Doença crônica, a dermatite atópica também atinge cães e gatos

Médicos veterinários que costumam tratar apenas de cães e gatos relatam que a grande maioria dos problemas que levam os bichinhos ao consultório tem a ver com a pele dos animais. Há várias condições que causam problemas de pele em cães e gatos, mas o mais comum é, de longe, a alergia. Algumas dermatites são mais comuns em determinadas épocas do ano, o que não excluem que elas apareçam em outros períodos. Por isso, é sempre bom estar de olho e ocasionalmente fazer uma inspeção na pele, nas patas, nos olhos e nas orelhas do seu bichinho, para se certificar de que está tudo bem.

Entre as dermatites, essa é a mais difícil de se tratar, pois é quase impossível isolar o animal do ambiente causador.

¹DERMATITE ATÓPICA CANINA

A dermatite atópica canina é uma doença dermatológica muito comum, particularmente crônica associada a prurido e lesões inflamatórias pouco específicas cujas localizações devem ser levadas em conta.

Admite-se a concepção clássica de que existe uma predisposição genética complexa ao desenvolvimento de uma sensibilização a alérgenos do ambiente, aos quais os outros indivíduos são indiferentes. Os alérgenos responsáveis (ácaros da poeira, escamas e, mais raramente, o pólen) penetram no organismo por via inalatória, transcutânea ou digestiva; o resultado é a produção massiva de imunoglobulinas diversas (IgE, IgG específicos) que se fixam nos mastócitos da pele. Um contato posterior com os mesmos alérgenos provoca a degranulação massiva destes mastócitos e a liberação de diversas substâncias pró-inflamatórias.

Todavia, a noção de dermatite atópica evoluiu consideravelmente no decorrer dos últimos anos e atualmente leva em consideração vários outros fatores, entre os quais a identificação e o controle que aprimoram consideravelmente a gestão dessa entidade, embora ela se mantenha um desafio. Convém mais particularmente citar os seguintes fatores:

– morfológicos (alterações da composição do filme hidrolipídico de superfície);

– infecciosos (principalmente superinfecções por bactérias e leveduras);

– parasitários (provável exacerbação das reações imunológicas contra ”superalérgenos” salivares da pulga);

– alimentares, com importância variável das intolerâncias alimentares e dos alérgenos alimentares (trofalérgenos);

– psíquicos, como comprova a grande variabilidade racial e individual observada na expressão do prurido e nos fenômenos de ritualização.

DERMATITE ATÓPICA FELINA

Esta entidade requer maiores esclarecimentos, em particular no que diz respeito à predisposição genética, uma vez que geralmente é difícil encontrar uma predisposição familiar, ao contrário da predisposição simplesmente racial, em evidência. Por muito tempo, a dermatite atópica felina foi qualificada como todas as dermatites pruriginosas  associadas a testes alergológicos positivos para aeroalérgenos. A tendência atual é considerar que uma parte considerável das intolerância/alergias alimentares deriva da atopia.

Os aeroalérgenos normalmente responsáveis são os ácaros de poeira doméstica e, particularmente, Dermatophagoides sp.

Observa-se que existe uma reação cruzada entre os ácaros de poeira e os ácaros, em particular Octodectes cynotis.

 

¹Trecho retirado integralmente do livro Manual Elsevier de Medicina Veterinária, Elsevier

Imagem: Reprodução

Share on FacebookShare on LinkedInShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone

Data ressalta importância do cuidado com a saúde dos animais

No dia 14 de março comemoraremos o Dia Nacional do Animal. A data,  que é um marco, serve para informar aos cuidadores sobre as necessidades e direitos dos animais irracionais. Ela foi criada também para conscientizar sobre a importância no cuidado com a vida dos bichos e legislar em função do amparo e proteção deles.

Cuidar bem de um animal não é somente não maltratá-lo, por se tratar de seres vivos as doenças que os acometem poder ser bastante parecidas com as nossas. Mesmo que o animal não apresente nenhum indício de enfermidade, o ideal é que os donos o levem periodicamente ao veterinário para que seja realizado um check-up de rotina. Alterações no temperamento, falta de apetite, o até mesmo outras mudanças mais sutis,  podem representar problemas sérios.  

Os animais, assim como nós, sofrem ao desenvolver algum tipo de doença e, embora eles não se comuniquem como os seres humanos, precisam dos mesmos cuidados. Você pode achar que depressão é uma doença exclusiva da nossa espécie, mas, acredite, animais também podem desenvolver esse mal e até morrerem se não forem tratados corretamente.  A depressão é um conjunto de problemas  ¹” de humor caracterizados por perturbações do sono, inibição psicomotora e estado retraído, bem como ausência de adaptação às variações do ambiente. O estado depressivo pode ser agudo ou crônico”.

No estado depressivo agudo nota-se no animal a ²”perda de interesse por seu ambiente, hipersônia, inibição do comportamento exploratório, hiporexia (senão anorexia) e, às vezes, enurese e encoprese. As causas são: agressão violente (acidente de circulação), perda de referência socioafetiva (abandono, morte do dono ou de um outro animal) e filhotes rejeitados precocemente por suas mães”. Já na depressão crônica ¹”notam-se distúrbios do sono com despertar brusco, micções e defecações no local de dormir (enurese e encoprese), disorexia e perda das interações sociais”. O tratamento para o primeiro caso é feito a base de medicamentos, associados a uma terapia de estruturação por jogos (o esporte agility também é recomendado para cães adultos), no segundo as funções endócrinas devem ser verificadas. Em alguns casos é necessário a introdução de psicotrópicos no tratamento.

ORIGEM DO DIA NACIONAL DOS ANIMAIS

O Dia Nacional dos Animais foi instituído a partir da apresentação do Estatuto dos Animais, no Congresso Nacional, através de propositura do deputado Eliseu Padilha, consolidando os direitos dos irracionais e os deveres que para com eles devem ter os humanos.

Trata-se de um dia para ser lembrado e incentivado em sua comemoração, já que se presta a repensar as atitudes que nós, humanos, temos para com o meio ambiente e a preservação dos biomas necessários à manutenção da vida animal e aos cuidados que precisamos ter com os animais mais próximos, os domésticos, que nos acompanham e nos trazem alegria, paz, carinho e amor. (fonte: calendariobr)

¹²Trechos retirados do livro Manual Elsevier de Medicina veterinária, Elsevier

Share on FacebookShare on LinkedInShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone