Metodologia científica para a área da saúde – Ensaios Clínicos: Definições

¹Considerações de natureza ética dão pleno apoio à condução de ensaios clínicos, que constituem a maneira correta de estudar a segurança e a eficácia das novas terapias e estabelecer uma comparação adequada com as já existentes no mercado. Por exemplo, a melhor maneira de saber se um novo tratamento para câncer do pulmão é mais vantajoso quando comparado às melhores terapias conhecidas, é conduzindo ensaios clínicos que cumpram as exigências da metodologia científica e atendam às questões de ética. Ensaios mal conduzidos, além de usarem participantes sem trazer benefícios para eles próprios ou para o conhecimento científico, desperdiçam verbas e ainda podem afetar a conduta de outros profissionais, que os tomam como verdades ou até como modelos para fazer outros ensaios.

O que é ensaio clínico?

Ensaio clínico (clinical trial) ou estudo de intervenção (interventional study) é um estudo clínico no qual os participantes são designados para receber uma ou mais intervenções (ou nenhuma), para que os pesquisadores possam avaliar os efeitos dessas intervenções em resultados biomédicos ou relacionados com a saúde. O procedimento para designar as intervenções (ou nenhuma intervenção) é estabelecido no protocolo.


As intervenções podem ser drogas, procedimentos cirúrgicos, procedimentos de laboratório, procedimentos radiológicos, dispositivos para uso em humanos, métodos de diagnóstico, métodos. Por exemplo, a melhor preventivos etc. Tais intervenções são aplicadas aos participantes dos ensaios clínicos de maneira padronizada, seguindo um protocolo de pesquisa. Nem todos os participantes são submetidos às intervenções ao mesmo tempo, mas é preciso que todos sejam monitorados durante o mesmo período de tempo ou até determinado desfecho. Os pesquisadores devem manter os riscos dos ensaios no menor patamar possível, procurando maximizar os benefícios para os próprios participantes.

exemplo

¹Trecho retirado integralmente do livro Metodologia científica para a área da saúde

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Altura é documento para o coração!

flickr: sharynmorrowFaltando apenas alguns dias para o 5º Congresso Brasileiro de Imagem Cardiovascular da SBC (23º Congresso Brasileiro de Ecocardiografia), a Universidade de Leicester, situada na Grã-Bretanha, publicou um estudo interessante sobre doença cardíaca, tema principal do evento.

Será que as pessoas baixinhas têm mais riscos de sofrer intempéries cardiovasculares? Parece que sim. Os números dão conta de que a cada 6,4 cm a mais de altura, o risco cai 13,5%. A pesquisa investigou 200 mil indivíduos, com base em partes do DNA humano que são responsáveis pela altura e saúde do coração.

Viviane Hotta, autora do livro ‘Técnicas Avançadas em Ecocardiografia’, lançado pela editora Elsevier, e que estará no DIC 2015, no próximo dia 23, fala da relevância das doenças cardiovasculares.

“É umas das principais causas de mortalidade mundial e também no Brasil, tanto em homens como em mulheres. Dentre os fatores de risco mais importantes para as doenças cardíacas, destacam-se a hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias (alterações na dosagem do colesterol total e frações), obesidade e tabagismo, além de antecedentes familiares de risco (…).”

Evolução da Ecocardiografia

“O desenvolvimento exponencial de novas modalidades terapêuticas para as doenças cardiovasculares, como a terapia de ressincronização cardíaca (TRC) e dispositivos de assistência circulatória, além do aumento significativo das intervenções percutâneas para tratamento das lesões valvares, oclusão do apêndice atrial esquerdo, miocardiopatia hipertrófica e defeitos septais, fez que a ecocardiografia se tornasse um método absolutamente necessário para adequada seleção, planejamento terapêutico e sucesso das intervenções”, aborda Hotta na introdução do livro.

Ainda sobre a relação altura x doença cardiovascular, essa não é uma abordagem tão nova, já que há 50 anos esse fator de risco já havia sido considerado, mas sem entendimento dos especialistas sobre como isso seria possível.

É importante ressaltar que os pesquisadores esperam que um novo estudo, agora com o foco nos genes responsáveis pela altura e saúde do coração possa trazer, num futuro próximo, um melhor esclarecimento no diagnóstico para tratamento e prevenção.

 

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Qual a relação entre sobrepeso e Alzheimer?

flickr: omnia_mutanturPublicado na última sexta-feira (10/04) na revista científica Lancet, da Elsevier, e também no ar no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, o estudo de pesquisadores britânicos revela que o sobrepeso reduz em quase 20% o risco de doenças no cérebro.

