Descubra as diversas inovações e mudanças em cirurgia colorretal

 

Os indivíduos desenvolvem câncer colorretal como um resultado da interação entre o genótipo e o ambiente ao qual estão expostos. O risco de câncer colorretal na população do Reino Unido é de cerca de 5%. Por ser frequente, muitas pessoas têm pelo menos um familiar portador de neoplasia colorretal*. Conforme o número de familiares afetados aumenta, o mesmo acontece com o risco de desenvolver a doença.

A cirurgia colorretal apresentou diversas inovações e mudanças nos últimos anos. Por conta disso, a nova edição de “Cirurgia Colorretal”, da série Prática Cirúrgica do Especialista (Elsevier), foi realizada para apresentar novas técnicas dissertadas por especialistas mundiais, com acentuada ênfase na prática cirúrgica. O conteúdo foi totalmente revisado de acordo com as mais recentes evidências publicadas.

A obra inclui imagens para diagnóstico, desenhos esquemáticos e fotografias das cirurgias; aborda desde os procedimentos mais simples até os mais complexos e fornece orientação prática sobre técnicas de diagnóstico e cirurgias complexas.

Para saber mais sobre Cirurgia Colorretal clique aqui.

* Fuchs CS , Giovannucci EL , Colditz GA , et al. A prospective study of family history and the risk of colorectal cancer . N Engl J Med 1994 ; 331 : 1669 – 74

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Infecção periprotética é a causa mais comum de revisão da artroplastia total do joelho

A etiologia de um novo ou persistente quadro de dor ou um mau funcionamento após a artroplastia total do joelho (ATJ) frequentemente representa um dilema ao diagnóstico. A determinação da causa da dor do paciente tem início com a história clínica, exame físico e estudo radiográfico, mas geralmente são necessários mais exames diagnósticos. Embora haja muitas causas para dor ou falhas, deve-se levar bastante em consideração o quadro de infecção periprotética do joelho (IPJ). O tratamento de uma infecção profunda de prótese de joelho é fundamentalmente diferente do tratamento de outras causas de falha, assim o diagnóstico precoce e preciso de PJI é essencialmente crítico. A IPJ é a causa mais comum de revisão da ATJ nos Estados Unidos. O diagnóstico de IPJ costuma ser desafiador, porque os pacientes reclamam com frequência de uma vaga presença de dor ou disfunção do joelho sem os clássicos sinais ou sintomas de infecção, assim como febre, calafrios, suores, exudatos da ferida ou eritema em torno da incisão.

Leia mais sobre cirurgia de joelho em: Técnicas de Revisão de Artroplastia do Joelho

Por muitas vezes o uso de testes sorológicos e procedimentos como a aspiração articular são necessários, a fim de confirmar ou descartar IPJ pós-ATJ. Em geral, metodologicamente, a análise do soro inclui a medição da taxa de sedimentação de eritrócitos (VHS) e o nível de proteína C-reativa (PCR) e, se os resultados forem anormais, está indicada a aspiração da articulação do joelho. O fluido obtido a partir da aspiração é, em seguida, avaliado por vários testes, incluindo a contagem diferencial de glóbulos brancos (WBC), a fim de determinar a porcentagem de células polimorfonucleares (%PMNs) na amostra.

A IPJ é uma das complicações pós-operatórias mais devastadoras relacionadas a esse procedimento com altos níveis de sucesso. Um diagnóstico preciso, em tempo hábil, é fundamental para iniciar o algoritmo de tratamento correto e ideal para esses pacientes. Embora não exista um teste perfeito para diagnosticar IPJ, os testes sorológicos (VHS e PCR) devem ser utilizados para pesquisar pacientes que possam apresentar essa potencial complicação. Em concordância com as recentes orientações práticas liberadas pela Academia

Americana de Cirurgiões Ortopédicos, se um ou ambos os testes são suspeitos de infecção, é recomendado testar a amostra do fluido sinovial. Esta deve ser realizada com a utilização de técnica estéril para evitar infecção. O líquido sinovial deve ser enviado para culturas microbiológicas, contagem de glóbulos brancos com diferencial e análise de cristal. Temos utilizado esses testes não só para o diagnóstico de infecção crônica, mas também para o diagnóstico precoce no período pós-operatório imediato, embora em diferentes limites de cortes e valores padrões. Esses testes também parecem ser úteis para o diagnóstico de IPJ em pacientes com história de artropatia inflamatória e após prótese unicompartimental (UKA).

