Número de AVC tem crescido entre os jovens

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 15 mil pessoas entre 15 e 39 anos sofrem um acidente vascular cerebral. O número representa 10% do total de casos e começa a alarmar a classe médica, porque embora a doença possa surgir em qualquer idade (inclusive entre crianças e recém-nascidos) sua incidência é maior de acordo com o avanço da idade.

O AVC é uma das três principais causas de morte e incapacitação física em todo o mundo. Ainda segundo o Ministério da Saúde é a principal causa de mortalidade no Brasil, maior até mesmo que o infarto. Nos Estados Unidos o número de sobreviventes de um AVC é de 5 milhões. Já no Brasil estima-se que essa porcentagem seja, pelo menos, a metade. Cerca de 40% das pessoas que tiveram um AVC apresentam sequelas moderadas ou graves e 25% mantém algum grau de limitação física ou mental. Nos Estados Unidos, estudos recentes informam que o número de mortalidade pode chegar a 80% na reincidência — que deve, portanto, ser ainda mais prevenida.

De acordo com o neurologista Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, a explicação para os novos dados é a diferença entre os tipos de AVC. Sendo um o isquêmico, que é o mais comum dentre eles, e decorre da obstrução de uma artéria no interior do cérebro, normalmente por acúmulo de placas gordurosas nas artérias carótidas, que de vez em quando se desprendem — os chamados êmbolos — causando a falta de circulação sanguínea no cérebro. E o outro o AVC hemorrágico, que resulta de um rompimento de uma artéria, relacionada a um aneurisma ou

Número de AVC tem crescido entre os jovens

, quando um vaso se rompe e provoca sangramento. O AVC hemorrágico pode ocorrer, até mesmo, como consequência de uma crise hipertensiva, e dentre as duas situações, é o que mais vem atingindo pacientes jovens.

tabela cecil

Tabela 51 – 1: Informações extraídas do livro Cecil Medicina – 24ED 

Muitos fatores têm contribuído para o aumento no número de casos em jovens, e os principais estão ligados ao estilo de vida que eles vem levando. Falta de exercícios físicos e obesidade são fatores que contribuem muito para o aparecimento da doença. A boa notícia é que, diferentemente de alguns casos que não podem ser modificados, como os que envolvem fatores genéticos, de idade ou sexo, a maioria dos jovens podem se livrar de apresentarem um quadro de AVC com algumas mudanças simples de vida como: tratamento para hipertensão arterial, reeducação alimentar, exercícios físicos, entre outros.

29 DE OUTUBRO – DIA MUNDIAL DO COMBATE AO AVC

A data tem a finalidade de conscientizar as pessoas sobre as formas de prevenção da doença cerebral que mais mata no Brasil. O Dia Mundial de Combate ao AVC foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Federação Mundial de Neurologia, em 2006.

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Mudanças nos hábitos melhoram qualidade de vida de crianças obesas

Mesmo com quase um terço das crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade nos EUA. Evidências crescentes apontam que: oferecer alimentos saudáveis nas escolas e comunidades e integrar a atividade física na vida diária das pessoas são ações que contribuem para as reduções nas taxas de obesidade infantil. A prática de atividades para crianças nessas condições requer atenção pois elas podem apresentar fragilidades na saúde, profissionais qualificados e o acompanhamento médico são indispensáveis para crianças obesas que iniciarem a prática de exercícios.

Dados coletados em uma análise pela América do Norte e disponibilizados pela Robert Wood Johnson Foundation, indicam que exercícios e alimentação balanceada podem reduzir drasticamente o número de crianças obesas pelo mundo.  ‘’No Novo México, houve declínio de 5,3% da obesidade entre alunos da terceira série. Basicamente, por lá, as atitudes se resumiram em promover a atividade física e as refeições saudáveis nas escolas. Facilitar o acesso a bicicletas e meios de transporte alternativos entre a comunidade também fizeram parte das iniciativas.

No Mississipi, a redução foi de 13,3 %. Levando em conta que o estado esteve no topo do ranking dos índices de obesidade entre crianças e adultos, as mudanças por lá foram drásticas. E criativas. Além das iniciativas convencionais, como promover o consumo de comida mais saudável nas escolas e conscientizar a população para a importância da atividade física, Mississipi entrou para um projeto nacional que toma medidas para que as ruas sejam mais seguras e acessíveis para caminhadas e pedaladas. Outro bom exemplo: o projeto Move to Learn encorajou professores dos arredores a promover atividades físicas curtas durante os intervalos.

A Califórnia, cuja reputação está na vanguarda do combate à obesidade, também integra o levantamento da RWJF. Ações rigorosas se iniciaram em 2004, como a proibição da venda de refrigerantes e outras bebidas adoçadas com açúcar nas escolas, a limitação de calorias, gorduras saturadas e açúcares presentes em lanches oferecidos ou vendidos nas escolas, e a exigência de informações sobre calorias em menus de restaurantes.

O RWJF dá mais detalhes sobre os avanços obtidos nas 11 localidades, em seu site. A organização alerta ainda para o fato de que é preciso aprimorar os programas de combate à obesidade nas escolas e nos programas de saúde e nas comunidades, levando em conta as disparidades sociais – o maior entrave para o sucesso heterogêneo do projeto.’’ (Fonte:  Robert Wood Johnson Foundation – www.rwjf.org )

OBESIDADE AINDA É UM DOS MAIORES PROBLEMAS DE SAÚDE PÚBLICA NO MUNDO

O Dia Mundial da Obesidade, desde 2015, é comemorado na mesma data do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, 11 de outubro. Ela é uma doença crônica que tende a piorar com o passar dos anos, caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo. Além da obesidade reduzir a qualidade de vida, também pode ser uma abertura para demais doenças como: diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a classifica como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.

A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões, obesos em todo o mundo. Já em relação às crianças, o número de obesos ou com sobrepeso poderá chegar a 75 milhões, caso nenhuma providência seja tomada. No Brasil os números também não são bons, só este ano mais de 50% da população foi diagnosticada com excesso de peso. A obesidade infantil é um sério problema pediátrico, que está associado diretamente ao risco de complicações na infância e ao aumento da morbidade e mortalidade na vida adulta.

¹EPIDEMIOLOGIA

A obesidade é um problema de saúde pública global, poupando apenas algumas regiões extremamente pobres com escassez crônica de alimentos, como a África subsaariana e o Haiti. De acordo com dados de 2005, mais de 1,6 bilhão de pessoas com 15 ou mais anos de idade estavam acima do peso obesas (OMS).

Nos Estados Unidos, 30% dos adultos são obesos e outros 35% apresentam sobrepeso. Em crianças, a prevalência de obesidade aumentou 300% nos últimos 40 anos. A National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) IV, 1999-2002, mostrou que 31% das crianças com mais de 2 anos de idade estavam com sobrepeso ou obesas, e 16% das crianças e adolescentes de 6-19 anos estavam na faixa de obesidade.

¹Trecho retirado do livro Nelson Tratado de Pediatria

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SAÚDE ÚNICA – Medicina animal cada vez mais ligada à humana

Como podemos observar, a saúde humana, animal e ambiental de fato não podem dissociar-se, pois uma interfere diretamente na outra. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), tem no seu Plano de Ação Global o conceito cada vez mais consolidado de Saúde Única, que considera indissociáveis a saúde humana da saúde animal e da saúde ambiental.  Doenças como H5N1, H1N1, SARS (síndrome respiratória aguda grave), e os vírus Ebola e Zyka, têm demonstrado que 75% dos patógenos emergentes são de origem zoonótica (doenças transmitidas ao homem através de animais), o que comprava que para sanar algumas das doenças humanas, as animais devem ser erradicadas primeiro.

Assim como as doenças humanas, as doenças animais precisam ser estudadas a fundo e os métodos para estudá-las, aprimorados e inovados cada vez mais. Os veterinários são os profissionais responsáveis por medicar, curar e prevenir as doenças dos animais. ‘’O veterinário deve prescrever prioritariamente um medicamento veterinário de uso autorizado para o animal da espécie considerada e para a indicação terapêutica referente ou alimento medicamentoso produzido a partir de prévia mistura autorizada de medicamentos que contemple às mesmas condições.’’ (Manual Elsevier de Medicina Veterinária, Elsevier)

Os mais de 110 mil médicos veterinários em atuação no Brasil, estão em áreas como a consultoria ambiental, a saúde pública, a análise de alimentos, a reprodução animal e as pesquisas científicas. Além de prestarem atendimento clínico, eles também atuam em conjunto com os órgãos fiscalizadores em ações de resgate de animais selvagens, para reintroduzi-los na natureza e amenizar o impacto global da ação humana sobre o meio ambiente.

DIA DO VETERINÁRIO

Nesta sexta-feira é celebrado o dia do veterinário. A categoria comemora 48 anos de regulamentação e muitos avanços no setor,  como o desenvolvimento das especializações e exames complementares,  o que torna a medicina veterinária cada vez mais próxima da humana.

