Data ressalta importância do cuidado com a saúde dos animais

No dia 14 de março comemoraremos o Dia Nacional do Animal. A data,  que é um marco, serve para informar aos cuidadores sobre as necessidades e direitos dos animais irracionais. Ela foi criada também para conscientizar sobre a importância no cuidado com a vida dos bichos e legislar em função do amparo e proteção deles.

Cuidar bem de um animal não é somente não maltratá-lo, por se tratar de seres vivos as doenças que os acometem poder ser bastante parecidas com as nossas. Mesmo que o animal não apresente nenhum indício de enfermidade, o ideal é que os donos o levem periodicamente ao veterinário para que seja realizado um check-up de rotina. Alterações no temperamento, falta de apetite, o até mesmo outras mudanças mais sutis,  podem representar problemas sérios.  

Os animais, assim como nós, sofrem ao desenvolver algum tipo de doença e, embora eles não se comuniquem como os seres humanos, precisam dos mesmos cuidados. Você pode achar que depressão é uma doença exclusiva da nossa espécie, mas, acredite, animais também podem desenvolver esse mal e até morrerem se não forem tratados corretamente.  A depressão é um conjunto de problemas  ¹” de humor caracterizados por perturbações do sono, inibição psicomotora e estado retraído, bem como ausência de adaptação às variações do ambiente. O estado depressivo pode ser agudo ou crônico”.

No estado depressivo agudo nota-se no animal a ²”perda de interesse por seu ambiente, hipersônia, inibição do comportamento exploratório, hiporexia (senão anorexia) e, às vezes, enurese e encoprese. As causas são: agressão violente (acidente de circulação), perda de referência socioafetiva (abandono, morte do dono ou de um outro animal) e filhotes rejeitados precocemente por suas mães”. Já na depressão crônica ¹”notam-se distúrbios do sono com despertar brusco, micções e defecações no local de dormir (enurese e encoprese), disorexia e perda das interações sociais”. O tratamento para o primeiro caso é feito a base de medicamentos, associados a uma terapia de estruturação por jogos (o esporte agility também é recomendado para cães adultos), no segundo as funções endócrinas devem ser verificadas. Em alguns casos é necessário a introdução de psicotrópicos no tratamento.

ORIGEM DO DIA NACIONAL DOS ANIMAIS

O Dia Nacional dos Animais foi instituído a partir da apresentação do Estatuto dos Animais, no Congresso Nacional, através de propositura do deputado Eliseu Padilha, consolidando os direitos dos irracionais e os deveres que para com eles devem ter os humanos.

Trata-se de um dia para ser lembrado e incentivado em sua comemoração, já que se presta a repensar as atitudes que nós, humanos, temos para com o meio ambiente e a preservação dos biomas necessários à manutenção da vida animal e aos cuidados que precisamos ter com os animais mais próximos, os domésticos, que nos acompanham e nos trazem alegria, paz, carinho e amor. (fonte: calendariobr)

¹²Trechos retirados do livro Manual Elsevier de Medicina veterinária, Elsevier

08 de março: a conquista pela saúde e vida da mulher

O dia internacional da mulher é uma celebração dedicada as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, comemorada todos os anos em 8 de março. Teve origem na Rússia, na Primeira Guerra Mundial, através de manifestações realizadas por mulheres que reivindicavam melhores condições de vida e trabalho.

Somente após a instituição os direitos das mulheres por lei (apenas a partir do século XVIII a reivindicação desses direitos começou a ser discutida), questões como a saúde da mulher, o processo gestacional e suas necessidades, ganharam mais atenção e novos estudos foram criados e aprimorados para que os cuidados fossem efetivos e humanizados.

”Os cuidados com a saúde da mulher englobam os cuidados com a saúde reprodutiva e as necessidades físicas, psicológicas e sociais das mulheres ao longo de sua vida. Cada mulher, com sua individualidade, possui necessidades que devem ser identificadas e atendidas”. (Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, 10 Ed., Elsevier)

Com pesquisas desenvolvidas a partir de suas necessidades, hoje o número de mortalidade de mulheres é bem menor do que em relação ao século XIX e XX. As gestantes têm a lei a seu favor, zelando pela garantia de emprego, direito à privacidade, mudança de função ou de setor de acordo com o seu estado de saúde. Exames importantes para à prevenção da saúde da mulher são realizados periodicamente, como: o papanicolau, exame pélvico, mamografia, entre outros.  

