Confusão Visual e Diplopia

Yanoff, Oftalmologia 3/E

 

 

CONFUSÃO VISUAL E DIPLOPIA

INTRODUÇÃO

Se a visão binocular é estabelecida precocemente na vida de um lactente, ela é mantida a não ser que a visão em um dos olhos seja perdida. Quando um indivíduo desenvolve estrabismo, os elementos retinianos correspondentes nos dois olhos não são mais direcionados para objetos idênticos. Isso coloca o indivíduo em risco de desenvolver dois fenômenos visuais distintos, ambos bastante desconfortáveis: confusão visual e diplopia. Esses termos possuem significados específicos. Confusão visual é a percepção simultânea de objetos diferentes que se projetam em elementos retinianos correspondentes (p. ex., as duas fóveas). A diplopia é a percepção de um objeto que se projeta em duas áreas retinianas diferentes (não correspondentes) (Fig. 11.4-1). Se considerarmos que a retina é dividida em uma área central livre de bastonetes, que corresponde à fóvea central (os 2,5° centrais), e uma área periférica, está claro que o paciente binocular com um estrabismo novo é confrontado com quatro problemas potenciais: confusão central, diplopia central, confusão periférica e diplopia periférica.

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