A data foi estabelecida no mesmo  dia em que se instituiu o Decreto nº 23.133, criado pelo então presidente Getúlio Vargas, que normatizava a atuação do médico veterinário e o ensino dessa profissão. E 09 de setembro passou a valer como o Dia do Veterinário, servindo como forma de reconhecimento. Mas, vale ressaltar, que embora não regulamentadas, as escolas de veterinária já existiam no Brasil desde 1910.

A formação em medicina veterinária dura, em média, cinco anos. Algumas das disciplinas básicas abordadas no decorrer do curso, são: anatomia, microbiologia, genética, matemática, estatística, além de nutrição e produção animal. Depois, é a vez de estudar as doenças, as técnicas clínicas e cirúrgicas e então optar pela especialização.

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Dia Nacional da Saúde

A data é celebrada no Brasil em 5 de agosto. Tem como objetivo conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância da educação sanitária e despertar na população o valor da saúde e dos cuidados para com ela. O dia foi escolhido por ser a data de nascimento do sanitarista Oswaldo da Cruz, um importante personagem na história do combate e erradicação de epidemias no Brasil, no começo do século XX.

¹DEFINIÇÃO DE SAÚDE

Definir saúde é difícil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como o ”estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de doenças ou enfermidades” (OMS,1947). Muitos outros aspectos da saúde devem ser considerados. Saúde é um estado que as pessoas definem em relação a seus próprios valores, personalidade e estilo de vida. Cada pessoa possui um conceito pessoal de saúde. Pender, Murdaugh e Parsons (2011) definiram saúde como a atualização do potencial humano inerente e adquirido por meio de comportamento direcionado por metas, autocuidado competente e relacionamentos satisfatórios com outros, enquanto são realizados ajustes conforme necessário para manter a integridade estrutural e a harmonia com o ambiente.

O ponto de vista de cada indivíduo acerca da saúde varia entre diferentes faixas etárias, gêneros, raças e culturas (Pender, Murdaugh e Parsons, 2011), Pender (1996) explicou que ”todas as pessoas livres de doenças não são saudáveis da mesma maneira”. As visões de saúde se ampliaram para incluir o bem-estar mental, social e espiritual e foco sobre saúde nos níveis familiares e da comunidade (Pender, Murdaugh e Parsons,2006).

De acordo com dados do Ministério da Saúde (2011), falar de saúde implica levar em conta, além de outros fatores, a qualidade da água que se consome e do ar que se respira, a miséria, a degradação social ou desnutrição, estilos e qualidade de vida pessoais e formas de inserção da diferentes parcelas da população no mundo do trabalho; envolve aspectos éticos relacionados ao direito à vida e à saúde, direitos e deveres, ações e omissões de indivíduos e grupos sociais, dos serviços privados e do poder público. A saúde então é produto e parte do estilo de vida e das condições de existência, sendo a vivência do processo saúde/doença uma forma de representação da inserção humana no mundo.

Saúde e doença são definidas de acordo com as percepções individuais, A saúde frequentemente inclui condições previamente consideradas como doença. Por exemplo, um pessoa com epilepsia que aprendeu a controlar suas crises epilépticas com medicamentos e que possui desempenho normal em casa ou no trabalho pode não se considerar mais doente. A enfermeira precisa considerar a pessoa como um todo, assim como o ambiente no qual ela vive, para individualizar o cuidado de enfermagem e aumentar o significado do futuro estado de saúde do paciente.

TER BONS HÁBITOS AJUDAM NA SAÚDE

Embora nem sempre seja possível evitar ficar doente, algumas coisas podem ser feitas para retardar o aparecimento de uma doença ou até mesmo como forma de prevenção. Listamos quatro hábitos que podem ser úteis para ter uma saúde melhor:   

  1. Ter boa higiene – Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, lavar as mãos é a melhor maneira de prevenir o desenvolvimento de infecções.
  2. Usar água de fonte segura – Quando a água não vem de uma fonte segura ou não é armazenada corretamente, pode causar infecções provenientes de parasitas.
  3. Cuidar da alimentação – É impossível ter boa saúde sem ter uma nutrição adequada com alimentação saudável e balanceada. Observações em relação à quantidade de sal, gordura e açúcar ingeridos, bem como o tamanho das porções, devem ser frequentes.
  4. Prática de atividades físicas – Seja qual for a idade, a prática de atividades físicas regular é extremamente necessária. Exercícios ajudam a dormir bem, manter a mobilidade, os ossos e músculos fortes, diminuir o risco de depressão, e muito mais.