O câncer de mama, por exemplo, é uma das doenças com maior incidência na população feminina brasileira e mundial. Apesar do alto número de mulheres acometidas por essa enfermidade, no Brasil, políticas públicas já vem sendo desenvolvidas nesta área desde meados da década de 80.

Atualmente, ”nos cuidados da saúde da mulher, o objetivo é a promoção do seu bem estar, pelo conhecimento do próprio corpo e de seu funcionamento normal ao longo da vida, desenvolvendo uma consciência das condições que requerem intervenção profissional. A unidade de cuidados de saúde da mulher enfatiza os aspectos relacionados ao seu bem estar, incluindo informações sobre problemas ginecológicos comuns, assim como as formas de prevenção do câncer de mama e ginecológico”. (Saúde da Mulher e Enfermagem Obstétrica, 10 Ed., Elsevier)

UM POUCO MAIS SOBRE A DATA

Após a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Revolução Industrial, devido às baixas no exército e a grande necessidade de mão de obra, as indústrias incorporaram mulheres em seu quadro de funcionários, porém, as condições insalubres de trabalho e cargas horárias elevadíssimas, fizeram com que os protestos se tornassem frequentes.

Por muito tempo o dia internacional da mulher ficou esquecido, sendo recuperado somente nos anos 60 como movimento feminista. Atualmente, a data tem um caráter mais festivo e comercial, sendo adotada pelas Nações Unidas e, consequentemente, por diversos países.

Aumento da obesidade infantil assusta especialistas

A quantidade de jovens a cima do peso vem  crescendo alarmantemente em todo mundo, principalmente em crianças de faixa etária abaixo de 5 anos. Nos últimos 15 anos o excesso de peso em crianças até essa idade, aumentou em 10 milhões. A taxa que era  48% em 1990, passou para os atuais 6,1% em 2016. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o quadro vem se agravando tão rapidamente que já é considerado um pesadelo explosivo nos países em desenvolvimento.

Mesmo assim, o fenômeno ainda não é abordado com a seriedade que merece, sendo, muitas vezes, tratado como uma consequência do estilo de vida das famílias e não um problema de saúde pública. Especialistas ressaltam a importância que o governo e órgãos de saúde têm para discutir esse tema, e alertam que a epidemia de obesidade poderá reverter muitos dos benefícios para a saúde que contribuíram para o aumento da longevidade observada no mundo.

ALGUNS EFEITOS DA OBESIDADE

Sobrepeso e obesidade também constituem fatores de risco para o aparecimento de diabete melito tipo 2, neoplasias diversas, doenças musculoesqueléticas, litíase biliar, hiperuricemia, apneia do sono, infertilidade e depressão. Segundo uma análise epidemiológica efetuada pela OMS, IMC maior ou igual a 21 kg/m2 são responsáveis por 58% dos casos de diabete melito tipo 2, 21% dos casos de insuficiência coronariana e por 8 a 42% dos casos de câncer no mundo. Dentre o total de casos de diabete melito no planeta, 85% são do tipo 2 e 90% desses pacientes apresentam excesso de peso.

Em países desenvolvidos, estima-se que o custo direto do tratamento do excesso de peso alcance 7% dos gastos com o setor saúde. Somente nos Estados Unidos da América (EUA), o custo anual com o tratamento de obesidade e suas complicações ultrapassa os 100 bilhões de dólares. Ainda nos EUA, o índice de mortalidade cardiovascular aumentou em torno de duas vezes em indivíduos obesos, sendo as complicações relacionadas ao excesso de peso consideradas a segunda causa evitável de morte, logo após o tabagismo. Chama a atenção o aparecimento de diabete melito tipo 2 infantojuvenil associado à obesidade, uma doença que no passado recente era raríssima nesta faixa etária. Existe o risco de que a expectativa de vida dos norte-americanos em gerações futuras seja menor do que a atual em decorrência das complicações da obesidade. (Trecho retirado do livro Hipertensão, 2º Edição, publicado pela Elsevier)

