Cuidados com as infecções na reabilitação dentária

A reabilitação dentária, hoje em dia, não é somente a simples colocação de coroas (dentes). O desenvolvimento científico nessa área, possibilita a reabilitação total do sorriso do paciente, fazendo com que seus dentes além de exercerem a função de mastigação, componham um sorriso onde não se note a presença de próteses ou dentes artificiais.

Em alguns casos, quando a higiene oral é deficiente ou quando o paciente sofre de fatores sistêmicos de risco (diabetes, tabagismo, toma de alguns medicamentos, etc), ou se eventualmente houve um mau planejamento do caso, podem surgir infecções semelhantes às infecções periodontais. Estas infecções devem ser tratadas prontamente de forma a evitar a perda do implante afetado. Veja alguns tipos de infecções relacionadas com implantes:

  • ¹Peri-implantite: perda óssea progressiva (da crista ao ápice) ao redor dos implantes
  • Peri-implantite retrógrada (RPI): lesão que ocorre na área periapical de implantes osseointegrados, também chamada de lesão periapical do implante, diferenciar RPI de defeito por osteotomia causado pela inserção de implante mais curto do que a osteotomia preparada
  • Osteomielite: inflamação do osso e da medula óssea em decorrência de infecção bacteriana, mandíbula > > maxila, deve ser diferenciada de malignidade, pois a aparência radiográfica é similar

CONSIDERAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS

  • Avaliação radiográfica para infecção ativa ou que está em processo de cura na área de colocação do implante planejado
  • Resolução de infecção periapical, periodontal ou residual ativa antes da colocação do implante
  • Técnica estéril deve ser usada

FATORES PREDISPONENTES

  • Infecção residual a partir de um dente extraído ou infecção de dente adjacente envolvido periapicalmente
  • A necrose de osso pode ocorrer se o calor excessivo forgerado durante a perfuração na osteotomia

COMPLICAÇÕES

  • Perda do implante: implante já não está mais integrado
  • Inflamação: dor, vermelhidão, inchaço, secreção purulenta
  • Fratura patológica: a integridade do osso está comprometida pela perda de mineralização óssea e presença de implante no osso


¹ Trecho retirado integralmente do livro Especialidades em imagens: implantes dentários, Elsevier

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Doenças gengivais induzidas pela placa dentária

¹A gengivite associada à formação de placa dental é a forma mais comum das doenças gengivais. Ela é caracterizada  pela presença de sinais clínicos de inflamação confinados à gengiva e aos dentes associados. Iremos conferir abaixo, três exemplos de doenças gengivais provocadas por placas dentárias.

Gengivite Associada Apenas à Placa Dental  

A doença gengival induzida pela placa é o resultado de uma interação entre os microrganismos encontrados no biofilme da placa dental, e tecidos e células inflamatórias do hospedeiro. A interação da placa-hospedeiro pode ser alterada por efeitos de fatores locais, fatores sistêmicos, medicamentos e desnutrição, sendo que todos podem influenciar na gravidade e duração da resposta. Alguns fatores locais, além da formação de cálculos retentores de placa na coroa e superfície radicular, podem contribuir para a formação da gengivite. Esses fatores contribuem devido à sua capacidade de reter os microrganismos da placa e de inibir a sua remoção por meio de técnicas de controle de placa utilizadas pelo paciente.

Doenças Gengivais Modificadas por Fatores Sistêmicos

Os fatores sistêmicos que contribuem para a gengivite, como as alterações endócrinas associadas à puberdade, o ciclo menstrual, a gravidez e o diabetes podem ser exacerbados como resultado de alterações na resposta inflamatória gengival à placa. Essa resposta alterada parece ser o resultado de efeitos de condições sistêmicas nas funções celulares e imunológicas do hospedeiro. Estas alterações são mais evidentes durante a gravidez, quando a prevalência e gravidade da inflamação da gengiva podem aumentar, mesmo na presença de níveis baixos de placa. As discrasias sanguíneas (p. ex., leucemia) podem alterar a função imune por influenciar o equilíbrio normal dos leucócitos imunologicamente competentes que suprem o periodonto. Aumento gengival e sangramento são achados comuns que podem estar associados a tecidos gengivais edemaciados e esponjosos, o que é causado pela infiltração excessiva de células sanguíneas.

