A arte de criar um diagnóstico

 

Além de comemorar o Dia da Consciência Negra, 20 de Novembro também é  especial para os biomédicos. A data celebra os profissionais que trabalham em parceria com os médicos para descobrir diagnósticos por meio de análises físico-químicos e microbiológicos laboratoriais.

O diagnóstico é considerado uma arte, não uma ciência, embora o processo seja passível da análise científica. Realizar um diagnóstico é o equivalente a propor uma hipótese, que deve ser testada por experimentos. Já os resultados podem sustentar ou refutar a hipótese, que talvez seja estendida, alterada ou descartada em favor de uma alternativa.

O campo de diagnósticos moleculares tem se caracterizado como uma tecnologia veloz, assim como pela variedade rapidamente crescente de possíveis aplicações clínicas. Além disso, o sequenciamento de ácido nucleico abriu um amplo espectro de possíveis aplicações de novos diagnósticos, nos quais dez a centenas de milhões de moléculas diferentes são identificadas e quantificadas em um único experimento por meio do elevado rendimento clínico da bioinformática nas análises de dados.

Texto escrito a partir dos livros Bioquímica Clínica 3ª Edição e Fundamentos da Química Clínica e Diagnóstico Molecular 7ª Edição.

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Medicina brasileira conta com tecnologia para melhorar diagnósticos em imagens

Diagnósticos baseados em imagens não são sempre fáceis, pois a interpretação delas depende de diversos fatores, que vão desde as condições de trabalho – infraestrutura, qualidade e calibração dos equipamentos – até a capacitação e bagagem do médico. As causas de falhas no diagnóstico radiológico, o chamado missed radiographic diagnosis, são variadas e complexas

O Brasil, segundo informações do Atlas Demografia Médica 2015, é o 10° maior especialista em radiologia e diagnóstico por imagem entre as 53 especialidades reconhecidas oficialmente país. Com o intuito de diminuir os erros de diagnósticos, auxiliar os profissionais na complexa tarefa de definir problemas de saúde de um paciente, diversos investimentos em tecnologia e ferramentas exclusivas foram desenvolvidas para a área de radiologia.

Uma das ferramentas desenvolvidas, e de extrema importância para os médicos e subsequente para os pacientes, é a STATdx, que já está em disponível no Brasil há cerca de um ano. Trata-se de é uma plataforma digital de radiologia, criada pela editora Amirsys e adquirida pela Elsevier, que oferece suporte para a tomada de decisão do médico em relação ao paciente, com maior agilidade, precisão e confiança no diagnóstico de casos com imagens complexas, baseando-se na opinião de especialistas. A STATdx é o maior banco digital de radiologia do mundo. Sendo oferecida, inclusive, aos associados Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR) desde maio de 2015.

Para o atual presidente do Conselho Consultivo da SPR, Dr. Antônio José da Rocha, o que mais ajuda na interpretação da imagem e no diagnóstico final é o reconhecimento de padrões. “Além de muitas publicações científicas, hoje a radiologia conta com enorme quantidade de exames realizados em diferentes regiões do mundo que estão disponíveis em plataformas como a STATdx. Assim, o profissional pode ampliar sua experiência e ser mais contundente na interpretação. Oferecer uma ferramenta de alto nível, com informações confiáveis e imagens de qualidade, consulta online rápida e fácil para os associados, onde estiverem, foi uma grande conquista da SPR em 2015, que demandou bastante investimento”, destaca Rocha.

Dr. Arnaldo Rabischoffsky, presidente do Departamento de Imagem Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DIC/SBC), que disponibiliza a plataforma aos associados há cinco meses, também concorda e ainda afirma que ela realmente faz diferença no dia a dia dos profissionais. “Mais do que uma ferramenta para consulta em momentos de dúvida no diagnóstico, é um conteúdo para estudo permanente. Quando usamos o sistema de forma contínua, acabamos por memorizar as imagens e esse conhecimento, claro, é de grande utilidade no momento de um exame, seja sobre um caso mais comum ou raro”.


NOVAS EDIÇÕES AMIRSYS PUBLICADAS PELA ELSEVIER

Já está confirmada, para o ano de 2016 e 2017, a tradução de três séries nas subáreas de diagnóstico por imagem, ultrassom e diagnóstico, especialidades em imagens, publicadas pela Amirsys e, agora, em lançamento pela Elsevier no Brasil.

DRA. ANNE OSBORN NA JPR 2016

Outra oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre o tema, foi a que vários profissionais da área da saúde tiveram na JPR deste ano. Uma das mais conhecidas e respeitadas neurorradiologistas do mundo e uma das criadoras da STATdx, Dra. Anne Osborn, esteve presente na Jornada Paulista de Radiologia – JPR 2016 nos dias 30/04 e 1º de maio para dar duas aulas, uma sobre “Atualização em tumores do encéfalo (OMS 2016): novidades e por que você deve se importar” e outra sobre “Vasculite Cerebral: atualização”.