A CULPA NÃO É DAS CRIANÇAS

Segundo a OMS, um dos maiores contribuintes para que as crianças comam cada vez pior e para a atual epidemia de obesidade infantil têm sido o marketing e a publicidade, que impactam significativamente, não somente na escolha de um produto como também na preferência da marca deste produto pelas crianças. Estudos realizados com meninos  e meninas com menos  de 5 anos e pessoas de outras faixas etárias, concluíram que quanto mais jovem, maior a influência exercida pela exposição a anúncios de televisão e internet.

A relação do sono com a saúde humana

Passamos quase que um terço de nossas vidas dormindo. O sono é essencial não apenas para nos mantermos acordados no dia seguinte, mas, para nos mantermos saudáveis, melhorar a qualidade de vida e até mesmo aumentar a longevidade. Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. Até 1950, no entanto, sua importância não era ressaltada de forma científica, se fizéssemos uma pesquisa sobre a história do sono, nesta época, constataríamos que ele era mais frequente no mundo da arte do que no mundo da ciência.

Atualmente muita coisa mudou, o sono é estudado nas universidades de medicina e a obstrução dele (seja por fatores internos ou externos) é vista como algo impactante na saúde do indivíduo. Dormir deixou de ser algo exclusivamente inspirador para o imaginário artístico e sua importância passou a ser analisada como uma necessidade fisiológica real. A ausência de sono pode causar sérias doenças e por outro lado algumas doenças podem afetar drasticamente a maneira do indivíduo dormir, como por exemplo, pessoas que sofreram um Acidente Vascular Cerebral – AVC.

EFEITO DO AVC SOBRE O SONO

¹‘’Os doentes com AVC podem apresentar distúrbios na arquitetura do sono e os ciclos de sono e vigília, com um impacto negativo na qualidade de vida. Alterações do sono incluem a redução do tempo total do sono e a eficiência do sono, reduções no estágio 2 e sono de ondas lentas e aumento da latência do sono. O aumento da gravidade do AVC é geralmente associado a reduções na fase 1 e o sono REM. Os distúrbios do movimento, como a síndrome das pernas inquietas e, possivelmente, distúrbio comportamental do sono REM também podem estar associados a antecedente do AVC. Finalmente, o AVC exibe ritmicidade circadiana, com um aumento da incidência entre 6h e meio-dia, talvez como um produto do padrão circadiano da pressão arterial. Ambos, insônia e hipersonia são altamente prevalentes após AVC. Em aproximadamente 300 pacientes com AVC, 38% preencheram os critérios para a insônia como definido pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders IV. Vale ressaltar que a maioria destes pacientes recordou sua insônia como presente antes de seu AVC e outras séries têm sugerido que a própria insônia pode ser um fator de risco para o AVC. A presença da insônia após o AVC também pode ser afetada pelo uso concomitante de medicação psicotrópica, ansiedade, demência e do grau de invalidez resultante. A hipersonia está presente em 20% a 40% dos pacientes e é muitas vezes mais pronunciada na fase aguda após um evento.

Consequências diretas do AVC incluem mobilidade reduzida, estresse, dor e hipoxemia, que pode comprometer o sono. Um estudo descobriu que, depois de um AVC, os pacientes passaram a maior parte do sono em decúbito dorsal, e escores mais altos do National Institutes of Health Stroke Scale foram diretamente associados à proporção do tempo de sono em posição supina. Esta constatação implica que os pacientes mais gravemente deficientes podem ter um risco especialmente alto de elevações no índice de apneia-hipopneia (IAH), no período pós-AVC precoce.’’


