Como se caracteriza a infertilidade

 

A infertilidade é caracterizada como ausência de gravidez clínica após um período de um ano ou mais de relações sexuais regulares e desprotegidas. Não há uma frequência mínima de relações sexuais necessárias para caracterizar a dificuldade na concepção, embora saibamos que a maior chance de gravidez é obtida com relações diárias ou a cada 2 dias, no período de 6 dias que termina no dia da ovulação.

A chance cumulativa de gravidez no decorrer do tempo não é linear. Apenas os casais verdadeiramente férteis, ou seja, aqueles que conseguiram engravidar espontaneamente ao final do seguimento, mostrou que a probabilidade de gestação é maior nos primeiros meses de tentativas:

  • 1º mês: 42% de gestação;
  • 3º mês: 75% de gestação;
  • 6º mês: 88% de gestação;
  • 12º mês: 98% de gestação.

Assim, um casal que estava tentando engravidar há 6 meses, tem 12% de chance de ser verdadeiramente fértil, e um casal tentando há 12 meses, 2%. Portanto, após este período, recomendam-se investigação e tratamento.

Texto escrito com informações do livro “Condutas Práticas em Infertilidade e Reprodução Assistida – Mulher”.

Aborto: o que é, quais os métodos e riscos

womencentre.netO aborto é a interrupção intencional da gravidez, porém envolve matar o embrião ou feto subdesenvolvido. Por esta razão é um assunto tão controverso no Brasil, país que tem umas das leis mais duras contra o aborto em todo o mundo.

Quais as chances de ter que ir para o hospital após um aborto?

Depende de quantas semanas é a gravidez e qual o método de aborto está sendo usado. Normalmente a mulher pode ir para casa no mesmo dia. Se for um aborto tardio (entre 20-24 semanas), geralmente tem que passar a noite no local do procedimento.

Aborto médico

No aborto médico toma-se uma medicação para acabar com a gravidez. Não requer cirurgia ou anestesia, e podem ser utilizados em qualquer fase da gravidez. A primeira droga ministrada é chamada de Mifepristone. Ela bloqueia a produção de hormônios que permitem a continuação da gravidez.

Alguns dias mais tarde um outro medicamento, chamado de Prostaglandina. A prostaglandina faz com que o revestimento do útero se “quebre”. Isso provoca o sangramento cerca de quatro à seis horas mais tarde.

O aborto médico realizado até nove semanas de gravidez é conhecido como o aborto médico precoce. Se um aborto médico é realizado depois de nove semanas, talvez seja necessária outra dose de prostaglandina. Se o aborto médico é feito entre 13 e 24 semanas de gravidez, na maioria dos casos, há a necessidade de se estar no hospital.

Aborto cirúrgico

O aborto cirúrgico envolve um procedimento cirúrgico e um anestésico, local ou geral. Existem dois métodos. A sucção (aspiração) pode ser usada a partir de sete à 15 semanas de gravidez. Um tubo é inserido no interior do útero através da vagina. Geralmente é levada a cabo sob anestesia local, no colo do útero. A maioria das mulheres vai para casa algumas horas mais tarde.

A dilatação e evacuação (D&E) é usada após cerca de 15 semanas de gravidez. O colo do útero é suavemente esticado e dilatado para permitir que pinças especiais e a sucção possam interromper a gravidez. O procedimento leva, normalmente, entre 10 e 20 minutos, e é realizado sob anestesia geral. Se não houver complicações, a mulher vai para casa no mesmo dia.

Dor durante e depois

Existe um pouco de dor ou desconforto. Quanto mais tarde o aborto, mais doloroso ele será. Com abortos de sucção, a injeção para anestesiar o colo do útero pode doer bastante. Depois de qualquer tipo de aborto, a mulher sente dores e sofre sangramento até 14 dias depois.

Quais são os riscos?

Há risco de infecção. Para evitar essa situação, são ministrados antibióticos. Em casos raros, o útero pode perfurar. Danos no útero ocorrem em menos de um em mil abortos médicos realizados entre 12 e 24 semanas, e até quatro em 1.000 abortos cirúrgicos.

Danos no colo do útero acontecem em não mais do que 10 em cada 1.000 abortos. Uma em cada 1.000 mulheres vai sofrer uma hemorragia.