¹Trecho retirado do livro Fundamentos de Enfermagem, Elsevier.

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Saúde Ocular: a importância do cuidado aos olhos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% das cegueiras são evitáveis. Falta de informação e de consultas periódicas ao oftalmologista são os principais motivos para a deterioração da visão. Nesta semana em que se destaca o Dia Mundial da Saúde Ocular, comemorado no dia 10 de julho, chamamos a atenção para o que precisa ser observado para proteção dos olhos.

Abaixo alguns cuidados frequentes que devemos ter com a visão:

ALIMENTAÇÃO:

Os antioxidantes contidos nos alimentos diminuem o acúmulo de metabólitos, que são restos ou subprodutos da respiração celular e que são cumulativos, fazendo que após anos surjam lesões que podem afetar a visão. Assim, uma alimentação saudável e rica em antioxidantes pode prevenir ou retardar o aparecimento de tais lesões. Os alimentos ricos em Omega 3 (que não é uma vitamina, mas um ácido graxo essencial – não é produzido pelo nosso corpo e precisa ser ingerido) merecem muita atenção, pois têm um papel importante para a manutenção dos mecanismos de lubrificação dos olhos, além de outros órgãos do corpo.

PROTEÇÃO OCULAR:

Os óculos de sol protegem os olhos filtrando os raios ultravioletas e são uma ótima medida para a prevenção do envelhecimento dos olhos.Naturalmente as lentes dos óculos precisam ter boa qualidade para que possam filtrar os raios e o uso de filtros já é também largamente utilizado nas lentes de contato de boa qualidade e até mesmo nas lentes intraoculares implantadas na cirurgia da catarata.

USO DO COMPUTADOR:

Nunca se usou tanto a visão como agora, assim pequenos erros refracionais (pequenos graus) já podem trazer grandes desconfortos. Outro aspecto é o que se passa na superfície dos olhos pela baixa frequência do piscar. Estudos mostram que há uma diminuição do piscar trazendo sintomas como ardor, coceira e sensação de “areiamento”. As vistas cansadas costumam ficar vermelhas ao final do dia e necessitam de apoio do Oftalmologista para uma boa orientação.

LENTES DE CONTATO:

Usuários de lentes devem ter muito cuidado, uma higienização errada pode trazer sérios riscos à visão, levando até mesmo a cegueira. Atualmente as lentes de contato são mais baratas, portanto mais acessíveis, mas infelizmente um grande número de usuários não têm a noção exata da sua correta adaptação recorrendo a curiosos ou profissionais técnicos de outras áreas para orientações, sendo que apenas o oftalmologista está habilitado para tal prática. Doenças e infecções causadas pelo uso de lentes de contato podem ser evitadas quanto sob acompanhamento de um oftalmologista.

CONTROLES PERIÓDICOS:

O exame oftalmológico pode revelar doenças silenciosas como o glaucoma (pressão dos olhos elevada) e muitas outras como degenerações periféricas que poderiam evoluir para um descolamento de retina que é uma condição tratável, mas grave. Além disto, dores de cabeça, incômodos como ardor, secreções, vermelhidão, entre outros, precisam ser checados para se eliminar a possibilidade de problemas sérios antes que se tornem mais difíceis de tratar.

¹DOENÇAS DA SUPERFÍCIE OCULAR

A superfície ocular é a interface entre o olho funcional e o nosso ambiente. Esta superfície proporciona proteção anatômica fisiológica e imunológica e compreende o epitélio da conjuntiva palpebral e bulbar, o limbo corneoescleral, o epitélio corneado e o filme lacrimal. Enquanto essas estruturas representam a superfície ocular anatômica, estruturas anexas incluindo a lâmina anterior das pálpebras, os cílios, as glândulas meibomianas e o sistema lacrimal são essenciais para proteção adequada e função da superfície ocular.

A superfície ocular tem como função manter a transparência óptica da córnea, serve como superfície refrativa para projeção precisa da luz através dos meios ópticos e proporciona proteção das estruturas do olho contra micro-organismos, trauma e toxinas. O surgimento de uma superfície ocular instável por trauma ou doença pode comprometer a integridade de qualquer uma dessas funções protetoras e levar várias formas de disfunção da córnea ou da conjuntiva, abrangendo um amplo espectro, desde uma abrasão corneana leve até a perda grave de células-tronco, diminuição da visão e cegueira definitiva na doença mais grave. Enquanto a saúde e a função de todas essas estruturas são imperativas para a estabilidade da superfície ocular, a chave mais importante para a estabilidade anatômica e funcional continua a ser as células-tronco epiteliais corneanas. A nossa compreensão das doenças da superfície ocular e da fisiologia das células-tronco passou por uma evolução substancial ao longo das três últimas décadas, com avanços notáveis, tanto na pesquisa em células tronco-epiteliais corneanas, como nas abordagens clínicas e cirúrgicas para manutenção e restauração da superfície ocular.

