Brincar ao ar livre pode diminuir a chance de desenvolvimento de miopia em crianças

A miopia é um distúrbio visual em que as projeções são formadas na frente da retina fazendo com que as imagens distantes fiquem desfocadas. Segundo a OMS (organização mundial de saúde) a incidência mundial de miopia dobrou nas últimas 2 décadas e tem sido considerada como um grande problema de saúde pública, sobretudo em países em desenvolvimento onde o acesso a consultas e óculos ainda é limitado.

Os principais fatores associados ao aumento da incidência de miopia, sobretudo em jovens tem sido o excesso de atividades para perto (desde escolares a video games e computadores) associado a uma diminuição crescente de atividades ao ar livre em que há maior utilização da visão para longe. Em um estudo brasileiro com 360 crianças, de 9 e 13 anos de idade, que usavam até 6 horas ininterruptas o computador ou videogame revelou que 21% das crianças apresentaram miopia.

ESTUDO É REALIZADO PARA ENTENDER CAUSAS DE MIOPIA EM JOVENS

Em setembro de 2015 foi publicado um estudo no JAMA (jornal da associação médica americana) demonstrando uma relação entre o tempo dedicado a atividades ao ar livre e o desenvolvimento de miopia entre crianças. O estudo foi conduzido por um grupo de pesquisadores chineses liderados pelo Dr. Mingguang He da Universidade de Sun Yat-sen em Guangzhou na China e avaliou 2 grupos de crianças de 6 anos de idade em 12 escolas diferentes: no primeiro grupo 951 crianças além de manter suas atividades escolares regulares foram estimuladas a participar de atividades recreacionais ao ar livre por 40 minutos diariamente.

No grupo controle foram avaliadas 952 crianças que mantiveram apenas suas atividades escolares regulares. Os resultados em 3 anos de acompanhamento demonstraram o desenvolvimento de miopia em 30% das crianças que brincaram diariamente por 40 minutos ao ar livre, contra 40% no grupo de crianças que apenas mantiveram suas atividades escolares.

Os resultados deste estudo são condizentes com estudos prévios sobre associação de miopia com atividades escolares para perto. Em algumas escolas da China barras e grades nas carteiras escolares tem sido propostos para evitar este efeito.

Esse fenômeno ocorre pois durante a infância o olho está em desenvolvimento sendo mais vulnerável à acomodação resultando no aumento do tamanho do globo ocular e induzindo a miopia.

Artigo escrito por:

Gabriel Costa de Andrade – Médico pós-graduando na UNIFESP – EPM e autor do livro Atlas de doenças da Mácula.

Proteja o seu cérebro: use-o ou perca-o

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Protegendo o seu cérebro: “use-o ou perca-o”

Há algum tempo os pesquisadores têm conhecimento de uma ligação entre o que fazemos com os nossos cérebros e os riscos de demência a longo prazo. Em geral, aqueles que são mais mentalmente ativos ou mantêm um estilo de vida cognitiva ativo ao longo de suas vidas estão em risco mais baixo.

“As ideias de uma ‘reserva cerebral’ ou ‘reserva cognitiva’ têm sido sugeridas para explicar isso, mas eram basicamente uma caixa preta”, disse o Professor Michael J. Valenzuela, um especialista em envelhecimento do cérebro no Instituto de Pesquisa de Cérebro e Mente, na Universidade de Sydney, na Austrália, que liderou o estudo, apresentado em Biological Psychiatry.

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Miopia Degenerativa

Yanof, Oftalmologia 3/E

 

Definição: Forma pouco compreendida de miopia axial que pode estar associada a complicações que levam à cegueira.

 

Características principais

■ Progressiva expansão do globo ocular com formação de estafiloma posterior e degeneração macular secundária.

 

Características associadas

■ Formação de catarata prematura.
■ Sinérese do vítreo.
■ Descolamento regmatogênico da retina.
Glaucoma.
■ Retinosquise foveal.

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Imagens Oftalmológicas de Pacientes com Oftalmia Simpática


YANNUZZI, Atlas de Retina 1/E

Oftalmia Simpática
A oftalmia simpática é uma uveíte granulomatosa que acomete  o olho contralateral após traumas penetrantes cirúrgicos ou acidentais no outro olho. O aparecimento da inflamação no olho contralateral pode ocorrer dias ou anos após a lesão desencadeante, mas geralmente se dá nos primeiros meses. A princípio, os pacientes relatam desconforto ocular brando, visão borrada, fotofobia e perda de acomodação. Dentre os achados oculares, incluem-se a presença de células e flare na câmara anterior e de precipitados ceráticos no endotélio da córnea. No segmento posterior, as alterações incluem papilite, vitrilite e um descolamento neurossensorial exsudativo que pode mimetizar a doença de Harada. Pequenos pontos amarelo-esbranquiçados, abaixo do EPR, conhecidos como nódulos de Dalen-Fuchs, caracterizam esta doença. O tratamento geralmente envolve o uso de corticosteroides ou outros agentes imunossupressores, com graus variáveis de sucesso. A enucleação do olho que desencadeou a inflamação, após seu início, ainda é controversa.

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