cor e fonte, mantendo-se apenas o nome da marca.

A proposta também sugere que nas embalagens de cigarros e produtos derivados do tabaco não hajam logotipos, cores e imagens específicas, design característico ou textos promocionais referentes à marca. Apenas seriam mantidas, no país, as advertências sanitárias que tratam dos malefícios provocados pelo tabagismo – atualmente exigidas no Brasil pelo Ministério da Saúde – e o selo da Receita Federal.

Dados fornecidos pela OMS revelam que o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo, respondendo por 63% dos óbitos relacionados à doenças crônicas não transmissíveis, 85% das mortes por doença pulmonar crônica, 30% das mortes por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago e outros), 25% das óbitos por doença coronariana e 25% das mortes por doenças cerebrovasculares. Caso nada seja feito, a previsão é que 8 milhões de pessoas morrerão, ao ano, em decorrência do uso do cigarro, a partir de 2030.

Como a nicotina presente no cigarro é altamente viciante, a dificuldade de abandonar o vício é muito mais árdua. O auxílio de familiares e profissionais no momento que o dependente decide parar de fumar, é fundamental para que ele tenha êxito. ‘’O ideal é que todos os fumantes que estão em processo de cessão de fumar sejam acompanhados com consultas de retorno para garantir um apoio na fase inicial da abstinência, em que os riscos de recaída são maiores. Sugere-se que o paciente que está em processo de cessão de fumar retorne para acompanhamento em pelo menos três momentos durante os seis meses subsequentes à parada de fumar. Esses retornos podem acontecer, de acordo com a avaliação do profissional de saúde, no 1º, 3° e 6º meses.” Fonte: Protocolos Clínicos e de Regulação

MAIS SOBRE A DATA

O Dia Mundial sem Tabaco foi criado pela Organização Mundial da Saúde em 1987 como um alerta sobre doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Dados da própria entidade se referem a uma epidemia global do tabaco que mata quase 6 milhões de pessoas todos os anos. Dessas, mais de 600 mil são fumantes passivos (pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes).

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08 de abril: Combater o câncer é um ato de resistência

O câncer é atualmente a segunda maior causa de mortes no Brasil e no mundo, perdendo apenas para doenças cardiovasculares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), prevê-se que até 2030, serão 27 milhões de novos casos da doença, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas com a enfermidade. Como hoje é o Dia Mundial de Combate ao Câncer, separamos três respostas dadas pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer à população, para desmistificar algumas dúvidas e crenças acerca da doença. Confira:

O que é câncer?

Câncer é um grupo de doenças que se caracterizam pela perda do controle da divisão celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas.

O que causa o câncer?

O câncer pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores causais podem agir em conjunto ou em sequência para iniciar ou promover o processo de carcinogênese. Em geral, dez ou mais anos se passam entre exposições ou mutações e a detecção do câncer.

O câncer tem cura?

Atualmente, muitos tipos de câncer são curados, desde que tratados em estágios iniciais, demonstrando-se a importância do diagnóstico precoce. Mais da metade dos casos de câncer já tem cura.

Para saber mais acesse: www2.inca.gov.br

CUIDADOS PARA OS SOBREVIVENTES DO CÂNCER

A National Coalition for Cancer Survivorship (2004) fornece uma definição de um sobrevivente de câncer: ”um indivíduo é considerado um sobrevivente de câncer a partir do momento do diagnóstico, através do equilíbrio de sua vida”. Os membros da família e amigos também são sobreviventes, pois vivenciam os efeitos que o câncer tem sobre seus entes queridos.¹

Atualmente, existem 16 milhões de sobreviventes de câncer nos Estados Unidos; o número continuará a crescer, uma vez que mais de 1,5 milhões de novos casos são diagnosticados a cada ano (National Cancer Institute [NCI], 2010; American Cancer Society [ACS], 2011). Entre as crianças com diagnósticos de câncer, 81,46% sobrevivem pelo menos 5 anos. Dos adultos diagnosticados com câncer, 68% sobrevivem pelo menos 5 anos. O número de pessoas que sobrevivem ao câncer continuará a aumentar à medida que novos casos são diagnosticados e aqueles que já foram tratados vivem mais. Os problemas de atenção à saúde entre aqueles que sobreviveram a um câncer têm sido largamente ignorados ou mal interpretados por causa da crença de que problemas de saúde são maiores para aqueles que recebem tratamento, sobrevivem, e são dados como ”atestado de saúde”. Há muitas diferentes trajetórias ou cursos de sobrevivência do câncer. Com os avanços no diagnóstico precoce e tratamentos adequados, mais pacientes são sobreviventes de um câncer em longo prazo. As principais formas de tratamento do câncer – cirurgia, quimioterapia hormonal, modificadores de respostas biológica (bioterapia) e radioterapia – muitas vezes indesejadas por criar efeitos em longo prazo sobre os tecidos e sistemas de órgãos que prejudicam a saúde de uma pessoa e a qualidade de vida desta em muitas maneiras (Institute os Medicini [IOM], 2006). Assim, a sobrevivência ao câncer tem enormes implicações para a maneira como esses indivíduos monitoram e gerenciam a saúde ao longo de suas vidas.²


¹¨² – Trechos retirados do livro Fundamentos de Enfermagem 8ED

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