Os procedimentos e cuidados da cirurgia pélvica

 

A cirurgia pélvica está envolvida principalmente com o abdome abaixo ou no nível do umbigo. A parede abdominal abaixo do nível do umbigo consiste em pele, tecido adiposo, fáscia e vários músculos relativamente finos.

Antes de realizar uma incisão na parede abdominal, o cirurgião ginecológico deve saber previamente o(s) tipo(s) de procedimento cirúrgico a ser(em) realizado(s) e as possíveis complicações associadas com a cirurgia. Deve se considerar o quão cefalicamente em relação à pelve a exposição cirúrgica precisará ser feita. Além disso, o cirurgião deve ponderar os desejos estéticos da paciente, a urgência da cirurgia, a história de laparotomias prévias da paciente e o risco de deiscência pós-operatória da ferida.

A imagem abaixo retirada do livro Atlas de Anatomia Pélvica e Cirurgia Ginecológica 4ª edição mostra a linha média marcada com uma linha vertical sólida e a incisão de Mayland feita 4 cm (dois dedos) acima da margem superior da sínfise púbica, indicada pela linha pontilhada.

As indicações de acesso vascular em bebês e crianças

 

O dispositivo mais frequentemente utilizado para o acesso venoso em crianças é uma cânula intravenosa periférica (IVP). Embora o acesso venoso em adultos seja obtido, muitas vezes, com dificuldade mínima, a colocação de um cateter intravenoso em crianças pode ser bastante traumática para a criança, para os pais e para os profissionais de saúde envolvidos.

As circunstâncias particulares de cada criança exigem soluções específicas para o acesso vascular, isto é, a escolha do dispositivo e o local escolhido para o seu posicionamento. Os médicos devem estar cientes das limitações e potenciais efeitos adversos dos vários dispositivos de acesso vascular (DAVs) que estão disponíveis.

A tabela retirada do livro Cirurgia Pediátrica 6ª edição mostra as indicações de acesso vascular em bebês e crianças:

CVC, cateter venoso central; IO, via intraóssea; CCIP, cateter venoso central introduzido perifericamente; IVP, cateter intravenoso periférico.

Descubra as diversas inovações e mudanças em cirurgia colorretal

 

Os indivíduos desenvolvem câncer colorretal como um resultado da interação entre o genótipo e o ambiente ao qual estão expostos. O risco de câncer colorretal na população do Reino Unido é de cerca de 5%. Por ser frequente, muitas pessoas têm pelo menos um familiar portador de neoplasia colorretal*. Conforme o número de familiares afetados aumenta, o mesmo acontece com o risco de desenvolver a doença.

A cirurgia colorretal apresentou diversas inovações e mudanças nos últimos anos. Por conta disso, a nova edição de “Cirurgia Colorretal”, da série Prática Cirúrgica do Especialista (Elsevier), foi realizada para apresentar novas técnicas dissertadas por especialistas mundiais, com acentuada ênfase na prática cirúrgica. O conteúdo foi totalmente revisado de acordo com as mais recentes evidências publicadas.

A obra inclui imagens para diagnóstico, desenhos esquemáticos e fotografias das cirurgias; aborda desde os procedimentos mais simples até os mais complexos e fornece orientação prática sobre técnicas de diagnóstico e cirurgias complexas.

Para saber mais sobre Cirurgia Colorretal clique aqui.

* Fuchs CS , Giovannucci EL , Colditz GA , et al. A prospective study of family history and the risk of colorectal cancer . N Engl J Med 1994 ; 331 : 1669 – 74

Infecção periprotética é a causa mais comum de revisão da artroplastia total do joelho

A etiologia de um novo ou persistente quadro de dor ou um mau funcionamento após a artroplastia total do joelho (ATJ) frequentemente representa um dilema ao diagnóstico. A determinação da causa da dor do paciente tem início com a história clínica, exame físico e estudo radiográfico, mas geralmente são necessários mais exames diagnósticos. Embora haja muitas causas para dor ou falhas, deve-se levar bastante em consideração o quadro de infecção periprotética do joelho (IPJ). O tratamento de uma infecção profunda de prótese de joelho é fundamentalmente diferente do tratamento de outras causas de falha, assim o diagnóstico precoce e preciso de PJI é essencialmente crítico. A IPJ é a causa mais comum de revisão da ATJ nos Estados Unidos. O diagnóstico de IPJ costuma ser desafiador, porque os pacientes reclamam com frequência de uma vaga presença de dor ou disfunção do joelho sem os clássicos sinais ou sintomas de infecção, assim como febre, calafrios, suores, exudatos da ferida ou eritema em torno da incisão.