A doença de Alzheimer, cujo sintomas podem se manifestar em até 10% das pessoas com idade entre 65 e 85 anos (e mais velhas também), é uma dessas enfermidades que poderiam se evitadas, surpreendentemente, com o peso a mais. Em 2050, o número de pacientes com demência em todo o mundo tende a triplicar, chegando a 135 milhões de pessoas.

Para esse resultado foram analisados os arquivos médicos de dois milhões de pacientes, num período de 20 anos. Os pesquisadores dizem que pessoas abaixo do peso têm 39% mais chances de desenvolver o Alzheimer em comparação com àqueles que estão saudáveis.

O porque disso ainda não se sabe, mas algumas teorias abordam que a falta das vitaminas D e E contribuem para a demência. Essas ausências no organismo são menos comuns para quem come mais.

Porém, os médicos alertam que o melhor caminho para prevenção é o de manter uma alimentação saudável, praticar atividade física e não fumar.

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Dia Mundial da Saúde

flickr: farmdirectEm 2015, o Dia Mundial da Saúde tem como foco chamar a atenção para os alimentos livres de contaminação ( bactérias, parasitas, vírus ou produtos químicos). A intenção é alertar a população sobre a importância da segurança alimentar, desde a produção e transporte à preparação de alimentos e eventual consumo.

Esse processo, se mal executado, pode ser responsável por mais de 200 doenças. Estima-se que duas milhões de mortes ocorrem a cada ano a partir de alimentos ou água potável contaminados.

Os sintomas mais comuns das doenças de origem alimentar são de natureza gastrointestinal como diarreia, cólicas abdominais, náuseas e vômitos. No entanto, pode haver sintomas neurológicos, ginecológicos, imunológicos e outros. O período de incubação (o tempo entre a exposição ao agente patogênico e o início dos sintomas) pode variar desde várias horas até uma semana.

Comer fora de casa

Deve-se ter um cuidado especial, principalmente quando comer fora, a fim de proteger a si mesmo e seus familiares. Certifique-se de que o restaurante é limpo. Confirme se as mesas, pisos e utensílios de cozinha estão limpos. Veja se os garçons que servem a comida estão vestindo roupas limpas e mantém a higiene pessoal básica (não tossir, espirrar, tocar o nariz, fumar, etc.).

Certifique-se de que não existam insetos como moscas, baratas e roedores nos arredores. Verifique se o seu alimento é cozido completamente. Carne, peixe, aves e ovos devem ser bem cozidos para matar os germes. Se a comida é servida mal cozida ou crua, envie-a de volta.

História da data

O Dia Mundial da Saúde é comemorado todos os anos no dia de fundação da Organização Mundial de Saúde. Fundada em 1950, este evento tem um tema a cada ano para chamar a atenção para um problema atual da saúde mundial. A OMS reúne eventos regionais, locais e internacionais neste dia.

 

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Quais os tipos de respiração nos pequenos animais?

Elsevier Saúde - Pequenos AnimaisHá na medicina de pequenos animais vários conceitos usados para descrever padrões respiratórios fisiológicos e patológicos. Respiração externa é a absorção de oxigênio e liberação de CO 2, respiração interna é o consumo de oxigênio e produção de CO 2 .

Os tipos fisiológicos de respiração são:

Eupneia: respiração calma inconsciente com respirações regulares com mesma profundidade respiratória; há adaptação para aumento de consumo de oxigênio ou suprimento baixo de oxigênio.

Hiperpneia: (= volume respiratório elevado)

Taquipneia: (= aumento da frequência respiratória) para aumento do volume minuto respiratório. Com respiração normal diferencia-se adicionalmente respiração abdominal (tipo de respiração abdominal, prevalecendo respiração diafragmática) de respiração torácica (tipo de respiração costal).

Os tipos patológicos de respiração são:

Dispneia: com falta de ar subjetiva associada ao agravamento da atividade respiratória, normalmente com trabalho respiratório visivelmente intensificado (taquipneia, hiperpneia) como manifestação de insuficiência respiratória.

Ortopneia: dispneia máxima, que pode ser compensada apenas em posição ereta e com esforço da musculatura auxiliar respiratória.

