Você sabe qual a desordem endócrina mais encontrada na prática clínica?

 

Em 14 de novembro comemora-se o Dia Mundial do Diabetes. A Campanha foi iniciada em 1991 pela IDF (Internacional Diabetes Federation) em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em detrimento às preocupações sobre os crescentes números de diagnósticos no mundo.

Para entender e conscientizar a população, vamos conhecer um pouco mais sobre o diabetes melito, que é caracterizada por uma desordem endócrina mais comumente encontrada na prática clínica:

¹Diabetes melito tipo 1

Diabetes tipo 1 é encontrado em aproximadamente 15% de todos os pacientes diabéticos. Ele pode ocorrer em qualquer idade, porém é mais comum em jovens, com um pico de incidência entre nove e 14 anos de idade. A absoluta falta de insulina é a consequência da destruição autoimune das células beta produtoras do hormônio. Pode existir um fator ambiental precipitante, como uma infecção viral. A presença de anticorpos que reconhecem as ilhotas, no soro, prediz o futuro desenvolvimento deste tipo de diabetes.

¹Diabetes melito tipo 2

Diabetes tipo 2 responde por aproximadamente 85% de todos os pacientes diabéticos e pode ocorrer em qualquer idade. Ele é mais comum entre 40 e 80 anos, mas atualmente está sendo relatado em populações de adolescentes e crianças. No diabetes tipo 2, ocorre resistência dos tecidos periféricos à ação da insulina, de modo que os níveis de insulina podem apresentar-se normais ou elevados e, ainda assim, persistirem os sintomas. Obesidade é a característica clínica mais comumente associada a este tipo de diabetes.

Aproveite e assiste o vídeo extraído do Projeto Homem Virtual da disciplina de Telemedicina da FMUSP e disponível no livro “Guyton & Hall Tratado de Fisiologia Médica”, a sequência apresenta a fisiopatologia do Diabetes Tipo I em decorrência da agressão imunológica às células da ilhota de Langerhans. Além do Diabetes Tipo II, decorrente da resistência à insulina e insuficiência insulínica.

¹Informações retiradas integralmente do livro Bioquímica Clínica.

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Passe menos tempo sentado e não morra

Uma de suas atividades favoritas pode realmente estar matando você. Todo o nosso mundo moderno é construído para mantê-lo sentado. Quando dirigimos, nós nos sentamos. Quando se trabalha em um escritório, nós nos sentamos. Quando assistimos TV, bem, você já conhece o cenário.

Um novo estudo que foi apresentado no Annals of Internal Medicine descobriu que este tipo de comportamento sedentário aumenta nossas chances de contrair uma doença ou de uma condição que vai nos matar prematuramente, mesmo se nos exercitarmos em algum momento do dia.

Pesquisadores de Toronto chegaram a esta conclusão depois de analisar 47 estudos de comportamento sedentário. Eles ajustaram os dados para incorporar ao total de exercícios de uma pessoa. E descobriram que a quantidade de tempo que passamos sentados nos traz um saldo negativo, quando comparado com o benefício que recebemos da prática de exercícios. É claro que, quanto mais você se exercita, menor o impacto do comportamento sedentário.

Os estudos mostraram que o sedentarismo pode levar à morte por problemas cardiovasculares e câncer, bem como causar doenças crônicas, como diabetes tipo 2. A inatividade física tem sido identificada como o quarto principal fator de risco de morte para as pessoas de todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Permanecer sentado de oito à 12 horas ou mais por dia aumentou o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 90%.

Então, o que você pode fazer para reduzir o tempo que você gasta envolvido em uma atividade que não é boa para você?

Os autores do estudo fizeram algumas sugestões simples, para ajudá-lo a manter-se em movimento. Dessa forma, você pode estabelecer uma meta e reduzir o tempo que passa em repouso a cada semana. Por exemplo, se você está no trabalho, você pode tentar providenciar uma mesa alta, que faça você trabalhar em pé, ou se levantar e andar em torno de três minutos, uma vez a cada meia hora. E se você assiste TV durante a noite, aproveite para levantar e andar durante os comerciais.

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Boas razões para deixar a raiva de lado

Gandhi disse certa vez: “O perdão é um atributo dos fortes.” É preciso muita coragem para seguir em frente a partir de uma experiência dolorosa causada por outra pessoa. Mas se você conseguir evitar a raiva estará melhorando, e muito, como pessoa. Abaixo algumas razões pelas quais é melhor perdoar do que alimentar o rancor.

A raiva pode prejudicar seu coração

Engarrafar emoções ruins pode ser um pedágio caro a se pagar sobre a sua saúde física. Um estudo publicado pela American Heart Association sugere que níveis elevados de raiva pode aumentar o risco de doença cardíaca coronária, particularmente em homens mais velhos. Reprimir esses sentimentos também pode aumentar a pressão arterial.

