Elsevier estará presente no XIII Congresso Brasileiro de Ortopedia Pediátrica

As crianças naturalmente são mais frágeis que os adultos que já passaram pelo processo completo de desenvolvimento, tanto estrutural quanto neurológico. A prevenção e o tratamento de doenças relacionadas ao crescimento dos pequenos são fundamentais para o seu desenvolvimento. Desse modo a Ortopedia Pediátrica é uma das especialidades da saúde, que vai garantir um avanço saudável das próximas gerações.

Começa dia 14 de junho, quinta-feira, até dia 16, sábado, o XIII Congresso Brasileiro de Ortopedia Pediátrica em Foz do Iguaçu. O evento é realizado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP). A Elsevier estará no evento com a apresentação do livro Ortopedia e Traumatologia.

Para acessar a obra completa, clique aqui

Elsevier tem presença confirmada no 17º Congresso Brasileiro de Cirurgia do Joelho

De 12 a 14 de abril acontece no Rio de Janeiro o 17º Congresso Brasileiro de Cirurgia do Joelho. A proposta do evento é fornecer ao profissional da área um material didático por intermédio de uma programação cientifica.

A Elsevier não poderia faltar nesse encontro. Estará presente com a divulgação do livro Ortopedia e Traumatologia. A obra foi elaborada por vários especialistas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Essa coletânea de conhecimentos trouxe diversidade de conteúdos, que vai desde ciência básica até inovações. O objetivo é único: ajudar na formação de novos especialistas, para manter um alto padrão de qualidade profissional.

Instigamos sua curiosidade sobre Ortopedia e Traumatologia, apresentando um trecho:

“Uma vez feito o diagnóstico, mesmo que presuntivo, de um tumor ósseo ou de partes moles, o próximo passo é o estadiamentodo paciente. O estadiamento é importante por vários motivos: classifica a lesão do paciente, permitindo uma melhor compreensão da doença; orienta a melhor forma de tratamento; fornece uma definição mais precisa do prognóstico; e, finalmente, facilita o entendimento e a comunicação entre os membros da equipe multidisciplinar”.

Lesões na coluna lombar em atletas

 

As lesões na coluna lombar decorrentes da prática de esportes podem ser causadas por eventos traumáticos agudos ou por microtraumas de repetição (também chamados de oversuse). Esportes de contato, como lutas marciais, rúgbi, futebol americano e futebol, tendem a causar mais lesões traumáticas agudas. Por outro lado, os esportes que exigem flexões repetitivas do tronco, extensões e rotações podem causar lesões por uso repetitivo; por exemplo, esportes de raquete, ginástica rítmica ou artística, entre outros.

Nos atletas, a região posterior das vértebras, onde um número significativo de lesões pode ocorrer. Essa região consiste num arco neural que inclui as facetas articulares, os processos espinhosos e a pars articularis. A ossificação da porção posterior das vértebras se faz de anterior para posterior. Durante sua formação pode ser incompleta na parte superior da pars articularis, da vértebra inferior, principalmente em L5, predispondo à ocorrência de fraturas por estresse desta região.

A presença de espinha bífida na junção lombossacral pode ser um fator de risco adicional para ocorrência da espondilólise. Além disso, a cartilagem de crescimento da faceta articular e da apófise do processo espinhoso do arco posterior sofrem tração da fáscia dorsolombar e o impacto pela lordose lombar.

Texto escrito com informações do livro “Ortopedia e Traumatologia”.

Os cuidados com a cirurgia ortopédica em crianças

 

A cirurgia ortopédica em crianças é um esforço muito gratificante e com grande potencial benéfico para elas. É também um campo difícil e desafiador e, se mal escolhida ou realizada, pode gerar danos duradouros. As crianças apresentam problemas complexos que frequentemente são únicos e não são encontrados em livros didáticos. O indivíduo está crescendo e a cirurgia deve melhorar e preservar o crescimento sempre que possível.

O médico cirurgião precisa sempre considerar cuidadosamente vários fatores antes de iniciar uma cirurgia, incluindo a sua própria experiência e competência técnica para realizar a operação necessária. O cirurgião deve estar aberto não só para segundas opiniões e consultar colegas e autoridades quando o melhor caminho para o paciente não está claro.

A imagem abaixo foi retirada do livro Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos, que ensina a técnica operatória para encurtamento femoral.

A, O encurtamento femoral é necessário para reduzir a pressão sobre a cabeça do fêmur reduzida, que é conhecida por causar necrose avascular do quadril. A quantidade de encurtamento pode ser estimada a partir de uma radiografia supina pré-operatória medindo-se a distância da parte inferior da cabeça do fêmur até o assoalho do acetábulo (a para b). A distância de b até c deve ser igual à distância de apara b. Com deslocamentos mais elevados, no entanto, isso pode superestimar o encurtamento necessário. A dissecção para a redução aberta, incluindo a limpeza do acetábulo, é realizada antes da transecção do fêmur. A tentativa de redução dá ao cirurgião uma percepção da rigidez dos músculos e de outras estruturas reduzidas, permitindo, assim, uma outra estimativa da quantidade de encurtamento necessário.Uma marca longitudinal é feita com a serra ao longo do aspecto anterior da diáfise femoral. Isto serve como uma marca de orientação para a rotação femoral. Pinos de Steinmann também podem ser colocados transversalmente através do fêmur acima e abaixo da osteotomia proposta.

B, O fêmur é seccionado logo abaixo do trocânter menor. O quadril é reduzido, e o eixo do fêmur distal é alinhado com o eixo proximal. A quantidade de sobreposição é observada, o que dá ao cirurgião a estimativa final da redução necessária; geralmente, esta é de 1 e 2 cm. Esta sobreposição é marcada no fragmento distal, e a diáfise femoral é seccionada de novo nesse nível. Uma placa de quatro orifícios é ligada ao fragmento proximal, e o eixo distal é mantido na placa com uma braçadeira de Verbrugge.

C, A redução é concluída e avaliada com relação à rotação femoral e à adequação do encurtamento. Como regra geral, o grau de descompressão do quadril é adequado se o cirurgião puder com uma força moderada afastar a reduzida cabeça femoral 3 ou 4 mm do acetábulo. Com as marcas de rotação alinhadas, a posição da extremidade inferior deve estar em moderada rotação interna. A derrotação é feita somente quando a posição de rotação interna é grave. Os parafusos restantes são colocados para fixar a placa ao fragmento distal. A ferida na coxa lateral é fechada da maneira habitual.

Estude com conteúdo elaborado por cirurgiões especialistas do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia

 

A data 19 de Setembro foi escolhida como Dia do Ortopedista por marcar a inauguração da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) em 1935.

Ortopedia e Bloqueio de Nervos Periféricos” aborda os principais aspectos anestésicos que envolvem os procedimentos ortopédicos e do trauma musculoesquelético.

O livro ainda traz as técnicas dos bloqueios de nervos periféricos dos membros superiores e inferiores, incluindo as questões correlatas que os envolvem, como bloqueios contínuos, lesões neurológicas e manejo dos anestésicos locais.

Para compor o livro, cirurgiões especialistas em diversas áreas de atuação cirúrgica do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia foram convidados a expor de forma sucinta, considerações cirúrgicas úteis para o anestesiologista.

Para mais informações sobre o livro Ortopedia e Bloqueio de Nervos Periféricos clique aqui.

Infecção periprotética é a causa mais comum de revisão da artroplastia total do joelho

A etiologia de um novo ou persistente quadro de dor ou um mau funcionamento após a artroplastia total do joelho (ATJ) frequentemente representa um dilema ao diagnóstico. A determinação da causa da dor do paciente tem início com a história clínica, exame físico e estudo radiográfico, mas geralmente são necessários mais exames diagnósticos. Embora haja muitas causas para dor ou falhas, deve-se levar bastante em consideração o quadro de infecção periprotética do joelho (IPJ). O tratamento de uma infecção profunda de prótese de joelho é fundamentalmente diferente do tratamento de outras causas de falha, assim o diagnóstico precoce e preciso de PJI é essencialmente crítico. A IPJ é a causa mais comum de revisão da ATJ nos Estados Unidos. O diagnóstico de IPJ costuma ser desafiador, porque os pacientes reclamam com frequência de uma vaga presença de dor ou disfunção do joelho sem os clássicos sinais ou sintomas de infecção, assim como febre, calafrios, suores, exudatos da ferida ou eritema em torno da incisão.

Leia mais sobre cirurgia de joelho em: Técnicas de Revisão de Artroplastia do Joelho

Por muitas vezes o uso de testes sorológicos e procedimentos como a aspiração articular são necessários, a fim de confirmar ou descartar IPJ pós-ATJ. Em geral, metodologicamente, a análise do soro inclui a medição da taxa de sedimentação de eritrócitos (VHS) e o nível de proteína C-reativa (PCR) e, se os resultados forem anormais, está indicada a aspiração da articulação do joelho. O fluido obtido a partir da aspiração é, em seguida, avaliado por vários testes, incluindo a contagem diferencial de glóbulos brancos (WBC), a fim de determinar a porcentagem de células polimorfonucleares (%PMNs) na amostra.

A IPJ é uma das complicações pós-operatórias mais devastadoras relacionadas a esse procedimento com altos níveis de sucesso. Um diagnóstico preciso, em tempo hábil, é fundamental para iniciar o algoritmo de tratamento correto e ideal para esses pacientes. Embora não exista um teste perfeito para diagnosticar IPJ, os testes sorológicos (VHS e PCR) devem ser utilizados para pesquisar pacientes que possam apresentar essa potencial complicação. Em concordância com as recentes orientações práticas liberadas pela Academia

Americana de Cirurgiões Ortopédicos, se um ou ambos os testes são suspeitos de infecção, é recomendado testar a amostra do fluido sinovial. Esta deve ser realizada com a utilização de técnica estéril para evitar infecção. O líquido sinovial deve ser enviado para culturas microbiológicas, contagem de glóbulos brancos com diferencial e análise de cristal. Temos utilizado esses testes não só para o diagnóstico de infecção crônica, mas também para o diagnóstico precoce no período pós-operatório imediato, embora em diferentes limites de cortes e valores padrões. Esses testes também parecem ser úteis para o diagnóstico de IPJ em pacientes com história de artropatia inflamatória e após prótese unicompartimental (UKA).

Conteúdo extraído do livro: Técnicas de Revisão de Artroplastia do Joelho, Elsevier