Respiração paradoxal: movimento para dentro inspiratório e movimento para fora expiratório de partes da parede torácica patologicamente móveis devido à fratura séria de costela; na paralisia do nervo frênico com decréscimo inspiratório da metade saudável e elevação da metade doente do diafragma; encolhimento do abdome na inspiração em hérnia diafragmática; alternância respiratória: troca de respiração abdominal e costal em pacientes com distúrbios de SNC.

Respiração inversa: com obstrução das vias respiratórias na região da laringe ou da traqueia, ocorre por máxima excursão diafragmática ao movimento torácico passivo (paradoxo): protrusão do abdome e diminuição do tórax durante a tentativa de inspiração ou encolhimento e elevação durante a tentativa de expiração, mas ocorre ventilação (parada respiratória funcional).

Ofegação é uma respiração superficial muito rápida com ventilação em espaço morto pura, de origem térmica ou nervosa. Ofegação deve ser diferenciada de hiperventilação, uma atividade respiratória inadequadamente intensificada. Na ofegação, em contraste com a hiperventilação, as trocas gasosas não são aumentadas, também não ocorre alcalose respiratória.

Como insuficiência respiratória define-se toda forma de desordem de troca gasosa.

● Distúrbio da respiração interna (respiração celular) em anemia, envenenamento do sistema de transporte de oxigênio (envenenamento por CO) ou da enzima de cadeia respiratória (envenenamento por cianeto)

● Distúrbio da respiração externa, insuficiência respiratória.

Insuficiência respiratória é causada por:

● hipoventilação alveolar (pouco ar vem nos alvéolos) devida a estímulo respiratório prejudicado (cerebral, por exemplo em anestesia), devido a distúrbios ventilatórios obstrutivos ou restritivos

● distúrbio de difusão pulmonar

● desequilíbrio perfusão-ventilação pulmonar

 

Já conhece a obra Diagnóstico Diferencial de Pequenos Animais? Acesse o link e saiba mais: http://bit.ly/1HNdOC6

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Deformidades Maxilomandibulares

Deformidades Maxilomandibulares, Pierre CanalA associação entre ortodontia e cirurgia ortognática tem o compromisso de restabelecer as funções e o equilíbrio facial perturbados pela existência de uma deformidade grave. Considerando que a noção de beleza é uma apreciação de caráter puramente social, a determinação de regras absolutas nessa esfera é uma questão complicada.

Não obstante, a harmonia facial tegumentar pode ser definida como uma sequência de convexidades e concavidades sucessivas e sem rupturas. A localização e a análise dos elementos que prejudicam essa harmonia orientam o diagnóstico e contribuem para a construção de uma estratégia terapêutica. O restabelecimento da harmonia facial deve levar em conta as características étnicas dos indivíduos tratados.

A face pode ser explicada como um conjunto de elementos ósseos que constituem “gavetas” que podem ser movidas cirurgicamente, sendo que algumas têm movimentações possíveis, enquanto outras não são recomendadas, por serem tecnicamente inviáveis. Em grande parte dos casos, o tratamento consiste em deslocar essas peças por meio de movimentos de translação e/ou derotação. O estudo inicial desse “quebra-cabeças” (o diagnóstico) e das possibilidades de reposicionamento de suas peças (a terapêutica) é a garantia de um protocolo adaptado a cada situação.

Deformidades Maxilomandibulares, Pierre CanalAs peças podem ter seu tamanho aumentado por meio da colocação de enxertos e diminuído por meio de osteotomias. A diferença principal que caracteriza esses protocolos dos tratamentos de ortopedia facial reside no modo como são corrigidos os deslocamentos esqueléticos, considerando, ao mesmo tempo, sua localização e sua importância. As limitações dos tratamentos ortopédicos precoces devem conduzir a esse tipo de protocolo e costumam influenciar o momento de sua realização.

A integração da cirurgia ortognática no protocolo terapêutico apresenta duas consequências fundamentais para a fase ortodôntica:

● posicionar os dentes sobre suas bases, de maneira independente e respeitando os limites futuros, que consideram as osteotomias previstas no protocolo. Essa ação anula qualquer compensação dento alveolar, o que altera radicalmente o raciocínio na escolha das extrações necessárias à correção da desarmonia dento maxilar;

● o gerenciamento da ancoragem ortodôntica é facilitado e diferenciado, uma vez que não é preciso considerar as repercussões oclusais das trações maxilomandibulares requeridas para a correção dos deslocamentos ósseos.

Aproveite para conhecer o livro Deformidades Maxilomandibulares, de Pierre CANAL, disponível em nosso site -> http://bit.ly/1li6Kr9

 

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