Estude neuroanatomia e participe da 2ª Olimpíada de Anatomia Elsevier

 

É fato que o cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano. Com ele sentimos, percebemos, agimos, tomamos decisões, amamos e transcendemos. O ensino da organização anatômica do sistema nervoso teve início no Brasil com o ilustre prof. Eduardo Sarmento Leite da Fonseca, no final do século XIX.

Os autores de “Neuroanatomia Clínica e Funcional” uniram a área básica e a área clínica no conhecimento aplicado, tornando a obra um diferencial no ensino e na pesquisa para cursos de graduação e de pós-graduação das áreas Biológicas e da Saúde.

Aproveite o livro e estude para participar da 2ª Olimpíada de Anatomia Elsevier. As inscrições estão abertas! A disputa é totalmente online, com provas de múltipla escolha nas quais serão levados em consideração o número de acertos e o tempo de realização.

Selecionamos uma imagem do livro para você estudar e mandar super bem no jogo!

Inscreva-se na 2ª Olimíada de Anatomia da Elsevier em: www.elsevier.com.br/olimpiadasdeanatomia

Mais informações sobre o livro Neuroanatomia Clínica e Funcional clique aqui.

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Os vermes que habitam o seu cérebro

flickr: 29487767@N02Uma vez ingeridos, eles podem se mover por todo o corpo – seus olhos, seus tecidos e mais comumente seu cérebro. Eles deixam os médicos intrigados à medida que migram de um lado pro outro e alimentam-se do corpo que está invadindo; um parasita clássico.

Um paciente, de ascendência chinesa, havia recentemente visitado a China, que junto com a Coreia do Sul, Japão e Tailândia tem ocorrências regulares do parasita conhecido como Spirometra Erinaceieuropaei. Quatro anos antes, o homem começou a experimentar os primeiros sintomas – como dores de cabeça – que a equipe de médicos do Hospital Addenbrookes, em Cambridge, tratou como tuberculose. Porém, em seguida, ele retornou.

O verme apareceu em uma nova parte de seu cérebro, causando convulsões e fraqueza nas pernas. A condição associada com a infecção foi, de fato, Sparganosis. Não há nenhuma droga conhecida para tratar eficazmente a infecção, o que significa que os médicos deveriam ser rápidos para remover o verme, cirurgicamente. Foram registradas apenas 300 infecções da tênia Spirometra, entre 1953 e 2013, mais comum em algumas partes da Ásia. A natureza rural das populações mais afetadas significa que muitos dos números são desconhecidos, e muito pouco se sabe sobre os vermes.

A forma adulta da tênia Spirometra ocorre apenas nos intestinos de cães e gatos. Mas como esses animais eliminam ovos dos vermes nas fezes, os ovos podem entrar em contato com água e contaminá-la. A forma juvenil resultante da tênia – conhecido como larva – pode ficar na água dentro de certos crustáceos pequenos ou acabar em sapos e cobras. Por sua vez as larvas podem invadir seres humanos através da ingestão ou contato direto com animais infectados.

As larvas podem se desenvolver no cérebro ou em outro lugar. As consequências podem ser dano tecidual, cegueira, paralisia e até a morte. Através do seqüenciamento de genes do verme, os médicos esperam entender o funcionamento interno desses seres, para auxiliar no diagnóstico e tratamento futuro. Trata-se de uma infecção rara e não economicamente viável ao ponto de criar uma droga apenas para tratá-la.

À equipe foram dadas pequenas amostras do verme, extraídas do paciente infectado, e sua sequenciação identificou um genoma excepcionalmente grande e, mais importante, genes que podem ajudar a desvendar a resistência aos medicamentos, bem como agir como alvos futuros de drogas.

As espécies da carne de porco, conhecidos como Taenia Solium, podem infectar os seres humanos de duas formas. A primeira é pela ingestão de carne de porco mal cozida de suínos infectados, resultando em teníase – um verme adulto residente no intestino. A segunda, na forma larval, através do contato com as fezes de um suíno infectado ou humano, que podem infectar muitos tecidos.

Se o verme das larvas entra no sistema nervoso, incluindo o cérebro, pode resultar em uma condição conhecida como Neurocisticercose. Uma vez dentro do cérebro, a infecção deste tipo muitas vezes pode causar epilepsia. Quase um terço dos casos de epilepsia em países onde a doença é nativa ocorrem em pessoas que já tiveram a Neurocisticercose, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

A distribuição global de vermes de porco é generalizada com números elevados em toda a América Latina, África e Ásia, segundo a OMS.

