Qual a relação entre sobrepeso e Alzheimer?

flickr: omnia_mutanturPublicado na última sexta-feira (10/04) na revista científica Lancet, da Elsevier, e também no ar no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, o estudo de pesquisadores britânicos revela que o sobrepeso reduz em quase 20% o risco de doenças no cérebro.

A doença de Alzheimer, cujo sintomas podem se manifestar em até 10% das pessoas com idade entre 65 e 85 anos (e mais velhas também), é uma dessas enfermidades que poderiam se evitadas, surpreendentemente, com o peso a mais. Em 2050, o número de pacientes com demência em todo o mundo tende a triplicar, chegando a 135 milhões de pessoas.

Para esse resultado foram analisados os arquivos médicos de dois milhões de pacientes, num período de 20 anos. Os pesquisadores dizem que pessoas abaixo do peso têm 39% mais chances de desenvolver o Alzheimer em comparação com àqueles que estão saudáveis.

O porque disso ainda não se sabe, mas algumas teorias abordam que a falta das vitaminas D e E contribuem para a demência. Essas ausências no organismo são menos comuns para quem come mais.

Porém, os médicos alertam que o melhor caminho para prevenção é o de manter uma alimentação saudável, praticar atividade física e não fumar.

Dia Mundial da Saúde

flickr: farmdirectEm 2015, o Dia Mundial da Saúde tem como foco chamar a atenção para os alimentos livres de contaminação ( bactérias, parasitas, vírus ou produtos químicos). A intenção é alertar a população sobre a importância da segurança alimentar, desde a produção e transporte à preparação de alimentos e eventual consumo.

Esse processo, se mal executado, pode ser responsável por mais de 200 doenças. Estima-se que duas milhões de mortes ocorrem a cada ano a partir de alimentos ou água potável contaminados.

Os sintomas mais comuns das doenças de origem alimentar são de natureza gastrointestinal como diarreia, cólicas abdominais, náuseas e vômitos. No entanto, pode haver sintomas neurológicos, ginecológicos, imunológicos e outros. O período de incubação (o tempo entre a exposição ao agente patogênico e o início dos sintomas) pode variar desde várias horas até uma semana.

Comer fora de casa

Deve-se ter um cuidado especial, principalmente quando comer fora, a fim de proteger a si mesmo e seus familiares. Certifique-se de que o restaurante é limpo. Confirme se as mesas, pisos e utensílios de cozinha estão limpos. Veja se os garçons que servem a comida estão vestindo roupas limpas e mantém a higiene pessoal básica (não tossir, espirrar, tocar o nariz, fumar, etc.).

Certifique-se de que não existam insetos como moscas, baratas e roedores nos arredores. Verifique se o seu alimento é cozido completamente. Carne, peixe, aves e ovos devem ser bem cozidos para matar os germes. Se a comida é servida mal cozida ou crua, envie-a de volta.

História da data

O Dia Mundial da Saúde é comemorado todos os anos no dia de fundação da Organização Mundial de Saúde. Fundada em 1950, este evento tem um tema a cada ano para chamar a atenção para um problema atual da saúde mundial. A OMS reúne eventos regionais, locais e internacionais neste dia.

 

Quais os tipos de respiração nos pequenos animais?

Elsevier Saúde - Pequenos AnimaisHá na medicina de pequenos animais vários conceitos usados para descrever padrões respiratórios fisiológicos e patológicos. Respiração externa é a absorção de oxigênio e liberação de CO 2, respiração interna é o consumo de oxigênio e produção de CO 2 .

Os tipos fisiológicos de respiração são:

Eupneia: respiração calma inconsciente com respirações regulares com mesma profundidade respiratória; há adaptação para aumento de consumo de oxigênio ou suprimento baixo de oxigênio.

Hiperpneia: (= volume respiratório elevado)

Taquipneia: (= aumento da frequência respiratória) para aumento do volume minuto respiratório. Com respiração normal diferencia-se adicionalmente respiração abdominal (tipo de respiração abdominal, prevalecendo respiração diafragmática) de respiração torácica (tipo de respiração costal).

Os tipos patológicos de respiração são:

Dispneia: com falta de ar subjetiva associada ao agravamento da atividade respiratória, normalmente com trabalho respiratório visivelmente intensificado (taquipneia, hiperpneia) como manifestação de insuficiência respiratória.

Ortopneia: dispneia máxima, que pode ser compensada apenas em posição ereta e com esforço da musculatura auxiliar respiratória.