Jamais explodir de raiva na frente das crianças

Crianças pequenas moldam o seu comportamento de acordo com o ambiente, especialmente se este cenário está envolto de hostilidade e raiva. De acordo com um estudo publicado na revista Cognitive Development, os bebês podem não só sentir raiva, como ajustar seu comportamento em torno dela. Além do mais, mesmo crianças muito pequenas têm uma memória excelente: os pesquisadores descobriram que as crianças são capazes de classificar o que era raiva baseadas em situações anteriores.

Mesmo um pequeno episódio de raiva pode ter implicações para a saúde

Um estudo da Harvard School of Public Health descobriu que os indivíduos tem cinco vezes mais risco de um ataque cardíaco e três vezes mais risco de um acidente vascular cerebral nas duas horas após uma explosão de raiva.

A raiva prejudica sua saúde mental

Situações adversas têm uma maneira de se alocar em nossas mentes, levando-nos a uma espiral de pensamentos que podem afetar a nossa saúde mental. A raiva agrava a ansiedade e o stress, sustentando emoções hostis que podem tomar a direção de algo mais perigoso.

A raiva pode ser associada com o desenvolvimento de diabetes tipo 2

De acordo com dados publicados pelo National Institutes of Health, a raiva pode potencialmente levar a diabetes por meio de comportamentos de risco à saúde. Não há nenhuma ligação direta entre temperamento e risco de diabetes, mas ainda sim existem alguns resultados notáveis. No estudo, os indivíduos com os mais altos níveis de raiva tinham 34% mais risco de desenvolver a doença em comparação com aqueles com temperamentos mais tranquilos. Os pesquisadores descobriram que aqueles com raiva crônica eram mais propensos a fumar e tinha uma maior ingestão de calorias, dois fatores que podem levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Deixar o rancor de lado o fará mais leve

A raiva pesa. Em um experimento publicado na revista Social Psychological and Personality Science, pesquisadores instruíram 160 alunos de graduação a lembrar de uma época na qual eles viveram algum tipo de conflito. Após isso foram convidados a participar de um exercício físico de salto em distância. Aqueles que pensaram na situação praticando o perdão saltaram mais alto, o que sugere que a carga de rancor pode ser mais do que apenas mental.

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Dia Mundial do Diabetes

Flickr: capturelifeinactionO Diabetes é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não é capaz de produzir insulina, ou quando o corpo não pode fazer um bom uso da insulina que produz. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, que funciona como uma chave para deixar a glicose do alimento que nós comemos passar da corrente sanguínea para as células do corpo, produzindo energia. Todos os alimentos ricos em carboidratos são decompostos em glicose no sangue. A insulina ajuda a glicose a entrar nas células.

Não sendo mais capaz de produzir insulina ou usá-la de forma eficaz, o nível de glicose no sangue aumenta, o que conhecemos como hiperglicemia. A longo prazo, os

níveis elevados de glicose estão associados a danos ao corpo e falha de vários órgãos e tecidos.

Diabetes tipo 1

Costumava ser chamado de diabetes juvenil. É geralmente causado por uma reação auto-imune em que o sistema de defesa do corpo ataca as células que produzem insulina. A razão pela qual isto ocorre não é totalmente entendida. Pessoas com diabetes tipo 1 produzem muito pouca ou nenhuma insulina. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade, mas geralmente se desenvolve em crianças ou em jovens adultos. As pessoas com este tipo de diabetes precisam de injeções de insulina todos os dias, a fim de controlar os níveis de glicose no sangue.

Diabetes tipo 2

É o responsável por pelo menos 90% de todos os casos de diabetes. É caracterizado pela resistência à insulina e deficiência relativa de insulina. O diagnóstico de diabetes do tipo 2 pode acontecer em qualquer idade. O diabetes tipo 2 pode permanecer sem ser detectada por muitos anos, e o diagnóstico é muitas vezes feito quando uma complicação aparece ou um exame de sangue ou glicose na urina é realizado. Muitas vezes, mas nem sempre, é associado com excesso de peso ou obesidade, que por si só pode causar resistência à insulina e elevar os níveis de glicose no sangue. Pessoas com diabetes tipo 2 podem administrar sua condição através de exercícios e dieta. No entanto, ao longo do tempo, a maioria das pessoas terá que se render aos medicamentos ou insulina por via oral.

Diabetes gestacional

É uma forma de diabetes que consiste em níveis de glicose no sangue durante a gravidez. Desenvolve-se em uma de 25 gestações em todo o mundo, e está associado a complicações para a mãe e o bebê. O DG geralmente desaparece após a gravidez. Porém, mulheres com diabetes gestacional e seus filhos estão em um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. Cerca de metade das mulheres com uma história de DG apresentaram diabetes tipo 2 num período de cinco a dez anos após o parto.

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