Leia mais sobre cirurgia de joelho em: Técnicas de Revisão de Artroplastia do Joelho

Por muitas vezes o uso de testes sorológicos e procedimentos como a aspiração articular são necessários, a fim de confirmar ou descartar IPJ pós-ATJ. Em geral, metodologicamente, a análise do soro inclui a medição da taxa de sedimentação de eritrócitos (VHS) e o nível de proteína C-reativa (PCR) e, se os resultados forem anormais, está indicada a aspiração da articulação do joelho. O fluido obtido a partir da aspiração é, em seguida, avaliado por vários testes, incluindo a contagem diferencial de glóbulos brancos (WBC), a fim de determinar a porcentagem de células polimorfonucleares (%PMNs) na amostra.

A IPJ é uma das complicações pós-operatórias mais devastadoras relacionadas a esse procedimento com altos níveis de sucesso. Um diagnóstico preciso, em tempo hábil, é fundamental para iniciar o algoritmo de tratamento correto e ideal para esses pacientes. Embora não exista um teste perfeito para diagnosticar IPJ, os testes sorológicos (VHS e PCR) devem ser utilizados para pesquisar pacientes que possam apresentar essa potencial complicação. Em concordância com as recentes orientações práticas liberadas pela Academia

Americana de Cirurgiões Ortopédicos, se um ou ambos os testes são suspeitos de infecção, é recomendado testar a amostra do fluido sinovial. Esta deve ser realizada com a utilização de técnica estéril para evitar infecção. O líquido sinovial deve ser enviado para culturas microbiológicas, contagem de glóbulos brancos com diferencial e análise de cristal. Temos utilizado esses testes não só para o diagnóstico de infecção crônica, mas também para o diagnóstico precoce no período pós-operatório imediato, embora em diferentes limites de cortes e valores padrões. Esses testes também parecem ser úteis para o diagnóstico de IPJ em pacientes com história de artropatia inflamatória e após prótese unicompartimental (UKA).

Conteúdo extraído do livro: Técnicas de Revisão de Artroplastia do Joelho, Elsevier

Procura por cirurgias plásticas aumenta no frio

Com as baixas temperaturas os consultórios de cirurgia plástica ficam mais cheios. As pessoas tendem a preferir realizar suas cirurgias nesse período, por coincidir com as férias, porque no frio as chances de edemas são menores e para estarem recuperadas para o verão. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP, apesar das diversas vantagens de realizar cirurgias plásticas nessa época do ano, nada impede que ela seja realizada em outros períodos. O paciente deve mesmo é se atentar ao acompanhamento médico com um profissional devidamente registrado, seguir à risca todas as orientações médicas e realizar a cirurgia exclusivamente em um local com UTI.

Em geral, a pessoa deve procurar o médico em até dois meses antes, para realizar todos os exames e se programar. A consulta é de extrema importância, pois é nesta fase que o paciente vai poder tirar todas as dúvidas, realizar exames e se planejar para ter um bom pós-operatório tranquilo. Cerca de 7 a 15 dias são o suficiente para retornar as atividades, lembrando que neste primeiro momento esforço físico não é recomendado, e esse período pode varias dependendo de cada caso.

ERROS EM CIRURGIAS

A cirurgia plástica é a terceira especialidade com maior número em reclamações de erros médicos no Brasil. Estes procedimentos que, quando dão errado, deixam marcas profundas no corpo e na autoestima dos pacientes. No país os procedimentos mais procurados ainda são, prótese de mama, no nariz e lipoaspiração.

São mais de cinco mil médicos qualificados e associados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no país, enquanto que, mais de 12 mil médicos, que não são membros da Sociedade, fazem cirurgias plásticas. Isso ocorre porque a legislação brasileira, de 1957, permite que qualquer médico, registrado no CRM, possa praticar qualquer ato médico.

Um procedimento muito corriqueiro nos centros médicos, por exemplo, é a lipoaspiração, que não é um método para emagrecer, embora a maioria das pessoas que procurem por tal medida não saibam. A lipoaspiração é para tirar gordura localizada, e o paciente ideal para esse tipo de cirurgia é uma pessoa jovem, com hábitos saudáveis, que pratica esporte regularmente e que tem um acúmulo de gordura, que às vezes é constitucional. Sabendo das informações corretas para cada tipo de cirurgia escolhida e realizando o procedimento com um profissional especializado, os riscos de insucesso são muito menores.

