As indicações de acesso vascular em bebês e crianças

 

O dispositivo mais frequentemente utilizado para o acesso venoso em crianças é uma cânula intravenosa periférica (IVP). Embora o acesso venoso em adultos seja obtido, muitas vezes, com dificuldade mínima, a colocação de um cateter intravenoso em crianças pode ser bastante traumática para a criança, para os pais e para os profissionais de saúde envolvidos.

As circunstâncias particulares de cada criança exigem soluções específicas para o acesso vascular, isto é, a escolha do dispositivo e o local escolhido para o seu posicionamento. Os médicos devem estar cientes das limitações e potenciais efeitos adversos dos vários dispositivos de acesso vascular (DAVs) que estão disponíveis.

A tabela retirada do livro Cirurgia Pediátrica 6ª edição mostra as indicações de acesso vascular em bebês e crianças:

CVC, cateter venoso central; IO, via intraóssea; CCIP, cateter venoso central introduzido perifericamente; IVP, cateter intravenoso periférico.

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Chegando ao mundo em boas mãos

Hoje comemora-se o dia dos profissionais que têm a vida, literalmente em suas mãos. Parabéns obstetras por essa data!

‘’O trabalho de parto, que também é chamado de parturição, é o processo pelo qual as contrações uterinas suficientemente frequentes e fortes provocam o afinamento (ou seja, apagamento/obliteração) e dilatação da cérvix, tornando possível, assim, a passagem do feto a partir do útero através do canal do nascimento.’’ (Chestnut Anestesia Obstétrica: Princípios e Prática, Elsevier)

É nesse momento delicado e cheio de inseguranças para os pais, que o médico obstetra se faz mais importante. Esses profissionais não são responsáveis somente por trazer crianças ao mundo, cabe a eles também a função de aconselhadores – tanto no processo pré-natal quanto no pós-parto. Por isso, é fundamental para o aconselhamento que a comunicação e os termos utilizados sejam prontamente entendidos pela maioria dos pacientes.

‘’Realizar uma análise profunda no histórico dos pacientes é indispensável para prevenir problemas futuros e antecipar soluções caso eles sejam inevitáveis. ‘’Obstetras/ginecologistas devem fazer um histórico pessoal e familiar para determinar se a mulher, seu parceiro ou um parente tem doença hereditária, defeito de nascença, retardo mental ou distúrbio psiquiátrico que aumente seu risco de ter uma prole afetada. Para resolver essa questão, alguns obstetras acham útil a utilização de um questionário ou uma lista de verificações para obter informações genéticas.’’ (Obstetrícia: Gravidez Normal e Patológica)

‘’Embora existam situações nas quais esteja indicado o encaminhamento para um geneticista clínico ou um conselheiro genético, para o obstetra é impraticável encaminhar todos os pacientes com questionamentos genéticos. Os obstetras devem ser capazes de aconselhar os pacientes antes de realizarem testes de rastreamento para aneuploidias e defeitos tubo neural, rastreamento de portadores e procedimentos diagnósticos como amniocestese. Portanto, são descritos os princípios relevantes do aconselhamento genético.’’ (Obstetrícia: Gravidez Normal e Patológica)

O obstetra tem importante papel na orientação e no suporte de paciente durante o pré-natal em relação ao aleitamento materno no último trimestre. Na consulta de 36 semanas, o obstetra reavalia a escolha e o conhecimento da mãe em relação à amamentação. Conceitos simples da fisiologia da amamentação são reforçados: início da amamentação, frequência das mamadas (> 10 por dia), reforço do meio ambiente, e sem suplementação, a menos que dirigida por pediatra. O obstetra reforça o manejo do aleitamento materno e garante o aumento das mamas reflete a prontidão hormonal para a amamentação. A paciente é orientada das políticas e atitudes do hospital que interferem com o sucesso da amamentação. A consulta de 36 semanas é um bom momento para abordar a adequação de medicamentos e amamentação.’’ (Obstetrícia: Gravidez Normal e Patológica)

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