Estudos comportamentais ajudam a entender os felinos

 

Gatos são seres que ainda carregam muito mistério. Apesar de conviverem com os seres humanos há cerca de 5 mil anos, possuem características ancestrais fortes. Animais fascinantes, criam um laço especial com seus proprietários. Por isso, tutores de gatos se preocupam com a saúde dos felinos além das tradicionais doenças.

As questões comportamentais estão entre as grandes apreensões, por isso temas como distúrbios de ansiedade, agressão entre gatos e sujidades na casa desencadearam uma série de pesquisas para ajudar a entender tanto o comportamento normal como os problemas comportamentais em felinos.

Os pacientes felinos apresentam um desafio clínico único em termos de alterações dermatológicas. As lesões clínicas são muitas vezes visivelmente mais graves, marcantes e acentuadas em relação à melhora observada com a terapia bem-sucedida, quando comparada ao equivalente canino.

¹As microbactérias são agentes etiológicos que causam diversas síndromes clínicas em gatos, da doença cutânea localizada às infecções disseminadas e com risco de morte. A doença cutânea é a manifestação mais comum; no entanto, o sistema respiratório, esquelético e nervoso, os órgãos abdominais, os linfonodos periféricos e internos e os olhos podem ser acometidos.

O gato da capa

 ¹O belo felino da capa de August Medicina Interna de Felinos – 7ª edição é Tuxedo Stan já falecido. Stanley, um dos quatro machos nascidos de uma mãe sem lar, elevou-se de suas origens humildes ao estrelato internacional quando concorreu à prefeitura de Halifax, Nova Escócia, Canadá, em outubro de 2012. Sua campanha ajudou a promover a conscientização sobre o problema dos gatos abandonados e sem lar, em Halifax e em todo o mundo. O slogan da eleição de Tuxedo Stan, “Porque a negligência não está funcionando”, foi adotado por muitos grupos de resgate de felinos. O governo municipal recém-eleito de Halifax doou U$40.000,00 ao SPCA local para ajudar a construir uma clínica de castração e esterilização a baixo custo como um resultado direto da campanha de Tuxedo Stan para Prefeito. Infelizmente, Tuxedo Stan sucumbiu a um agressivo linfossarcoma renal 8 meses após a eleição, com apenas três anos e meio de idade. O irmão de Stan, Earl Grey, continua seu trabalho como o líder do Partido Tuxedo do Canadá. Você poderá seguir Earl Grey e o Partido Tuxedo em www.earlgreycat.com

¹Trechos retirados integralmente do livro August Medicina Interna de Felinos – 7ª edição

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Doença crônica, a dermatite atópica também atinge cães e gatos

Médicos veterinários que costumam tratar apenas de cães e gatos relatam que a grande maioria dos problemas que levam os bichinhos ao consultório tem a ver com a pele dos animais. Há várias condições que causam problemas de pele em cães e gatos, mas o mais comum é, de longe, a alergia. Algumas dermatites são mais comuns em determinadas épocas do ano, o que não excluem que elas apareçam em outros períodos. Por isso, é sempre bom estar de olho e ocasionalmente fazer uma inspeção na pele, nas patas, nos olhos e nas orelhas do seu bichinho, para se certificar de que está tudo bem.

Entre as dermatites, essa é a mais difícil de se tratar, pois é quase impossível isolar o animal do ambiente causador.

¹DERMATITE ATÓPICA CANINA

A dermatite atópica canina é uma doença dermatológica muito comum, particularmente crônica associada a prurido e lesões inflamatórias pouco específicas cujas localizações devem ser levadas em conta.

Admite-se a concepção clássica de que existe uma predisposição genética complexa ao desenvolvimento de uma sensibilização a alérgenos do ambiente, aos quais os outros indivíduos são indiferentes. Os alérgenos responsáveis (ácaros da poeira, escamas e, mais raramente, o pólen) penetram no organismo por via inalatória, transcutânea ou digestiva; o resultado é a produção massiva de imunoglobulinas diversas (IgE, IgG específicos) que se fixam nos mastócitos da pele. Um contato posterior com os mesmos alérgenos provoca a degranulação massiva destes mastócitos e a liberação de diversas substâncias pró-inflamatórias.

Todavia, a noção de dermatite atópica evoluiu consideravelmente no decorrer dos últimos anos e atualmente leva em consideração vários outros fatores, entre os quais a identificação e o controle que aprimoram consideravelmente a gestão dessa entidade, embora ela se mantenha um desafio. Convém mais particularmente citar os seguintes fatores:

– morfológicos (alterações da composição do filme hidrolipídico de superfície);

– infecciosos (principalmente superinfecções por bactérias e leveduras);

– parasitários (provável exacerbação das reações imunológicas contra ”superalérgenos” salivares da pulga);

– alimentares, com importância variável das intolerâncias alimentares e dos alérgenos alimentares (trofalérgenos);

– psíquicos, como comprova a grande variabilidade racial e individual observada na expressão do prurido e nos fenômenos de ritualização.

DERMATITE ATÓPICA FELINA

Esta entidade requer maiores esclarecimentos, em particular no que diz respeito à predisposição genética, uma vez que geralmente é difícil encontrar uma predisposição familiar, ao contrário da predisposição simplesmente racial, em evidência. Por muito tempo, a dermatite atópica felina foi qualificada como todas as dermatites pruriginosas  associadas a testes alergológicos positivos para aeroalérgenos. A tendência atual é considerar que uma parte considerável das intolerância/alergias alimentares deriva da atopia.

Os aeroalérgenos normalmente responsáveis são os ácaros de poeira doméstica e, particularmente, Dermatophagoides sp.

Observa-se que existe uma reação cruzada entre os ácaros de poeira e os ácaros, em particular Octodectes cynotis.

 

¹Trecho retirado integralmente do livro Manual Elsevier de Medicina Veterinária, Elsevier

Imagem: Reprodução

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