As indicações de acesso vascular em bebês e crianças

 

O dispositivo mais frequentemente utilizado para o acesso venoso em crianças é uma cânula intravenosa periférica (IVP). Embora o acesso venoso em adultos seja obtido, muitas vezes, com dificuldade mínima, a colocação de um cateter intravenoso em crianças pode ser bastante traumática para a criança, para os pais e para os profissionais de saúde envolvidos.

As circunstâncias particulares de cada criança exigem soluções específicas para o acesso vascular, isto é, a escolha do dispositivo e o local escolhido para o seu posicionamento. Os médicos devem estar cientes das limitações e potenciais efeitos adversos dos vários dispositivos de acesso vascular (DAVs) que estão disponíveis.

A tabela retirada do livro Cirurgia Pediátrica 6ª edição mostra as indicações de acesso vascular em bebês e crianças:

CVC, cateter venoso central; IO, via intraóssea; CCIP, cateter venoso central introduzido perifericamente; IVP, cateter intravenoso periférico.

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Aumento da obesidade infantil assusta especialistas

A quantidade de jovens a cima do peso vem  crescendo alarmantemente em todo mundo, principalmente em crianças de faixa etária abaixo de 5 anos. Nos últimos 15 anos o excesso de peso em crianças até essa idade, aumentou em 10 milhões. A taxa que era  48% em 1990, passou para os atuais 6,1% em 2016. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o quadro vem se agravando tão rapidamente que já é considerado um pesadelo explosivo nos países em desenvolvimento.

Mesmo assim, o fenômeno ainda não é abordado com a seriedade que merece, sendo, muitas vezes, tratado como uma consequência do estilo de vida das famílias e não um problema de saúde pública. Especialistas ressaltam a importância que o governo e órgãos de saúde têm para discutir esse tema, e alertam que a epidemia de obesidade poderá reverter muitos dos benefícios para a saúde que contribuíram para o aumento da longevidade observada no mundo.

ALGUNS EFEITOS DA OBESIDADE

Sobrepeso e obesidade também constituem fatores de risco para o aparecimento de diabete melito tipo 2, neoplasias diversas, doenças musculoesqueléticas, litíase biliar, hiperuricemia, apneia do sono, infertilidade e depressão. Segundo uma análise epidemiológica efetuada pela OMS, IMC maior ou igual a 21 kg/m2 são responsáveis por 58% dos casos de diabete melito tipo 2, 21% dos casos de insuficiência coronariana e por 8 a 42% dos casos de câncer no mundo. Dentre o total de casos de diabete melito no planeta, 85% são do tipo 2 e 90% desses pacientes apresentam excesso de peso.

Em países desenvolvidos, estima-se que o custo direto do tratamento do excesso de peso alcance 7% dos gastos com o setor saúde. Somente nos Estados Unidos da América (EUA), o custo anual com o tratamento de obesidade e suas complicações ultrapassa os 100 bilhões de dólares. Ainda nos EUA, o índice de mortalidade cardiovascular aumentou em torno de duas vezes em indivíduos obesos, sendo as complicações relacionadas ao excesso de peso consideradas a segunda causa evitável de morte, logo após o tabagismo. Chama a atenção o aparecimento de diabete melito tipo 2 infantojuvenil associado à obesidade, uma doença que no passado recente era raríssima nesta faixa etária. Existe o risco de que a expectativa de vida dos norte-americanos em gerações futuras seja menor do que a atual em decorrência das complicações da obesidade. (Trecho retirado do livro Hipertensão, 2º Edição, publicado pela Elsevier)

A CULPA NÃO É DAS CRIANÇAS

Segundo a OMS, um dos maiores contribuintes para que as crianças comam cada vez pior e para a atual epidemia de obesidade infantil têm sido o marketing e a publicidade, que impactam significativamente, não somente na escolha de um produto como também na preferência da marca deste produto pelas crianças. Estudos realizados com meninos  e meninas com menos  de 5 anos e pessoas de outras faixas etárias, concluíram que quanto mais jovem, maior a influência exercida pela exposição a anúncios de televisão e internet.

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