Conteúdo extraído do livro: Técnicas de Revisão de Artroplastia do Joelho, Elsevier

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Procura por cirurgias plásticas aumenta no frio

Com as baixas temperaturas os consultórios de cirurgia plástica ficam mais cheios. As pessoas tendem a preferir realizar suas cirurgias nesse período, por coincidir com as férias, porque no frio as chances de edemas são menores e para estarem recuperadas para o verão. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP, apesar das diversas vantagens de realizar cirurgias plásticas nessa época do ano, nada impede que ela seja realizada em outros períodos. O paciente deve mesmo é se atentar ao acompanhamento médico com um profissional devidamente registrado, seguir à risca todas as orientações médicas e realizar a cirurgia exclusivamente em um local com UTI.

Em geral, a pessoa deve procurar o médico em até dois meses antes, para realizar todos os exames e se programar. A consulta é de extrema importância, pois é nesta fase que o paciente vai poder tirar todas as dúvidas, realizar exames e se planejar para ter um bom pós-operatório tranquilo. Cerca de 7 a 15 dias são o suficiente para retornar as atividades, lembrando que neste primeiro momento esforço físico não é recomendado, e esse período pode varias dependendo de cada caso.

ERROS EM CIRURGIAS

A cirurgia plástica é a terceira especialidade com maior número em reclamações de erros médicos no Brasil. Estes procedimentos que, quando dão errado, deixam marcas profundas no corpo e na autoestima dos pacientes. No país os procedimentos mais procurados ainda são, prótese de mama, no nariz e lipoaspiração.

São mais de cinco mil médicos qualificados e associados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no país, enquanto que, mais de 12 mil médicos, que não são membros da Sociedade, fazem cirurgias plásticas. Isso ocorre porque a legislação brasileira, de 1957, permite que qualquer médico, registrado no CRM, possa praticar qualquer ato médico.

Um procedimento muito corriqueiro nos centros médicos, por exemplo, é a lipoaspiração, que não é um método para emagrecer, embora a maioria das pessoas que procurem por tal medida não saibam. A lipoaspiração é para tirar gordura localizada, e o paciente ideal para esse tipo de cirurgia é uma pessoa jovem, com hábitos saudáveis, que pratica esporte regularmente e que tem um acúmulo de gordura, que às vezes é constitucional. Sabendo das informações corretas para cada tipo de cirurgia escolhida e realizando o procedimento com um profissional especializado, os riscos de insucesso são muito menores.

¹COMPLICAÇÕES ESTÉTICAS EM LIPOASPIRAÇÃO

Irregularidades no contorno – As complicações mais comuns em lipoaspiração são a correção insuficiente (remoção insuficiente de gordura), correção em excesso (remoção excessiva de gordura) e remoção irregular de gordura (com irregularidades visíveis e palpáveis), que são classificadas como irregularidades de contorno. De um ponto de vista estético, as irregularidades de contorno apresentadas no pós-operatório podem ser arrasadoras e diminuem drasticamente o nível de satisfação do paciente. A seleção inadequada de pacientes com tecidos flácidos e a ressecção exagerada de tecidos bons podem acarretar irregularidades nos tecidos moles, que são irreparáveis, apesar das inúmeras técnicas disponíveis.

Hiperpigmentação – A hiperpigmentação é normalmente o resultado direto da circulação temporariamente comprometida em uma área específica. Isso pode ser causado pela aspiração excessiva e pelo dano à derme acima da área aspirada. A prevenção pode ser feita evitando-se aspiração demasiadamente superficial de elementos subdérmicos, especialmente nas pernas.