¹COMPLICAÇÕES ESTÉTICAS EM LIPOASPIRAÇÃO

Irregularidades no contorno – As complicações mais comuns em lipoaspiração são a correção insuficiente (remoção insuficiente de gordura), correção em excesso (remoção excessiva de gordura) e remoção irregular de gordura (com irregularidades visíveis e palpáveis), que são classificadas como irregularidades de contorno. De um ponto de vista estético, as irregularidades de contorno apresentadas no pós-operatório podem ser arrasadoras e diminuem drasticamente o nível de satisfação do paciente. A seleção inadequada de pacientes com tecidos flácidos e a ressecção exagerada de tecidos bons podem acarretar irregularidades nos tecidos moles, que são irreparáveis, apesar das inúmeras técnicas disponíveis.

Hiperpigmentação – A hiperpigmentação é normalmente o resultado direto da circulação temporariamente comprometida em uma área específica. Isso pode ser causado pela aspiração excessiva e pelo dano à derme acima da área aspirada. A prevenção pode ser feita evitando-se aspiração demasiadamente superficial de elementos subdérmicos, especialmente nas pernas.

Assimetria – A assimetria é causada pela aspiração excessiva, posicionamento inadequado da cânula, remoção excessiva de gordura em um local e o uso de uma cânula mais grossa que o necessário em uma área de aspiração. De modo geral, é uma complicação que pode ser prevenida.

¹Trecho retirado do livro Contorno Corporal e Lipoaspiração, Elsevier

Imagem: Google

Com a evolução da medicina, terapia fetal invasiva não apresenta mais riscos na gestação

A disponibilidade de imagens de ultrassonografia de alta resolução e de programas de rastreamento fez do feto um paciente de verdade. Quando houver suspeita de malformações fetais, doenças genéticas ou condições adquiridas no útero, as pacientes são encaminhadas a unidades de cuidados terciários com habilidades especializadas, equipamento técnico, experiência e consultores multidisciplinares para definir um prognóstico acurado e opções potenciais. Em alguns casos, a intervenção antes do nascimento pode ser desejável. Muitas intervenções não requerem o acesso direto ao feto; os exemplos incluem a administração transplacentária de agentes farmacológicos para arritmias cardíacas ou de antibióticos no caso de infecção fetal.

Já outras condições podem ser tratadas apenas pelo acesso direto ao feto. A transfusão no útero de um feto hidrópico para corrigir anemia em caso de isoimunização de Rh, inicialmente descrita em 1961, foi provavelmente o primeiro procedimento terapêutico invasivo bem-sucedido. Hoje, a disponibilidade de hemotransfusão através de cordão umbilical, de veia intra-hepática ou diretamente dentro do coração ou do abdome fetal é ampla, com bons resultados fetais e a longo prazo quando os procedimentos são realizados por operadores experientes.

Algumas condições são passíveis de correção cirúrgica e, na maioria dos casos, isto é feito melhor após o nascimento. Ocasionalmente, a cirurgia pré-natal é necessária para salvar a vida do feto ou prevenir dano permanente ao órgão. Isto pode ser alcançado por correção da malformação, interrupção da progressão da doença ou tratamento de alguns dos efeitos de risco de morte imediato da condição, postergando um reparo mais definitivo para depois do nascimento. Em razão das complicações potenciais, os riscos e benefícios da intervenção devem ser ponderados.

Chegou-se a um consenso, endossado pela International Fetal Medicine and Surgery Society (IFMSS), sobre os critérios e indicações para a cirurgia fetal. Nos anos 1980 e 1990, somente algumas condições preencheram esses critérios, e a intervenção cirúrgica exigiu laparotomia materna e exteriorização parcial do feto por meio de histerotomia com grampeamento. Esses procedimentos “abertos” estavam inicialmente associados a alta morbidade fetal e materna, levantando para alguns a questão do valor dos benefícios alegados. No entanto, a cirurgia fetal aberta foi restabelecida em razão dos benefícios comprovados do reparo antenatal de mielomeningocele (MMC).

A disponibilidade crescente da cirurgia videoendoscópica nos anos 1990, combinada com a experiência anterior com a fetoscopia, abriu caminho para o conceito de cirurgia endoscópica fetal. O raciocínio era de que o acesso minimamente invasivo à cavidade amniótica reduziria a frequência do parto prematuro e diminuiria a morbidade materna. A viabilidade da cirurgia endoscópica fetal foi demonstrada em um modelo ovino, e a técnica foi traduzida pela primeira vez na prática clínica na forma de ligação do cordão umbilical.

*Trecho retirado do livro Creasy & Resnik Medicina Materno Fetal – 7ed, Elsevier

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