Alinhamento e Oclusão da Dentição

O ALINHAMENTO E A OCLUSÃO da dentição são extremamente importantes na função mastigatória. As atividades básicas da mastigação, deglutição e fala dependem enormemente não só da posição dos dentes nos arcos dentários, mas também do relacionamento com os dentes opostos quando eles são levados à oclusão. As posições dentárias não são determinadas ao acaso, mas se devem a numerosos fatores controladores, tais como a largura do arco e o tamanho do
dente. Elas também são determinadas por várias forças controladoras, como aquelas proporcionadas pelos tecidos moles circundantes. Este capítulo está dividido em três seções. A primeira discute os fatores e forças que determinam a posição dentária nos arcos dentais.

A segunda descreve a relação normal dos dentes enquanto estão alinhados nos arcos (alinhamento intra-arco). A terceira aborda o relacionamento normal dos arcos entre si à medida que são colocados em oclusão (alinhamento interarcos).

Fatores e Forças que Determinam a Posição do Dente

O alinhamento da dentição nos arcos dentários ocorre como resultado de forças multidirecionais complexas atuando nos dentes durante e após a erupção. Quando os dentes erupcionam, eles são direcionados a uma posição onde forças opostas estão em equilíbrio. As principais forças opostas que influenciam a posição dentária originam-se da musculatura circundante.

Vestibularmente aos dentes estão os lábios e as bochechas, que proporcionam forças linguais relativamente leves, mas constantes. Do lado oposto dos arcos dentários está a língua, responsável por forças vestibulares sobre a superfície
lingual dos dentes. Ambas as forças, aplicadas na face vestibular pelos lábios e bochechas e na face lingual pela língua, são leves, porém constantes. Estes são os tipos de força que, com o tempo, podem mover os dentes dentro dos arcos dentários.

livro Okeson_Tratamento-das-Desordens-Temporomandibulares

FIGURA 3-1 Posição neutra. Esta é a posição do dente quando as forças linguais estão em equilíbrio com as forças vestibulares (lábios e bochechas). Ela existe para os dentes anteriores e posteriores.

Há uma posição dentária na cavidade oral na qual as forças vestibulolinguais (ou bucolinguais) se igualam. É a chamada posição neutra ou espaço, onde a estabilidade dentária é alcançada ( Fig. 3-1 ). Se, durante a erupção, um dente estiver posicionado exageradamente para a posição lingual ou vestibular, a força dominante (língua, se em linguoversão; lábios e bochechas, se em vestibuloversão) irá forçar aquele dente para a posição neutra.

Isso normalmente ocorre quando há espaço sufi ciente para o dente dentro do arco dental. Se não houver espaço suficiente, as forças musculares circundantes geralmente não serão sufi cientes para posicionar o dente em seu
alinhamento correto na arcada. Assim, o dente permanecerá fora da posição normal na arcada e será observado o apinhamento. Tal apinhamento irá permanecer até que forças externas adicionais venham a corrigir a discrepância entre o tamanho do dente e o comprimento da arcada (ou seja, a ortodontia).

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Anatomia funcional

Os seguintes componentes anatômicos são discutidos no capítulo 2, do livro TRATAMENTO DAS DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES E OCLUSÃO, 7ª EDIÇÃO: a dentição e suas estruturas de suporte, os componentes esqueléticos, as articulações temporomandibulares (ATMs), os ligamentos e os músculos. Depois que as características anatômicas são descritas, é apresentada a biomecânica das ATMs. O Capítulo apresenta o complexo sistema de controle neurológico responsável pela execução das funções intrincadas do sistema mastigatório.

DENTIÇÃO E ESTRUTURAS DE SUPORTE

A dentição humana é composta por 32 dentes permanentes ( Fig. 1-1 ,A,B). Cada dente pode ser dividido em duas partes principais:  a coroa, vista sobre o tecido gengival, e a raiz, que fi ca submersa e é circundada pelo osso alveolar. A raiz está ligada ao osso alveolar por numerosas fibras de tecido conjuntivo que se estendem, a partir da superfície do cemento da raiz, para esse osso. A maioria delas corre obliquamente do cemento, em direção cervical, até o osso ( Fig. 1-2 ), sendo coletivamente conhecidas como ligamento periodontal.

OKESON | TRATAMENTO DAS DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES E OCLUSÃO, 7ª EDIÇÃO

FIGURA 1-1 Vistas (A) anterior e (B) lateral da dentição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tal ligamento não só prende o dente firmemente ao seu alvéolo ósseo, mas também ajuda a dissipar as forças aplicadas ao osso durante o contato funcional dos dentes. Nesse sentido, ele pode ser considerado um amortecedor natural. O ligamento periodontal tem receptores especiais, que fornecem informações sensoriais sobre pressão e posição,
essenciais para a função, conforme descrito neste capítulo.

livro okeson

O dente e as estruturas periodontais de suporte. A largura do
ligamento periodontal está extremamente exagerada por propósitos ilustrativos.

Os 32 dentes permanentes são distribuídos igualmente no osso alveolar dos arcos maxilar (arcada superior) e mandibular (arcada inferior). Os 16 dentes maxilares estão alinhados no processo alveolar da maxila, que se encontra fi xada na porção anteroinferior do crânio; já os outros 16 dentes estão alinhados no processo alveolar da mandíbula,
que é a parte que se movimenta. O arco maxilar é ligeiramente maior que o arco mandibular, o que geralmente faz com que os dentes maxilares se sobreponham aos dentes mandibulares, tanto vertical quanto horizontalmente quando em oclusão ( Fig. 1-3 ). Essa diferença de tamanho resulta, principalmente, do fato de (1) os dentes anteriores
maxilares serem muito mais largos que os dentes mandibulares, criando uma largura de arco maior, e (2) os dentes anteriores maxilares apresentarem uma angulação vestibular maior que a dos dentes anteriores mandibulares, o que causa um trespasse horizontal e vertical.

livro Okeson_Tratamento-das-Desordens-Temporomandibulares-e-Oclusão

FIGURA 1-3 Os dentes maxilares estão posicionados ligeiramente para vestibular
em relação aos dentes mandibulares por todo o arco.

 

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O Hospital Reger e a Elsevier convidam para o coquetel de lançamento e sessão de autógrafos do livro com a presença dos autores Dr. Fernando Luiz Brunetti-Montenegro e Dr. Leonardo Marchini!

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1º Encontro latino Americano de Cirurgia Bucomaxilofacial

Começou hoje o 1º Encontro latino americano de Cirurgia Bucomaxilofacial – ELAC (http://elac2013.com.br/) em São Paulo/SP – não deixe de conferir o lançamento TERAPIAS ATUAIS EM CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL:

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Tecido Nervoso

O tecido nervoso é o responsável por detectar e processar estímulos de diversas naturezas que provêm tanto do ambiente externo quanto do interior do organismo. As células do tecido nervoso também são responsáveis por coordenar, direta ou indiretamente, o funcionamento dos órgãos e suas diversas funções.

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