Ligada à sociedades e organizações voltadas para Radiologia e Saúde (RSNA, ISR e Sociedade Americana de Neurorradiologia, entre outras), Dra. Anne Osborn explica como avalia a importância dessas entidades e atividades à rotina dos especialistas de todo o mundo ”Tendo organizações cujo objetivo é investir em pesquisa e educação, difundir o conhecimento e facilitar a comunicação entre radiologistas de todo o mundo é essencial. Todos nós aprendemos uns com os outros, todos os dias, e o objetivo final é beneficiar nossos pacientes”. 

A Dra. fala também, da importante biblioteca digital, o STATdx, para a vida dos profissionais da área médica ”Quando criamos o STATdx, o objetivo era fornecer respostas acionáveis, facilmente acessível e rápidas no point of care para radiologistas que são confrontados com casos difíceis ou intrigantes. Há literalmente milhares de diagnósticos em toas as partes do corpo, com todas as modalidades de imagem, disponíveis instantaneamente ao seu alcance. Existem diagnósticos específicos, diagnósticos diferenciais, anatomia, procedimentos, e dezenas de milhares de casos com exemplos comuns, menos comuns, raros, mas importantes, que podem ser acessados e rapidamente revistos. Não há outro sistema de qualquer lugar do mundo que se aproxime da amplitude e da profundidade de informações que a plataforma fornece.”

MAIS SOBRE STATDX

STATdx é escrito por renomados radiologistas em cada especialidade e compreende imagens e diagnósticos em ginecologia, neurologia pediátrica, abdômen, pulmão, tórax, cérebro, sistema cardiovascular, emergência, cabeça e pescoço, sistema musculoesquelético, gastrointestinal, medicina nuclear, obstetrícia, oncologia, sistema oral e maxilofacial,  resultando na maior bibliografia digital e compilada em radiologia disponível na atualidade.

É direcionada a radiologistas, residentes em radiologia, sociedades radiológicas e aos profissionais de áreas afins que precisam orientar suas decisões por exames de imagem, como cardiologistas, obstetras, neurologistas, entre outros.

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Quais os tipos de respiração nos pequenos animais?

Elsevier Saúde - Pequenos AnimaisHá na medicina de pequenos animais vários conceitos usados para descrever padrões respiratórios fisiológicos e patológicos. Respiração externa é a absorção de oxigênio e liberação de CO 2, respiração interna é o consumo de oxigênio e produção de CO 2 .

Os tipos fisiológicos de respiração são:

Eupneia: respiração calma inconsciente com respirações regulares com mesma profundidade respiratória; há adaptação para aumento de consumo de oxigênio ou suprimento baixo de oxigênio.

Hiperpneia: (= volume respiratório elevado)

Taquipneia: (= aumento da frequência respiratória) para aumento do volume minuto respiratório. Com respiração normal diferencia-se adicionalmente respiração abdominal (tipo de respiração abdominal, prevalecendo respiração diafragmática) de respiração torácica (tipo de respiração costal).

Os tipos patológicos de respiração são:

Dispneia: com falta de ar subjetiva associada ao agravamento da atividade respiratória, normalmente com trabalho respiratório visivelmente intensificado (taquipneia, hiperpneia) como manifestação de insuficiência respiratória.

Ortopneia: dispneia máxima, que pode ser compensada apenas em posição ereta e com esforço da musculatura auxiliar respiratória.

Respiração paradoxal: movimento para dentro inspiratório e movimento para fora expiratório de partes da parede torácica patologicamente móveis devido à fratura séria de costela; na paralisia do nervo frênico com decréscimo inspiratório da metade saudável e elevação da metade doente do diafragma; encolhimento do abdome na inspiração em hérnia diafragmática; alternância respiratória: troca de respiração abdominal e costal em pacientes com distúrbios de SNC.

Respiração inversa: com obstrução das vias respiratórias na região da laringe ou da traqueia, ocorre por máxima excursão diafragmática ao movimento torácico passivo (paradoxo): protrusão do abdome e diminuição do tórax durante a tentativa de inspiração ou encolhimento e elevação durante a tentativa de expiração, mas ocorre ventilação (parada respiratória funcional).

Ofegação é uma respiração superficial muito rápida com ventilação em espaço morto pura, de origem térmica ou nervosa. Ofegação deve ser diferenciada de hiperventilação, uma atividade respiratória inadequadamente intensificada. Na ofegação, em contraste com a hiperventilação, as trocas gasosas não são aumentadas, também não ocorre alcalose respiratória.

Como insuficiência respiratória define-se toda forma de desordem de troca gasosa.

● Distúrbio da respiração interna (respiração celular) em anemia, envenenamento do sistema de transporte de oxigênio (envenenamento por CO) ou da enzima de cadeia respiratória (envenenamento por cianeto)

● Distúrbio da respiração externa, insuficiência respiratória.

Insuficiência respiratória é causada por:

● hipoventilação alveolar (pouco ar vem nos alvéolos) devida a estímulo respiratório prejudicado (cerebral, por exemplo em anestesia), devido a distúrbios ventilatórios obstrutivos ou restritivos

● distúrbio de difusão pulmonar

● desequilíbrio perfusão-ventilação pulmonar

 

Já conhece a obra Diagnóstico Diferencial de Pequenos Animais? Acesse o link e saiba mais: http://bit.ly/1HNdOC6

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