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Por que a maioria das pessoas é destra?

flickr: gemmabouSe você usar uma das mãos para escrever, provavelmente usa a mesma para comer, e a maioria de nós – cerca de 85% de nossa espécie – preferem a mão direita para fazer essas coisas. Na verdade, nunca houve qualquer relato de uma população humana em que os indivíduos canhotos predominassem, de acordo com o arqueólogo Natalie Uomini, da Universidade de Liverpool, no Reino Unido.

Lateralização de uso do membro – ou seja, uma tendência para um lado ou para o outro – geralmente começa no cérebro. Sabemos que algumas tarefas são, em grande parte controlada por atividade cerebral no hemisfério esquerdo, enquanto o hemisfério direito governa outras tarefas. Confusamente, existe alguma passagem de nervos entre o corpo e o cérebro, o que significa que é, na verdade, o lado esquerdo do cérebro que tem mais controlo sobre o lado direito do corpo, e vice-versa. Em outras palavras, o hemisfério esquerdo do cérebro ajuda a controlar a operação do lado direito, olho, perna e assim por diante.

Alguns argumentam que essa divisão do trabalho neurológico tem sido uma característica de animais há mais de meio bilhão de anos. Talvez tenha evoluído porque é mais eficiente permitir que os dois hemisférios possam realizar cálculos diferentes ao mesmo tempo. O lado esquerdo do cérebro, por exemplo, pode ter evoluído para realizar operações de rotina – coisas como procurar comida – enquanto o lado direito foi mantido livre para detectar e reagir rapidamente aos desafios inesperados no ambiente – um predador que se aproxima, por exemplo. Isto pode ser visto em vários peixes, rãs e aves, que são mais suscetíveis de atacar a presa que observada pelo olho direito.

Por isso é possível (embora difícil de provar) que, como os ancestrais hominídeos começaram a andar sobre duas pernas em vez de quatro, liberando as mãos para executar novas tarefas como fazer ferramentas, eles estavam predispostos a começar a usar essas mãos de forma diferente.

Corroborando a ideia, pesquisadores começaram a olhar para a lateralidade em chimpanzés, e descobriram que, quando os macacos ficavam de quatro, eles não apresentavam sinais de preferências para qualquer uma das mãos. Apenas quando foram forçados a assumirem uma postura ereta que a preferência lateral surgiu – embora os chimpanzés do estudo tivessem a mesma probabilidade de ser canhoto ou destro.

Evidentemente, então, era necessário algo mais para fazer com que os primeiros seres humanos partissem para uma preferência lateral, em geral, para os níveis extremamente elevados de destros que vemos hoje. Sabemos mais ou menos quando essa mudança ocorreu, a partir de experimentos nos quais os investigadores fizeram suas próprias versões de ferramentas de pedra antigas, seja através de suas mãos esquerda ou direita. Fazer isso sugere que há apenas evidências limitadas de que os hominídeos fabricantes de ferramentas trabalhavam, preferencialmente, com a mão direita.

No entanto, as ferramentas de pedra que foram feitas há 1,5 milhões de anos em Koobi Fora, no Quênia, por duas espécies de humanos antigos – Homo habilis e Homo erectus – mostram alguma evidência de espécies destras. E no momento em que uma espécie chamada Homo heidelbergensis havia aparecido, talvez em torno de 600 mil anos atrás, existia uma clara preferência destra nas sociedades pré-históricas. O desgaste dos dentes preservados de Homo heidelbergensis, por exemplo, sugerem que a comida era normalmente levados para a boca com a mão direita.

Isso diz quando essa mudança ocorreu, mas não o porquê. Alguns argumentaram que tudo se resume à linguagem. Assim como a maioria das pessoas são destras – um traço, lembre-se, controlado pelo lado esquerdo do cérebro – o mesmo acontece com a maioria das pessoas que fazem a maior parte de seu processamento linguístico no hemisfério esquerdo de seu cérebro. Na verdade, esta especialização do lado esquerdo do cérebro, para a linguagem, é ainda mais comum do que pessoas destras – o que pode sugerir que, como o hemisfério esquerdo evoluiu para a linguagem, a preferência para a mão direita pode ter intensificado simplesmente como um efeito colateral.

E como ficam os canhotos? Animem-se! De acordo com um documento de 1977 da revista Psychological Bulletin, há muito pouco evidência de qualquer associação de canhotos com qualquer déficit que seja, como foi muitas vezes foi sugerido. Na verdade, algumas pesquisas mostram que pessoas canhotas podem até ter um tempo mais curto para se recuperar de uma lesão cerebral, por exemplo. E a sua mão esquerda parece ter a vantagem da surpresa em uma luta, o que significa que eles podem ser melhor em esportes de combate.

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