Quais os tipos de respiração nos pequenos animais?

Elsevier Saúde - Pequenos AnimaisHá na medicina de pequenos animais vários conceitos usados para descrever padrões respiratórios fisiológicos e patológicos. Respiração externa é a absorção de oxigênio e liberação de CO 2, respiração interna é o consumo de oxigênio e produção de CO 2 .

Os tipos fisiológicos de respiração são:

Eupneia: respiração calma inconsciente com respirações regulares com mesma profundidade respiratória; há adaptação para aumento de consumo de oxigênio ou suprimento baixo de oxigênio.

Hiperpneia: (= volume respiratório elevado)

Taquipneia: (= aumento da frequência respiratória) para aumento do volume minuto respiratório. Com respiração normal diferencia-se adicionalmente respiração abdominal (tipo de respiração abdominal, prevalecendo respiração diafragmática) de respiração torácica (tipo de respiração costal).

Os tipos patológicos de respiração são:

Dispneia: com falta de ar subjetiva associada ao agravamento da atividade respiratória, normalmente com trabalho respiratório visivelmente intensificado (taquipneia, hiperpneia) como manifestação de insuficiência respiratória.

Ortopneia: dispneia máxima, que pode ser compensada apenas em posição ereta e com esforço da musculatura auxiliar respiratória.

Respiração paradoxal: movimento para dentro inspiratório e movimento para fora expiratório de partes da parede torácica patologicamente móveis devido à fratura séria de costela; na paralisia do nervo frênico com decréscimo inspiratório da metade saudável e elevação da metade doente do diafragma; encolhimento do abdome na inspiração em hérnia diafragmática; alternância respiratória: troca de respiração abdominal e costal em pacientes com distúrbios de SNC.

Respiração inversa: com obstrução das vias respiratórias na região da laringe ou da traqueia, ocorre por máxima excursão diafragmática ao movimento torácico passivo (paradoxo): protrusão do abdome e diminuição do tórax durante a tentativa de inspiração ou encolhimento e elevação durante a tentativa de expiração, mas ocorre ventilação (parada respiratória funcional).

Ofegação é uma respiração superficial muito rápida com ventilação em espaço morto pura, de origem térmica ou nervosa. Ofegação deve ser diferenciada de hiperventilação, uma atividade respiratória inadequadamente intensificada. Na ofegação, em contraste com a hiperventilação, as trocas gasosas não são aumentadas, também não ocorre alcalose respiratória.

Como insuficiência respiratória define-se toda forma de desordem de troca gasosa.

● Distúrbio da respiração interna (respiração celular) em anemia, envenenamento do sistema de transporte de oxigênio (envenenamento por CO) ou da enzima de cadeia respiratória (envenenamento por cianeto)

● Distúrbio da respiração externa, insuficiência respiratória.

Insuficiência respiratória é causada por:

● hipoventilação alveolar (pouco ar vem nos alvéolos) devida a estímulo respiratório prejudicado (cerebral, por exemplo em anestesia), devido a distúrbios ventilatórios obstrutivos ou restritivos

● distúrbio de difusão pulmonar

● desequilíbrio perfusão-ventilação pulmonar

 

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Emergências de Pequenos Animais

Emergência de Pequenos Animais

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Mecanismos celulares e moleculares do desenvolvimento embrionário

DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO INICIAL E PERÍODOS GESTACIONAIS

O desenvolvimento embrionário abrange todos os processos nos quais uma única célula – o óvulo fertilizado ou zigoto – origina primeiro um embrião e, posteriormente, um feto que ao nascimento é capaz de adaptar-se à vida pós-natal. Esses processos ocorrem de maneira contínua, mas, por conveniência, podem ser arbitrariamente divididos em períodos sucessivos. Dessa forma, o desenvolvimento intrauterino é comumente dividido em período embrionário , quando a maioria dos sistemas é formada, e período fetal , que consiste majoritariamente no crescimento e maturação dos órgãos . No entanto, o desenvolvimento do organismo não para ao nascimento; os órgãos continuam a crescer e maturar ao menos até a puberdade e muitos tecidos necessitam de reposição contínua ao longo da vida. Portanto, o envelhecimento e a morte podem também ser incluídos no processo natural de desenvolvimento do organismo.

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