O que é Lúpus Eritematoso Discoide?

 

O lúpus eritematoso (LE) é uma condição clínica multissistêmica que abrange um espectro, desde uma erupção cutânea limitada até uma grave, por vezes fatal, doença sistêmica. Antes do reconhecimento de Hargraves da célula LE, ela era diagnosticada por uma constelação de achados clínicos. Finalmente, o American College of Rheumatology (ACR) desenvolveu um conjunto de critérios que podem ser utilizados para a classificação do lúpus eritematoso sistêmico (LES).

Nas décadas de 1940 e 1950, os dermatologistas acreditavam que a maioria dos seus pacientes com lesões crônicas, cicatriciais de lúpus eritematoso discoide (LED), tinha poucos, se algum, achados sistêmicos, enquanto aqueles com eritema malar e/ou fotossensibilidade apresentavam doença sistêmica.

Lúpus Eritematoso Discoide

Lesões de LED são caracterizadas por eritema, telangiectasias, escamas aderentes, as quais variam de finas a espessas, tampões foliculares, despigmentação, atrofia e cicatriz. As lesões são frequentemente bem demarcadas e podem ser arredondadas, logo surgindo o termo discoide (semelhante a um disco). Os diagnósticos diferenciais mais comuns incluem doenças papuloescamosas como psoríase, líquen plano, sífilis secundária, infecção fúngica superficial e sarcoidose.

Veja exemplos retirados do livro “Sinais Dermatológicos das Doenças Sistêmicas”:

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Os perigos da exposição solar

 

Faltando pouco menos de um mês para a chegada do verão, a tentativa de conseguir o bronzeado perfeito pode ter um resultado preocupante. Nos últimos dez anos, as mortes por câncer de pele saltaram 55% no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Devido ao aumento constante de casos, o tema tem chamado atenção tanto das diversas especialidades médicas como da população em geral, especialmente pela diversidade de tratamentos disponíveis, o que gera um impacto positivo na qualidade de vida e de sobrevida dos pacientes.

A exposição à radiação ultravioleta (RUV) gera benefícios físicos e psicológicos, principalmente em relação à produção de vitamina D e à prevenção de doenças, como osteoporose e raquitismo, além de auxiliar no tratamento de doenças, como psoríase, vitiligo e dermatite atópica. Por outro lado, a exposição excessiva a esse tipo de radiação é responsável por causar muitas doenças, tanto na pele como queimaduras solares, envelhecimento precoce e cânceres de pele do tipo melanoma e não melanoma (CPNM), quanto nos olhos, com o desencadeamento de catarata e pterígio.

Texto escrito com informações do livro Oncologia Cutânea.

 

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Procedimentos e cirurgias na Dermatologia

Conheça duas sugestões de leitura da Elsevier sobre o tema e se atualize!

Em 5 de fevereiro é comemorado o Dia do Dermatologista, médico responsável pelos cuidados dos pelos, cabelos, unhas e pelo diagnóstico de doenças de pele. Para celebrar essa data, conheça dois destaques do portfólio da Elsevier na área.

O livro Dermatologia traz, em sua terceira edição, uma forte ênfase na aprendizagem visual. Esse compromisso reflete-se no uso de diagramas esquemáticos para transmitir os princípios da biologia da pele, bem como da cirurgia cutânea, e na inclusão de algoritmos, que fornecem uma lógica como abordagem prática para problemas clínicos encontrados com frequência.

Além disso, a obra relata que um considerável número de medicações tem sido declarado como indutores de queda de cabelo. As medicações afetam os folículos da estrutura dérmica através de dois mecanismos principais: eflúvio anágeno e eflúvio telógeno.

Cirurgia da Pele Procedimentos em Dermatologia, também na terceira edição, aborda como os procedimentos dermatológicos têm evoluído ao longo dos últimos cinco anos. Novos capítulos foram adicionados para apresentar tratamentos de operação dermatológica totalmente desenvolvidos para vitiligo, hidradenite supurativa e rejuvenescimento da genitália externa feminina.

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Doença crônica, a dermatite atópica também atinge cães e gatos

Médicos veterinários que costumam tratar apenas de cães e gatos relatam que a grande maioria dos problemas que levam os bichinhos ao consultório tem a ver com a pele dos animais. Há várias condições que causam problemas de pele em cães e gatos, mas o mais comum é, de longe, a alergia. Algumas dermatites são mais comuns em determinadas épocas do ano, o que não excluem que elas apareçam em outros períodos. Por isso, é sempre bom estar de olho e ocasionalmente fazer uma inspeção na pele, nas patas, nos olhos e nas orelhas do seu bichinho, para se certificar de que está tudo bem.

Entre as dermatites, essa é a mais difícil de se tratar, pois é quase impossível isolar o animal do ambiente causador.

¹DERMATITE ATÓPICA CANINA

A dermatite atópica canina é uma doença dermatológica muito comum, particularmente crônica associada a prurido e lesões inflamatórias pouco específicas cujas localizações devem ser levadas em conta.

Admite-se a concepção clássica de que existe uma predisposição genética complexa ao desenvolvimento de uma sensibilização a alérgenos do ambiente, aos quais os outros indivíduos são indiferentes. Os alérgenos responsáveis (ácaros da poeira, escamas e, mais raramente, o pólen) penetram no organismo por via inalatória, transcutânea ou digestiva; o resultado é a produção massiva de imunoglobulinas diversas (IgE, IgG específicos) que se fixam nos mastócitos da pele. Um contato posterior com os mesmos alérgenos provoca a degranulação massiva destes mastócitos e a liberação de diversas substâncias pró-inflamatórias.

Todavia, a noção de dermatite atópica evoluiu consideravelmente no decorrer dos últimos anos e atualmente leva em consideração vários outros fatores, entre os quais a identificação e o controle que aprimoram consideravelmente a gestão dessa entidade, embora ela se mantenha um desafio. Convém mais particularmente citar os seguintes fatores:

– morfológicos (alterações da composição do filme hidrolipídico de superfície);

– infecciosos (principalmente superinfecções por bactérias e leveduras);

– parasitários (provável exacerbação das reações imunológicas contra ”superalérgenos” salivares da pulga);

– alimentares, com importância variável das intolerâncias alimentares e dos alérgenos alimentares (trofalérgenos);

– psíquicos, como comprova a grande variabilidade racial e individual observada na expressão do prurido e nos fenômenos de ritualização.

DERMATITE ATÓPICA FELINA

Esta entidade requer maiores esclarecimentos, em particular no que diz respeito à predisposição genética, uma vez que geralmente é difícil encontrar uma predisposição familiar, ao contrário da predisposição simplesmente racial, em evidência. Por muito tempo, a dermatite atópica felina foi qualificada como todas as dermatites pruriginosas  associadas a testes alergológicos positivos para aeroalérgenos. A tendência atual é considerar que uma parte considerável das intolerância/alergias alimentares deriva da atopia.

Os aeroalérgenos normalmente responsáveis são os ácaros de poeira doméstica e, particularmente, Dermatophagoides sp.

Observa-se que existe uma reação cruzada entre os ácaros de poeira e os ácaros, em particular Octodectes cynotis.

 

¹Trecho retirado integralmente do livro Manual Elsevier de Medicina Veterinária, Elsevier

Imagem: Reprodução

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