Especialista dá dicas de cuidados com a pele no carnaval

O carnaval é a época do ano em que nos expomos mais ao sol e a produtos químicos. O excesso de maquiagem, sprays de espuma e horas incansáveis no sol causam irritações que podem evoluir para casos mais graves, como alergias e até câncer de pele. Para que isso não ocorra, os cuidados devem ser redobrados começando pelo uso constante do protetor solar.

Valéria Campos, médica dermatologista e autora do livro Manual Prático de Laser e Outras Fontes de Energia Eletromagnética na Dermatologia, publicado pela Elsevier, listou 8 dicas de cuidados simples com a pele, que devemos ter neste carnaval para não acabar com a folia. Confira as recomendações:

Espinhas no bumbum, nas costas: esfoliação em dias alternados com uma mistura de açúcar cristal, fubá e sabonete liquido aplicado com bucha vegetal com movimentos suaves. Uso diário de um hidratante que contenha ureia na sua composição.

Pelos encravados: uma limpeza de pele com uma boa esteticista que consiga desencravar os pelos sem machucar a pele em volta da região afetada, seguido de um peeling leve de ácido mandélico. NUNCA tente desencravar o pelo sozinha: a chance de tornar a situação pior é muito grande.

Pele opaca: o ideal é utilizar o mesmo recurso que a Madonna, fazendo um peeling de cristal (microdermoabrasao) num consultório dermatológico. Mas, se não der, faça em casa uma micro esfoliação misturando açúcar refinado com iogurte – movimentos circulares e delicados -, seguido por uma máscara de mel e vinho tinto (3 colheres de sopa de mel e uma colher de vinho) e filtro solar durante o dia. Uma boa gargalhada e bom humor também deixam a pele super viçosa. Você duvida? Preste atenção em como pessoas felizes geralmente possuem a cútis mais radiante!

Remoção definitiva de pelos: hoje o laser pode ser feito mesmo com a pele bronzeada (esse método também resolve o problema dos pelos encravados). Se não for possível, procure uma boa depiladora, mas evite fazer na véspera se você tem tendência a encravar os pelos. Em situações de emergência é melhor raspar os pelos com uma lamina desde que você não tenha alergia.

Celulite: existem equipamentos incríveis a disposição, mas a velha caminhada, em ritmo acelerado já ajuda muito. Outra dica, são as meias elásticas de média compressão, mas tem que ser ate a cintura, não vale ate o joelho para melhorar a celulite.

Barriga chapada: existem equipamentos efetivos nas clínicas dermatológicas, mas uma dica para disfarçar é evitar comer alimentos que retenham muito líquido, como os que tenham muito sódio (fique atento aos industrializados), bem como os que produzam muitos gazes como feijão, repolho e batata.

Pés de Cinderela: creme com ureia para o calcanhar e cutículas, e creme com ácido glicólico para a parte superior. Uma sessão de podóloga na véspera e uma manicure no ‘’dia D’’ também fazem toda diferença. Em situação de emergência um extra brilho e um óleo secante, para hidratar antes de sair de casa, ajudam muito.

Mãos de princesa: o ideal é um peeling de acido glicólico que deve ser feito em um consultório médico 10 dias antes, e uso diário de loção com acido glicólico noturno e filtro solar durante o dia, mas se não der para ir a um consultório medico:  esfoliação com borra de café e loção com silicone à noite e filtro solar de dia. Também vale a dica do extra brilho nas unhas antes de sair.

E NÃO SE ESQUEÇA

Separe alguns minutos do seu dia para se hidratar bebendo bastante água, e na hora de curtir uma paixão de carnaval use sempre camisinha!

*Matéria produzida com colaboração de Valéria Campos, CRM: 73176

 

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Atlas de dermatologia ensina cuidados em pacientes com doenças de pele*

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O exame dermatológico parece simples quando as lesões na pele estão expostas, sendo facilmente identificadas. Entretanto, uma inspeção apressada pode levar a erros de diagnóstico; portanto, deve-se seguir um método sistemático, iniciados com a anamnese dirigida, interrogando o paciente sobre a evolução da doença (quando e por onde começou) e sintomas relacionados. Idade, sexo e raça são elementos importantes nessa história inicial; eventualmente, a procedência também auxilia no esclarecimento do caso. A importância da doença, o quanto ela afeta a vida da pessoa, deve ser valorizada (impacto sobre a qualidade de vida). A história familiar e social (ocupação, hábitos) deve ser investigada. Outras doenças e o uso de medicamentos, mesmo os considerados naturais ou alternativos, devem ser relacionados. Depois dessa abordagem inicial, o paciente deve ser colocado em local bem iluminado, de frente para a luz, e ser examinado da cabeça aos pés, inspecionando-se cabelos, mucosas, unhas e gânglios, com a delicadeza e integridade ao paciente. Em geral, a inspeção é direta, entretanto, a lupa, a luz de Wood e o dermatoscópio a cada dia são mais usados. Este último é especialmente empregado para a avaliação de lesões melanocíticas e das alterações tanto do couro cabeludo como das hastes dos cabelos. A palpação de nervos e a avaliação do comprometimento articular fazem parte da investigação médicas em determinadas situações. Muitas vezes é necessária a realização da interconsulta com outros profissionais da saúde, bem como de exames complementares, que devem ser criteriosamente escolhidos.

O profissional da saúde não deve invadir a privacidade da pessoa desnecessariamente. Dados da história pessoal podem ser colhidos em futuras consultas, depois de estabelecido um bom vínculo entre o médico e o paciente. E é nesse momento que os médicos devem ser cuidadosos para não se colocarem em oposição a crenças e tabus do paciente, deixando esclarecimentos para o futuro. A comunicação que o doente estabelece com o médico não reside apenas na fala; o corpo tem a sua linguagem, que traz informações tanto da subjetividade quanto do estado patológico físico. A consulta inicia-se no momento em que o paciente entra na sua sala, sozinho ou acompanhado. Familiares ou acompanhantes podem relatar situações relevantes e esclarecedoras para o caso. A iatrogenia com as palavras deve ser evitada no ato médico, desde o pedido intempestivo de exames à comunicação de resultados ou comentários sobre a doença em curso. Eventualmente, até o odor pode informar sobre a doença (pênfigo, bromidrose, infecções por anaeróbios, distúrbios olfativos, sensações subjetivas, dentre outros). Tocar o paciente em muitas circunstâncias é importante, para que ele perceba que não desperta nojo e que o contato físico não é temido. É de suma importância que o medico esclareça o caráter da doença, informando sobre a sua transmissibilidade.

Às vezes, somente o acompanhamento ao longo do tempo poderá elucidar o diagnóstico. A consulta em si pode ser extremamente terapêutica, por oferecer o conforto e a segurança que o paciente procura.

*Texto extraído do livro Atlas de Dermatologia (exame dermatológico, seção 1, página 3), publicado pela Elsevier.

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