Respiração paradoxal: movimento para dentro inspiratório e movimento para fora expiratório de partes da parede torácica patologicamente móveis devido à fratura séria de costela; na paralisia do nervo frênico com decréscimo inspiratório da metade saudável e elevação da metade doente do diafragma; encolhimento do abdome na inspiração em hérnia diafragmática; alternância respiratória: troca de respiração abdominal e costal em pacientes com distúrbios de SNC.

Respiração inversa: com obstrução das vias respiratórias na região da laringe ou da traqueia, ocorre por máxima excursão diafragmática ao movimento torácico passivo (paradoxo): protrusão do abdome e diminuição do tórax durante a tentativa de inspiração ou encolhimento e elevação durante a tentativa de expiração, mas ocorre ventilação (parada respiratória funcional).

Ofegação é uma respiração superficial muito rápida com ventilação em espaço morto pura, de origem térmica ou nervosa. Ofegação deve ser diferenciada de hiperventilação, uma atividade respiratória inadequadamente intensificada. Na ofegação, em contraste com a hiperventilação, as trocas gasosas não são aumentadas, também não ocorre alcalose respiratória.

Como insuficiência respiratória define-se toda forma de desordem de troca gasosa.

● Distúrbio da respiração interna (respiração celular) em anemia, envenenamento do sistema de transporte de oxigênio (envenenamento por CO) ou da enzima de cadeia respiratória (envenenamento por cianeto)

● Distúrbio da respiração externa, insuficiência respiratória.

Insuficiência respiratória é causada por:

● hipoventilação alveolar (pouco ar vem nos alvéolos) devida a estímulo respiratório prejudicado (cerebral, por exemplo em anestesia), devido a distúrbios ventilatórios obstrutivos ou restritivos

● distúrbio de difusão pulmonar

● desequilíbrio perfusão-ventilação pulmonar

 

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Deformidades Maxilomandibulares

Deformidades Maxilomandibulares, Pierre CanalA associação entre ortodontia e cirurgia ortognática tem o compromisso de restabelecer as funções e o equilíbrio facial perturbados pela existência de uma deformidade grave. Considerando que a noção de beleza é uma apreciação de caráter puramente social, a determinação de regras absolutas nessa esfera é uma questão complicada.

Não obstante, a harmonia facial tegumentar pode ser definida como uma sequência de convexidades e concavidades sucessivas e sem rupturas. A localização e a análise dos elementos que prejudicam essa harmonia orientam o diagnóstico e contribuem para a construção de uma estratégia terapêutica. O restabelecimento da harmonia facial deve levar em conta as características étnicas dos indivíduos tratados.

A face pode ser explicada como um conjunto de elementos ósseos que constituem “gavetas” que podem ser movidas cirurgicamente, sendo que algumas têm movimentações possíveis, enquanto outras não são recomendadas, por serem tecnicamente inviáveis. Em grande parte dos casos, o tratamento consiste em deslocar essas peças por meio de movimentos de translação e/ou derotação. O estudo inicial desse “quebra-cabeças” (o diagnóstico) e das possibilidades de reposicionamento de suas peças (a terapêutica) é a garantia de um protocolo adaptado a cada situação.

Deformidades Maxilomandibulares, Pierre CanalAs peças podem ter seu tamanho aumentado por meio da colocação de enxertos e diminuído por meio de osteotomias. A diferença principal que caracteriza esses protocolos dos tratamentos de ortopedia facial reside no modo como são corrigidos os deslocamentos esqueléticos, considerando, ao mesmo tempo, sua localização e sua importância. As limitações dos tratamentos ortopédicos precoces devem conduzir a esse tipo de protocolo e costumam influenciar o momento de sua realização.

A integração da cirurgia ortognática no protocolo terapêutico apresenta duas consequências fundamentais para a fase ortodôntica:

● posicionar os dentes sobre suas bases, de maneira independente e respeitando os limites futuros, que consideram as osteotomias previstas no protocolo. Essa ação anula qualquer compensação dento alveolar, o que altera radicalmente o raciocínio na escolha das extrações necessárias à correção da desarmonia dento maxilar;

● o gerenciamento da ancoragem ortodôntica é facilitado e diferenciado, uma vez que não é preciso considerar as repercussões oclusais das trações maxilomandibulares requeridas para a correção dos deslocamentos ósseos.

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Vacinação nacional contra o HPV

flickr: vcucnsEsse ano a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conseguiu aprovar a vacina contra o HPV para mulheres até 45 anos. No entanto, para as pessoas nessa faixa de idade a imunização não é gratuita.

Em 2015 a vacina está sendo aplicada de forma gratuita em meninas entre 9 e 11 anos, protegendo contra os tipos mais letais do vírus. Ano passado o público-alvo foi o de meninas entre 11 e 13 anos, e que pode vir a ser a primeira geração com risco zero de falecer deste tipo de câncer. Os números de morte em razão da doença, no Brasil, giram em torno de 5 mil mulheres que perdem a vida todo os anos.

