Uma mulher e um ato de coragem

 

O Dia Internacional da Mulher foi ontem, mas as homenagens ainda não terminaram. Durante toda a semana, a Elsevier vem homenageando grandes mulheres do âmbito da saúde e ciência. A dedicatória dessa sexta-feira vai para Dra. Junía Shizue Sueoka, médica de grande referência na área de emergências.

A Doutora acompanha desde o princípio a evolução dos serviços de Emergência no país. Graduada em Medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes (FMUMC), Shizue demonstra grande paixão pelas Urgências, área da qual se tornou sua especialização.

A socorrista divide seu tempo entre as emergências, área na qual atua hoje como coordenadora do SAMU, e a educação. Leciona a disciplina de Primeiros Socorros na FMUMC. Foi uma das responsáveis por trazer o curso de PHTLS (Pre Hospital Trauma Life Support) que atualmente chama GRAU (Grupo de Atenção às Urgências e Emergências) para o Brasil.

Para a médica socorrista as dificuldades do ofício são motivações, “É algo que impulsiona a permanecermos, apesar de todas as dificuldades: acordar de madrugada, enfrentar frio, chuva, entrar em lugares perigosos, correr riscos, etc. Tudo isto faz com que a gente continue tentando fazer sempre o melhor para a vítima. É apaixonante”, conta Shizue em entrevista para a Revista Emergência.

Foto retirada do site:  http://www.jornalpopulacional.com.br/noticia/2441-esta-chegando-o-grande-momento-para-ceres-e-regiao-vem-ai-ii-jevasp.html

A investigação da infertilidade

 

A infertilidade é caracterizada como ausência de gravidez clínica após um período de 1 ano ou mais de relações sexuais regulares e desprotegidas. Não há uma frequência mínima de relações sexuais necessárias para caracterizar a dificuldade na concepção, embora a maior chance de gravidez é obtida com relações diárias ou a cada 2 dias, no período de 6 dias que termina no dia da ovulação.

A investigação para detectar a infertilidade sempre envolve o casal e deve ser sistemática, ou seja, os possíveis limites reprodutivos devem ser abordados de maneira integral e simultânea. Exemplificamos o cenário da mulher com anovulação crônica casada com um homem com alteração seminal moderada: não se pode tratar a disfunção ovulatória e não considerar o fator masculino. Obviamente, a profundidade da investigação pode mudar de acordo com a situação. Quando há alta probabilidade de alteração masculina importante, por exemplo, posterga-se a realização da histerossalpingografia, que pode não ser necessária.

Um casal que estava tentando engravidar há 6 meses, tem 12% de chance de ser verdadeiramente fértil, e um casal tentando há 12 meses, 2%. Portanto, após este período, recomendam-se investigação e tratamento.

Por outro lado, em situações em que há risco de menor reserva ovariana e/ou maior chance de infertilidade, é necessário iniciar a avaliação antes do período de 12 meses:

  • Idade da mulher:
  • 35 anos ou mais: avaliar após 6 meses de tentativas;
  • 40 anos ou mais: discutir avaliação antes de começar a tentar.
  • Fatores femininos: diagnóstico prévio ou alta probabilidade de disfunção ovulatória (irregularidade menstrual/amenorreia), doença uterina, tubária, peritoneal e/ou endometriose;
  • Fatores masculinos: diagnóstico prévio ou alta probabilidade de alteração seminal;
  • Desejo do casal.
  • Texto elaborado com informações do livro Condutas Práticas em Infertilidade e Reprodução Assistida – Mulher.

 

 

08 de março: a conquista pela saúde e vida da mulher

O dia internacional da mulher é uma celebração dedicada as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, comemorada todos os anos em 8 de março. Teve origem na Rússia, na Primeira Guerra Mundial, através de manifestações realizadas por mulheres que reivindicavam melhores condições de vida e trabalho.

Somente após a instituição os direitos das mulheres por lei (apenas a partir do século XVIII a reivindicação desses direitos começou a ser discutida), questões como a saúde da mulher, o processo gestacional e suas necessidades, ganharam mais atenção e novos estudos foram criados e aprimorados para que os cuidados fossem efetivos e humanizados.

”Os cuidados com a saúde da mulher englobam os cuidados com a saúde reprodutiva e as necessidades físicas, psicológicas e sociais das mulheres ao longo de sua vida. Cada mulher, com sua individualidade, possui necessidades que devem ser identificadas e atendidas”. (Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, 10 Ed., Elsevier)

Com pesquisas desenvolvidas a partir de suas necessidades, hoje o número de mortalidade de mulheres é bem menor do que em relação ao século XIX e XX. As gestantes têm a lei a seu favor, zelando pela garantia de emprego, direito à privacidade, mudança de função ou de setor de acordo com o seu estado de saúde. Exames importantes para à prevenção da saúde da mulher são realizados periodicamente, como: o papanicolau, exame pélvico, mamografia, entre outros.  

O câncer de mama, por exemplo, é uma das doenças com maior incidência na população feminina brasileira e mundial. Apesar do alto número de mulheres acometidas por essa enfermidade, no Brasil, políticas públicas já vem sendo desenvolvidas nesta área desde meados da década de 80.

Atualmente, ”nos cuidados da saúde da mulher, o objetivo é a promoção do seu bem estar, pelo conhecimento do próprio corpo e de seu funcionamento normal ao longo da vida, desenvolvendo uma consciência das condições que requerem intervenção profissional. A unidade de cuidados de saúde da mulher enfatiza os aspectos relacionados ao seu bem estar, incluindo informações sobre problemas ginecológicos comuns, assim como as formas de prevenção do câncer de mama e ginecológico”. (Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, 10 Ed., Elsevier)

UM POUCO MAIS SOBRE A DATA

Após a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Revolução Industrial, devido às baixas no exército e a grande necessidade de mão de obra, as indústrias incorporaram mulheres em seu quadro de funcionários, porém, as condições insalubres de trabalho e cargas horárias elevadíssimas, fizeram com que os protestos se tornassem frequentes.

Por muito tempo o dia internacional da mulher ficou esquecido, sendo recuperado somente nos anos 60 como movimento feminista. Atualmente, a data tem um caráter mais festivo e comercial, sendo adotada pelas Nações Unidas e, consequentemente, por diversos países.