Doenças Gengivais Modificadas por Medicações

Doenças gengivais que são alteradas por medicamentos estão aumentando em prevalência devido ao aumento do uso de fármacos conhecidos por induzir o aumento gengival. Estes incluem medicamentos anticonvulsivantes, como a fenitoína; fármacos imunossupressores, como a ciclosporina, e os bloqueadores dos canais de cálcio, como a nifedipina, o verapamil, o diltiazem e o valproato de sódio.  O desenvolvimento e a gravidade do aumento gengival em resposta aos fármacos são específicos para cada paciente e pode ser influenciado pelo acúmulo descontrolado de placa, bem como por níveis hormonais elevados. O aumento da utilização de contraceptivos orais por mulheres pré-menopausa tem sido associado a maior incidência de inflamação gengival e ao desenvolvimento de aumento gengival, que pode ser revertido por meio da descontinuação do contraceptivo oral.

¹Trecho retirado integralmente do livro CARRANZA PERIODONTIA CLINICA 12ED, Elsevier

 

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Livro Odontologia Multidisciplinar traz casos reais em cada capítulo

A obra Odontologia Multidisciplinar – O Paciente no Centro das Atenções apresenta uma contribuição para profissionais das diferentes áreas da Odontologia, propondo um modelo de Gestão Clínica Integrada sobre a visão da qualidade de serviços de Saúde e Acreditação no campo da Odontologia.

O livro se constrói na contextualização de resolução de casos clínicos, incluindo a utilização de fotografias, planejamento e desenvolvimento executados de forma integrada. Esses casos clínicos têm como base modelos de protocolos estabelecidos para as terapêuticas aplicadas na devolução à normalidade do sistema estomatognático, com ênfase no restabelecimento da relação maxilomandibular, oclusal e funcional e, em consequência da dimensão vertical de oclusão, do binômio implante-prótese, da reabilitação estética e enxertos ósseos.

Cada capítulo é auto explicativo e aborda casos com pacientes reais, como forma de ilustrar as exemplificações. No capítulo Protocolo para Reabilitações Complexas, por exemplo, um protocolo para resolução de casos clínicos protéticos complexos é apresentado ‘’ O preparo da boca previamente à instalação dos implantes e a reabilitação estética e funcional com provisórios é fundamental para dar previsibilidade ao tratamento definitivo. A primeira etapa é a coleta de informações clínicas, radiográficas e fotográficas. A avaliação clínica deve ser focada na queixa do paciente e uma seleção de requisitos, estético e funcional, facilita a organização dos dados e planejamento. Uma abordagem e visão multidisciplinar permitem a tomada de decisões mais seguras. A segunda etapa é a reabilitação provisória que devolve a normalidade à relação maxilo/mandibular, resultando em conforto e segurança ao paciente para investir no tratamento definitivo.’’ E ao final as dificuldades e soluções encontradas no caso clínico são expostas ao leitor.

A obra tem como preocupação o paciente e a sua segurança, e apresenta os meios para o desenvolvimento dessas atividades. Escrito em uma linguagem clara e multidisciplinar, auxilia o aprendizado com assimilação de suas práticas. Odontologia Multidisciplinar – O Paciente no Centro das Atenções é uma contribuição à classe odontológica brasileira no campo da reabilitação oral e da Gestão de Qualidade.

O livro foi Coordenado por Rosely Cordon, Dalva Cruz Laganá e Newton Sesma e elaborado pela equipe multiprofissional integrante do Centro de Excelência em Prótese e Implante (CEPI) do Departamento de Prótese da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).

 

 

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