Webinar desvenda os mistérios da encefalopatia hipóxico-isquêmica

A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma síndrome causada por asfixia perinatal, ou seja, a falta de oxigênio na hora do parto.

A doença acomete entre 1 a 6 por 1.000 nascidos vivos, levando a uma alta incidência de morbidade e mortalidade no período neonatal, sendo responsável por 23% das causas de morte dos recém-nascidos. As sequelas neurológicas nos sobreviventes são para o resto da vida, pois as consequências não afetam somente o cérebro como também outros órgãos.

O professor Maurício Magalhães explica sobre a encefalopatia hipóxico-isquêmica vida em um webinar que está disponível no YouTube.

Para assistir na integra acesse: https://www.youtube.com/watch?v=HemVmEqYFV4&t=19s

Câncer de ovário: doença assassina e silenciosa

Ao contrário do que muita gente pensa, o câncer de ovário não é uma doença rara. É apenas menos comum que o de mama e o de colo de útero, por exemplo. Sendo inclusive, a neoplasia ginecológica mais letal, segundo pesquisas cerca 140 mil mulheres morrem a cada ano devido a doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que 250 mil novos casos surjam anualmente no mundo e a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2014 no Brasil é de 5.680 novos casos.

Um dos maiores riscos é que por falta de informação e sintomas não muito agressivos, normalmente o diagnóstico da doença é feito em um estágio já avançado da doença – cerca de 75% dos casos são detectados em estágio avançado e com metástase – e a consequência é devastadora, uma em cada três pacientes com o diagnóstico tardio sobrevive cinco anos após a doença.

A prevenção ainda é a principal arma para descobrir o câncer de ovário no estágio inicial. O transvaginal (ultrassonografia pélvica) e o CA 125, são alguns dos exames que o ginecologista deve pedir durante as visitas de rotina. Uma análise detalhada do histórico do paciente, exame físico, ultrassom transvaginal e o CA 125 deve ser avaliado cuidadosamente a cada consulta, para que a qualquer evidência de problema a paciente seja tratada.

¹ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA NORMAL

O conhecimento da anatomia normal e técnicas de verificação da pelve feminina são essenciais para detecção de doenças pélvicas. A ultrassonografia pélvica completa é feita em duas etapas. Na maioria dos casos, é feita a avaliação por via trans abdominal seguida da via transvaginal.

Décadas atrás, as ultrassonografias trans abdominal e pélvica eram realizadas sempre com a bexiga cheia para visualizar os órgãos pélvicos diminuindo os artefatos promovidos pelas alças intestinais adjacentes. Apesar de, eventualmente, o enchimento da bexiga da paciente ser útil, a varredura trans abdominal é muito eficaz mesmo se a bexiga não estiver completamente distendida. Se o útero estiver antevertido, mesmo com a bexiga vazia, pode ser bem avaliado pelo método. A retroversão do útero talvez dificulte a sua visualização com a bexiga vazia; no entanto, pode ser bem visto por via transvaginal. Por esse motivo não é mais obrigatório que as pacientes estejam com a bexiga cheia para a realização da ultrassonografia pélvica, assumindo que o exame transvaginal também seja realizado. Se por algum motivo, a paciente for realizar somente o exame por via trans abdominal (p. ex., se a paciente se recusa a realizar o exame transvaginal), o ideal é que a bexiga esteja cheia, porém não exageradamente distendida para evitar a compressão dos órgãos pélvicos contra o sacro.

O exame pélvico normalmente deve incluir um componente transvaginal após o exame trans abdominal, conforme anteriormente descrito, a menos que seja contraindicado ou recusado pela paciente. Se a paciente não for uma candidata apropriada para o exame transvaginal, a avaliação pode ser realizada através do reto.


¹ Trecho retirado do livro Ultrassonografia Ginecológica, Elsevier