¹ Trecho retirado do livro Doenças da Superfície Ocular, Elsevier

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Dia Mundial do Doador de Sangue: prática que salva vidas

Hoje é o Dia Mundial do Doador de Sangue, e, o  Hemorio, que fornece sangue para mais de 180 unidades de saúde veiculadas ao SUS, no estado do Rio de Janeiro, e pede que mais pessoas entrem na causa. Nos últimos meses, a unidade recebeu cerca de 150 voluntários por dia, número bem inferior à capacidade das instalações da instituição, que comporta cerca de 500 doadores por dia.

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, o comparecimento dos voluntários é ainda mais necessário. Pois, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ideal é que entre 3 e 5% da população de um país seja doadora frequente de sangue. No Brasil, o número é inferior a 2% e no Rio de Janeiro, em torno de 1,5%.

PARA ONDE VAI O SANGUE DOADO?

Ao se acidentar ou passar por algum tipo de cirurgia, o paciente necessita de uma transfusão sanguínea para repor o sangue perdido no decorrer do procedimento. ‘’A transfusão sanguínea, ou tratamento com componentes do sangue, é a administração IV de sangue total ou de um componente do sangue, como hemácias, plaquetas ou plasma. Os objetivos para a administração de transfusões de sangue incluem (1) aumentar o volume sanguíneo circulante após uma cirurgia, trauma ou hemorragia; (2) aumentar o número de glóbulos vermelhos e aumentar os níveis de hemoglobina, em pacientes com anemia grave; e (3) fornecer componentes celulares específicos como terapia de reposição (ex, fatores de coagulação, plaquetas, albumina).’’ (Fonte: Fundamentos de Enfermagem, Elsevier)

MITOS E VERDADES SOBRE A DOAÇÃO DE SANGUE

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), preparou sete perguntas para sanar algumas dúvidas sobre a doação. Confira:

1 – Idosos não podem doar sangue

MITO – A partir de 2013, houve aumento na idade máxima dos doadores de sangue pelo Ministério da Saúde. Atualmente, pessoas entre 16 e 69 anos podem realizar o ato de doação.

2 – A doação é restrita a pessoas sem piercing e tatuagem

MITO – Apenas pessoas com piercing na cavidade oral não podem realizar a doação, pois a boca está mais receptiva a infecções do que outras áreas do corpo. Sobre pessoas com tatuagens, é indicada que a doação seja feita após um ano da realização do desenho, pois é o tempo adequado para manifestações de doenças contagiosas que possam ser transmitidas pela agulha.

3 – O peso influencia na doação

VERDADE – O peso do voluntário deve ser a partir de 50 quilos.

4 – Gestantes e lactantes não podem doar

VERDADE – Mulheres grávidas ou que estejam amamentando não devem doar. As lactantes devem aguardar 12 meses após o parto. E no período pós-parto, a mulher poderá ser doadora após 90 dias, em casos de parto normal e 180 dias em cesárias.

5 – Descanso e alimentação influenciam na doação

VERDADE – É necessário estar descansado e não ter praticado atividades físicas intensas pelo menos cinco horas antes da doação. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido, com refeições prévias leves e sem gordura. Além disso, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas até 24 horas antes da doação.

6 – Doadores estão suscetíveis a doenças transmissíveis via sangue

MITO – A partir da implementação do teste NAT com fomento da ABHH, doenças como HIV, Hepatites B e C, são detectadas pelo procedimento que tem capacidade de identificar se a pessoa está contaminada mesmo que haja um curto período, entre o dia de contaminação e a doação.

7 – O doador pode realizar o ato a cada 30 dias

MITO – A doação de sangue deve realizada com intervalo mínimo de 60 dias para homens e 90 dias para as mulheres, ou seja, em um período de 12 meses, há possibilidade de doação de até quatro vezes por ano, no caso de doador masculino e três em caso de doadora.

Confira aqui a lista dos hemocentros do país. Doe sangue. Doe vida.

Imagem: Google

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