A expectativa é vacinar 4,94 milhões de meninas este ano no Brasil. Mulheres com o vírus do HIV, de 9 a 26 anos, também serão imunizadas.

O que é o HPV?

HPV, em inglês Human Papilloma Virus, é um vírus da família de vírus do papiloma que afeta a pele e as membranas que revestem partes úmidas do corpo, tal como a garganta, boca, pés, dedos, unhas, ânus e colo do útero. Existem mais de 100 tipos, dos quais 40 podem afetar a área genital.

Os tipos de HPV mais conhecidos não causam sintomas em humanos. Alguns, contudo, podem causar verrugas, enquanto que um número pequeno pode aumentar o risco de desenvolvimento de vários cancros, tais como a do colo do útero, do pênis, vagina, ânus e da orofaringe (parte oral da faringe – cancro da garganta).

Quais são os fatores de risco?

Vida sexual – quanto mais parceiros sexuais as pessoas tem, maior a probabilidade de serem infectadas com o HPV. A relação sexual com um parceiro que teve relações sexuais com várias pessoas também aumenta o risco.

Idade – crianças e adolescentes são mais suscetíveis a verrugas comuns. Embora as verrugas plantares possam afetar adultos, elas são mais comuns em crianças. Adolescentes e adultos jovens são mais propensos a desenvolver verrugas genitais.

Sistemas imunológicos – as pessoas cujo sistema imunológico está fraco tem uma chance maior de se infectar com HPV. Exemplos disso são os pacientes que são destinatários, como HIV positivos de transplantes de órgãos que estão tomando medicamentos imunossupressores, aqueles em quimioterapia e em doentes diabéticos que não controlam a doença adequadamente.

Lesões de pele – se a sua pele tem rasgos, cortes ou lesões, então você está mais propenso a se infectar. Por exemplo, se você tem o hábito de roer unhas, então haverá um risco maior de desenvolver verrugas nessa área.

 

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Sarampo: você lembra dele?

bookcoverimgs.comO sarampo este ano atingiu os lugares mais díspares: de campos para refugiados no nordeste da Nigéria, que tiveram que fugir de Boko Haram, à Disneylândia, na Califórnia.

As diferenças entre os dois locais são gritantes. Em um deles, as pessoas estão lutando pela sobrevivência e têm dificuldade em obter cuidados de saúde; o outro é um parque de diversões de primeiro mundo, onde as pessoas podem pagar pelos melhores médicos da região.

Os Estados Unidos estão lidando com o ressurgimento de uma doença que eliminou há 15 anos. Mas não é só isso. Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que as taxas de vacinação contra o sarampo estão em declínio em vários países ocidentais, como Canadá, Bélgica, Dinamarca e Espanha.

Os dados também mostram que mais de 100 países, incluindo o Zimbabwe, Irã e Coréia do Norte, têm maiores taxas de imunização contraflickr: ministeriodasaude o sarampo do que os Estados Unidos. Dr. Robert Kezaala, conselheiro de saúde sênior de imunização na UNICEF, passou anos promovendo a vacina contra a poliomielite e o sarampo na África.

Globalmente, as mortes por sarampo atingiram níveis recordes positivos em 2012, onde a OMS atribui esse sucesso à campanhas de imunização, que fizeram com que o número de mortes caísse de 562.000 para 122.000 em 2002.

Mas a OMS advertiu que o progresso era frágil, porque ainda ocorrem surtos e o sarampo continua sendo uma das principais causas de morte de crianças no mundo. Um plano global envolvendo a UNICEF, a OMS, o Centro Norte-Americano para Controle e Prevenção de Doenças, a Cruz Vermelha Americana e da Fundação das Nações Unidas tem como objetivo eliminar o sarampo em 2020.

Os Estados Unidos não é o único país desenvolvido passando por isso. No Canadá, no ano passado, um grupo de pessoas não vacinadas voltaram infectadas de uma viagem à Holanda. As autoridades sanitárias locais em British Columbia confirmaram 375 casos, o pior surto de sarampo em 30 anos no Canadá.

A Holanda também viu um grande surto de sarampo no período de maio de 2013 a março de 2014, onde mais de 2.600 pessoas contraíram a doença em comunidades que normalmente não fazem o uso da vacina.

A Europa registrou 4.735 casos de sarampo em 2014, dos quais 85% dos casos eram de grupos vacinados e 10% não tinham terminado suas doses. O continente viveu um pico em 2010, com 32.480 casos da doença.