Assimetria – A assimetria é causada pela aspiração excessiva, posicionamento inadequado da cânula, remoção excessiva de gordura em um local e o uso de uma cânula mais grossa que o necessário em uma área de aspiração. De modo geral, é uma complicação que pode ser prevenida.

¹Trecho retirado do livro Contorno Corporal e Lipoaspiração, Elsevier

Imagem: Google

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Com a evolução da medicina, terapia fetal invasiva não apresenta mais riscos na gestação

A disponibilidade de imagens de ultrassonografia de alta resolução e de programas de rastreamento fez do feto um paciente de verdade. Quando houver suspeita de malformações fetais, doenças genéticas ou condições adquiridas no útero, as pacientes são encaminhadas a unidades de cuidados terciários com habilidades especializadas, equipamento técnico, experiência e consultores multidisciplinares para definir um prognóstico acurado e opções potenciais. Em alguns casos, a intervenção antes do nascimento pode ser desejável. Muitas intervenções não requerem o acesso direto ao feto; os exemplos incluem a administração transplacentária de agentes farmacológicos para arritmias cardíacas ou de antibióticos no caso de infecção fetal.

Já outras condições podem ser tratadas apenas pelo acesso direto ao feto. A transfusão no útero de um feto hidrópico para corrigir anemia em caso de isoimunização de Rh, inicialmente descrita em 1961, foi provavelmente o primeiro procedimento terapêutico invasivo bem-sucedido. Hoje, a disponibilidade de hemotransfusão através de cordão umbilical, de veia intra-hepática ou diretamente dentro do coração ou do abdome fetal é ampla, com bons resultados fetais e a longo prazo quando os procedimentos são realizados por operadores experientes.

Algumas condições são passíveis de correção cirúrgica e, na maioria dos casos, isto é feito melhor após o nascimento. Ocasionalmente, a cirurgia pré-natal é necessária para salvar a vida do feto ou prevenir dano permanente ao órgão. Isto pode ser alcançado por correção da malformação, interrupção da progressão da doença ou tratamento de alguns dos efeitos de risco de morte imediato da condição, postergando um reparo mais definitivo para depois do nascimento. Em razão das complicações potenciais, os riscos e benefícios da intervenção devem ser ponderados.

Chegou-se a um consenso, endossado pela International Fetal Medicine and Surgery Society (IFMSS), sobre os critérios e indicações para a cirurgia fetal. Nos anos 1980 e 1990, somente algumas condições preencheram esses critérios, e a intervenção cirúrgica exigiu laparotomia materna e exteriorização parcial do feto por meio de histerotomia com grampeamento. Esses procedimentos “abertos” estavam inicialmente associados a alta morbidade fetal e materna, levantando para alguns a questão do valor dos benefícios alegados. No entanto, a cirurgia fetal aberta foi restabelecida em razão dos benefícios comprovados do reparo antenatal de mielomeningocele (MMC).

A disponibilidade crescente da cirurgia videoendoscópica nos anos 1990, combinada com a experiência anterior com a fetoscopia, abriu caminho para o conceito de cirurgia endoscópica fetal. O raciocínio era de que o acesso minimamente invasivo à cavidade amniótica reduziria a frequência do parto prematuro e diminuiria a morbidade materna. A viabilidade da cirurgia endoscópica fetal foi demonstrada em um modelo ovino, e a técnica foi traduzida pela primeira vez na prática clínica na forma de ligação do cordão umbilical.

*Trecho retirado do livro Creasy & Resnik Medicina Materno Fetal – 7ed, Elsevier

Imagem: Google

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Sabiston Tratado de Cirurgia, 19ª Edição

Quando se pensa em medicina, invariavelmente, a primeira imagem que vem à mente é a de um profissional em seu jaleco branco, com touca e máscara cirúrgicas. Até aí tudo bem, se estivermos falando em leigos no assunto.

