As alergias e o sistema imunológico

 

Cada vez mais, as alergias vêm se potencializando no dia a dia da população. Esse mal afeta múltiplos órgãos em um mesmo indivíduo, ampliando o impacto geral na saúde do paciente. Além disso, se manifesta em todos os grupos etários, sendo influenciada por fortes fatores genéticos, ambientais e epigenéticos.

Para te ajudar a entender um pouco mais o sistema imunológico, selecionamos um resumo de conceitos importantes do livro “Middleton Fundamentos em Alergia”:

  • A inflamação alérgica é um resultado de uma interação complexa entre as células estruturais teciduais e células inflamatórias, incluindo mastócitos, basófilos, linfócitos, células dendríticas, eosinófilos e, por vezes, os neutrófilos. 
  • As citocinas são famílias de proteínas secretadas que medeiam reações imunes e inflamatórias em áreas próximas ou distantes. 
  • O sistema imune inato responde primeiro aos sinais infecciosos e inflamatórios precoces, ativa e instrui o sistema imune adaptativo para as respostas antígeno-específicas dos linfócitos B e T e atua no desenvolvimento da memória imunológica.
  • O reconhecimento do alérgeno e a captação, a sensibilização alérgica, a inflamação e as doenças se originam no sistema imune inato. 
  • As respostas imunes adaptativas dependem de ativação de células T CD4+ naive e da diferenciação em células efetoras. As células T CD4+ Th2 são mediadores críticos da inflamação alérgica. 
  • A produção de anticorpos IgE é regulada principalmente por células Th2. As células Th2 ativadas desencadeiam a produção de IgE nas células B por meio de uma combinação de sinais, incluindo citocinas secretadas (IL-4 ou IL-13), e pela superfície da célula (CD40L). 
  • Uma melhor compreensão da fisiopatologia da inflamação alérgica nos permitirá identificar novos alvos terapêuticos no tratamento de inflamação alérgica crônica.

 Agora que você já conhece alguns dos conceitos mais importantes, já pode aprofundar seus estudos na imunologia com o livro “Middleton Fundamentos em Alergia”.

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As novidades da imunologia básica

 

É comum no dia a dia notar alguma reação alérgica no corpo. Essa resposta exagerada do sistema imunológico acende um sinal vermelho. Sabe-se que a cada novo contato com o agente desencadeador, ela ocorrerá mais rapidamente e se manifestará de forma mais agressiva. Esse conjunto de mecanismos está ligado a uma especialidade biomédica muito importante: a imunologia.

Pensando nas constantes atualizações da área, a Elsevier apresenta a 5ª edição da obra Imunologia Básica Funções e Distúrbios do Sistema Imunológico, que foi revisada para incluir importantes e recentes avanços do sistema imune e para organizar a informação atual de maximizar sua utilização pelos estudantes e professores.

O título traz novas ilustrações de alta qualidade, casos clínicos importantes e texto conciso e objetivo. As informações discorrem em formato e layout que facilitam a utilização pelos alunos e pelos professores que estudam Medicina e áreas afins.

O propósito dos autores é aumentar o entusiasmo sobre o sistema imunológico e demonstrar como a área tem evoluído e continua a aumentar sua relevância na área de saúde e doença humanas. Por isso, a proposta de leitura é  clara, convincente, manejável e agradável.

Para saber mais sobre Imunologia Básica Funções e Distúrbios do Sistema Imunológico clique aqui.

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Imunologia da Mucosa

¹A imunologia da mucosa refere-se às respostas imunes que ocorres em áreas mucosas. As exigências sobre o sistema imune da mucosa são distintas das sistêmicas. Nas mucosas, o mundo exterior está separado do mundo interior por uma única camada de epitélio. O sistema imune de mucosas existe em vários locais, incluindo o trato respiratório (especialmente o trato respiratório superior), o trato urogenital, as glândulas mamárias e até mesmo olhos e ouvidos. Independentemente de sua localização, células linfoides distintas e outros tipos celulares são necessários para controlar uma ampla gama de estímulos do ambiente. Coletivamente, estas regiões são conhecidas como tecidos linfoides associados à mucosa (MALT). No entanto, o local mais frequentemente associado à imunologia da mucosa é o trato intestinal.

O trato intestinal é o único em vários aspectos. Ao contrário de outras superfícies mucosas, é o menos estéril, contendo entre bilhões e trilhões de micro-organismos, a maioria dos quais sendo bactérias. Estes organismos, junto com a comida ingerida, representam uma enorme carga antigênica que deve ser tolerada para a manutenção do status quo do intestino. Este ambiente incomum e as exigências associadas a ele resultaram no desenvolvimento de um sistema imune distinto, denominado tecido linfoide associado ao trato gastrointestinal (GALT).

As características e peculiaridades do GALT refletem o meio singular ao qual precisa funcionar. Para manter a homeostase ao intestino, uma das tarefas mais importantes do GALT é a distinção entre antígenos, potencialmente perigosos, tais como bactérias patogênicas e toxinas, e antígenos que podem beneficiar o organismo, tais como os oriundos dos alimentos ou bactérias comensais. Para atingir a homeostase, tipos celulares incomuns, imunoglobulinas (Igs) e mediadores secretados precisam atuar de modo coordenado. Ao contrário do sistema imune sistêmico, cujo foco é atuar rapidamente, segundos após o encontro com um antígeno exógeno, o CALT também está pronto a responder, porém é predominantemente tolerante, rejeitando antígenos prejudiciais e permitindo que antígenos benéficos ou inócuos persistam sem evocar respostas imunes, tais como reações alérgicas ou inflamação. A maneira peculiar pela qual o GALT atua em seu ambiente exigente é o foco deste capítulo, junto com as consequências da função anormal do GALT, que resultam em doenças intestinais alérgicas ou inflamatórias (discutidas em outros capítulos).

¹Trecho retirado do livro Sleisenger & Fordtran’s Gastroenterologia e Doenças do Fígado

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Esterilização e Desinfecção em Odontologia

        

         O manuseio efetivo dos micro‑organismos nos consultórios odontológicos, laboratórios de ensino e pesquisa, nos domi­cílios, nos hospitais e demais atendimentos na área da saúde e nas indústrias depende essencialmente dos conhecimen­tos de como controlar os micro‑organismos em seu meio, pela sua destruição, inibição ou remoção. Vários agentes físicos e químicos podem ser utilizados para realização do controle de micro‑organismos de forma a mantê‑los em ní­veis aceitáveis. Em odontologia, utiliza‑se para controle de micro‑organismos métodos de esterilização e desinfecção.

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