Aulton – Propriedades coligativas e pressão osmótica

Quando um soluto não volátil é diluído em um solvente, certas propriedades da solução resultante são basicamente independentes da natureza do soluto e são determinadas pela concentração de partículas do soluto. Essas propriedades são chamadas de propriedades coligativas.

No caso de um soluto não eletrolítico, as partículas de soluto serão moléculas, mas, se o soluto é um eletrólito, seu grau de dissociação determinará se as partículas serão apenas íons ou se uma mistura de íons e moléculas não dissociadas. A propriedade coligativa mais importante no aspecto farmacêutico é a pressão osmótica. Entretanto, como todas as propriedades coligativas estão relacionadas umas com as outras em virtude da sua dependência comum da concentração de moléculas do soluto, outras propriedades coligativas (como redução da pressão de vapor do solvente, elevação do seu ponto de ebulição e redução do seu ponto de fusão) são de interesse farmacêutico. As observações dessas outras propriedades oferecem alternativas às medidas da pressão osmótica como método para comparar as propriedades coligativas de diferentes soluções

PRESSÃO OSMÓTICA

A pressão osmótica de uma solução é a pressão externa que deve ser aplicada a uma solução para evitar que ela seja diluída pela entrada de solvente por um processo conhecido como osmose. Esse consiste na difusão espontânea de solvente de uma solução de baixa concentração de soluto (ou solvente puro) para uma mais concentrada por meio de uma membrana semipermeável. Esse tipo de membrana separa as duas soluções e é permeável apenas a moléculas do solvente (ou seja, não às do soluto). Embora o processo ocorra espontaneamente sob temperatura e pressão constantes, as leis da termodinâmica indicam que ele será acompanhado por redução na energia livre (G) do sistema. Essa energia livre pode ser encarada como a energia disponível para a realização de trabalho útil. Quando se consegue uma posição de equilíbrio, não resta diferença entre as energias dos estados que estão em equilíbrio. A taxa de aumento na energia livre de uma solução causada por um aumento no número de mols de um componente é determinada pela energia livre molar parcial ( G ) ou pelo potencial químico (μ) daquele componente. Por exemplo, o potencial de solvente em uma solução binária é dado pela Equação 3.24. Os subscritos fora do parêntese do lado esquerdo indicam que a temperatura, a pressão e a quantidade de componente 1 (o soluto, neste caso) permanecem constantes:

aulton

¹Trecho retirado integralmente do livro Aulton – Delineamento de formas farmacêuticas 4ED, Elsevier

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