Altura é documento para o coração!

flickr: sharynmorrowFaltando apenas alguns dias para o 5º Congresso Brasileiro de Imagem Cardiovascular da SBC (23º Congresso Brasileiro de Ecocardiografia), a Universidade de Leicester, situada na Grã-Bretanha, publicou um estudo interessante sobre doença cardíaca, tema principal do evento.

Será que as pessoas baixinhas têm mais riscos de sofrer intempéries cardiovasculares? Parece que sim. Os números dão conta de que a cada 6,4 cm a mais de altura, o risco cai 13,5%. A pesquisa investigou 200 mil indivíduos, com base em partes do DNA humano que são responsáveis pela altura e saúde do coração.

Viviane Hotta, autora do livro ‘Técnicas Avançadas em Ecocardiografia’, lançado pela editora Elsevier, e que estará no DIC 2015, no próximo dia 23, fala da relevância das doenças cardiovasculares.

“É umas das principais causas de mortalidade mundial e também no Brasil, tanto em homens como em mulheres. Dentre os fatores de risco mais importantes para as doenças cardíacas, destacam-se a hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias (alterações na dosagem do colesterol total e frações), obesidade e tabagismo, além de antecedentes familiares de risco (…).”

Evolução da Ecocardiografia

“O desenvolvimento exponencial de novas modalidades terapêuticas para as doenças cardiovasculares, como a terapia de ressincronização cardíaca (TRC) e dispositivos de assistência circulatória, além do aumento significativo das intervenções percutâneas para tratamento das lesões valvares, oclusão do apêndice atrial esquerdo, miocardiopatia hipertrófica e defeitos septais, fez que a ecocardiografia se tornasse um método absolutamente necessário para adequada seleção, planejamento terapêutico e sucesso das intervenções”, aborda Hotta na introdução do livro.

Ainda sobre a relação altura x doença cardiovascular, essa não é uma abordagem tão nova, já que há 50 anos esse fator de risco já havia sido considerado, mas sem entendimento dos especialistas sobre como isso seria possível.

É importante ressaltar que os pesquisadores esperam que um novo estudo, agora com o foco nos genes responsáveis pela altura e saúde do coração possa trazer, num futuro próximo, um melhor esclarecimento no diagnóstico para tratamento e prevenção.

 

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