O juramento de Hipócrates, no entanto, não deixa esses clichês passarem despercebidos. Dentre todos os ofícios, a medicina é, em particular a cirúrgica, se não a mais fundamental, aquela que podemos considerar como imprescindível.

Somente o estudo da história dessa especialidade pode conduzir o aspirante ou profissional já habilitado para um compreendimento cada vez mais profundo e eficaz no que diz respeito a ele e aos pacientes.

Todo cirurgião iniciante tem verdadeiro prazer na aprendizagem, no relato de casos clássicos e na abordagem de conceitos fundamentais sob uma nova perspectiva. Esse volume oferece isso e muito mais.

 Saiba mais acessando aqui.

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Os pacientes que acordam durante a cirurgia

flickr: zivkovicDe acordo com o maior estudo deste tipo, recentemente publicado na revista Anaesthesia – na qual pesquisadores entrevistaram mais de 3 milhões de pacientes que receberam anestesia geral no Reino Unido e na Irlanda – cerca de um em 19.600 pacientes “acidentalmente” acordaram durante a cirurgia.

Estudos anteriores nos Estados Unidos relataram uma taxa muito mais elevada, de um em cada 1.000 pacientes cirúrgicos. No entanto, os casos de consciência anestésica no novo estudo foram notificados voluntariamente pelos pacientes, o que poderia deturpar o número verdadeiro. Os pesquisadores descobriram que certas cirurgias, que exigem um nível mais “leve” de anestesia, como cesarianas de emergência, apresentam um risco mais elevado – um em 670 pacientes.

A maioria dos casos de consciência anestésica ocorreu entre pacientes que receberam paralíticos como parte de seu cocktail anestésico – uma vez que não podiam mover-se para alertar os médicos para o fato de que eles estavam recuperando a consciência.

Pacientes descreveram uma gama de sensações, incluindo asfixia, paralisia, dor, alucinações e experiências de quase-morte. A maioria dos episódios foram de curta duração, com 75% deles com duração de menos de cinco minutos. Apesar disso, quase a metade de todos os pacientes que estavam conscientes durante a cirurgia tiveram consequências psicológicas a longo prazo, tais como PTSD (Post-Traumatic Stress Disorder) e depressão.

Entre os sintomas apresentados durante o evento, a paralisia foi o mais angustiante para os pacientes – mais do que a dor.

Consciência Anestésica

A anestesia geral envolve uma mistura de drogas que deixa você inconsciente, tira a sua dor, e induz a amnésia. Um paralítico é freqüentemente adicionado para facilitar a inserção de um tubo de respiração, impedindo que os pacientes se movam, e permitindo aos cirurgiões operar em áreas que são inacessíveis quando os músculos estão tensos.

Consciência anestésica ocorre quando a quantidade de anestesia é insuficiente para suprimir a consciência humana. Determinadas cirurgias – em que são necessárias doses mais baixas de anestesia – apresentam um risco maior.

A cesárea de emergência, por exemplo, necessita de doses mais baixas de anestésico para evitar danos ao bebê. São necessárias doses mais baixas, também, durante as cirurgias de trauma cardíaco e de emergência, uma vez que grandes doses pode levar esses pacientes clinicamente frágeis ao óbito.

Mas a consciência anestésica realmente se torna um problema quando os paralíticos são usados, uma vez que os pacientes não podem mover-se para deixar os médicos saberem que estão recuperando a consciência. Na mesa de cirurgia, os médicos devem ficar atentos a algumas situações que podem indicar o retorno da consciência por parte do paciente.

Por exemplo, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial pode sinalizar aos médicos que um paciente está estressado e possivelmente acordado. Mas as drogas administradas antes ou durante a operação poderiam bloquear a resposta do corpo ao estresse. Além disso, embora os médicos meçam continuamente o nível de gás anestésico nos pulmões do paciente para assegurar uma dosagem apropriada, o gás pode afetar cada pessoa de maneira diferente.

 

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