¹Trecho retirado do livro Atlas Clínico de Medicina do Sono (Capítulo 14.2, página 328, Elsevier)

Combinação de estratégias biomecânicas e estéticas são sucesso em tratamentos ortodônticos

A base da terapia ortodôntica está fundamentada na aplicação clínica dos conceitos biomecânicos, e a compreensão destes conceitos é imperativa para obtenção de resultados terapêuticos bem-sucedidos. Para proporcionar um sorriso perfeito aos seus pacientes em um período menor de tempo, os dentistas têm recorrido a junção de duas técnicas ortodônticas: estética e biomecânica. Um dos principais objetivos deles ao realizarem essa união é mostrar como os objetivos estéticos da terapia ortodôntica podem ser obtidos satisfatoriamente com aplicações ortodônticas baseadas em biomecânica. Várias são as técnicas utilizadas para a execução das estratégias biomecânicas e estéticas ortodônticas, dentre elas está a cirurgia de benefício antecipado (CBA). Cada procedimento é escolhido de acordo com as necessidades do paciente.  

CIRURGIA DE BENEFÍCIO ANTECIPADO DE SENDAI

Nos últimos anos, há uma tendência para a implementação de planos de tratamento que obtenham uma rápida mudança facial. No plano de tratamento da cirurgia de benefício antecipado (CBA), a fase do tratamento ortodôntico pré-cirúrgico é completamente eliminada, os maxilares são cirurgicamente reposicionados para as localizações desejadas, e então vem a fase do movimento dentário ortodôntico. É importante ter cuidado ao optar pelo tratamento da CBA. Até mesmo para um ortodontista/cirurgião altamente experiente não será fácil identificar a relação oclusal que acompanhará um resultado ideal facial e funcional. Isso explica porque muitos ortodontistas preferem conduzir o preparo ortodôntico antes da cirurgia. Acredita-se que ter uma oclusão pós-operatória estável é importante para manter a estabilidade óssea.

O advento dos dispositivos de ancoragem temporária (DATs), incluindo a ancoragem esquelética, foi um avanço na realização do movimento dentário além da ortodontia tradicional. O sistema de ancoragem esquelética (SAE), o qual usa miniplacas de titânio para controlar o movimento dentário em pacientes em término de crescimento, mostrou que é possível conseguir um movimento tridimensional previsível dos dentes e de toda dentição com poucas extrações de pré-molares.

A contemplação do tratamento da CBA com o SAE começou nos anos 2003 em Tohoku, Universidade de Sendai, Japão. A característica diferencial dessa abordagem é um método ortodôntico orientado referido como CBA Sendai. A cirurgia visa primeiramente corrigir a deformidade esquelética e então as miniplacas do SAE, que são colocadas no momento da cirurgia ortognática, manejam os problemas dentoalveolares e estabelecem a oclusão funcional e estética pós-cirurgicamente. O conceito fundamental da CBA Sendai é manter as qualidades dos resultados observados com a ortodontia cirúrgica convencional, tornando precisa a previsão dos resultados finais de ambas as correções ortodôntica  e cirúrgica antes do tratamento.


*Trecho retirado do livro Estratégias Biomecânicas e estéticas em Ortodontia 2ED (Elsevier)

Parkinson: como se manifesta?

Cada vez mais, um número maior de pessoas vem sendo atingidas pelo Parkinson. Estima-se que há cerca de 100 a 150 doentes por 100.000 habitantes. No Brasil existem poucas estatísticas, mas um estudo epidemiológico realizado na cidade de Bambuí em Minas Gerais encontrou uma prevalência de 3,3% em pessoas com idade acima de 65 anos.

Muitos pesquisadores têm trabalhado na busca por soluções para essa enfermidade, mas ainda há muito o que descobrir quanto à cura e tratamentos para os pacientes. De acordo com Egberto Reis Barbosa e Henrique Ballalai Ferraz, autores do capítulo 37 do Tratado de Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia, lançado pela editora Elsevier e organizado por Joaquim Pereira Brasil Neto e Oswaldo M. Takayanagui, “as manifestações motoras da doença de Parkinson estão relacionadas com a perda progressiva de neurônios da parte compacta da substância negra. A degeneração nesses neurônios é irreversível e resulta na diminuição da produção de dopamina, acarretando alterações funcionais no circuito dos núcleos da base”.

A doença pode se manifestar em qualquer pessoa, independentemente de sexo, raça, cor ou classe social. O Parkinson tende a afetar pessoas mais idosas. A grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade. Mas pode também acontecer nas idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros. Segundo o Dr. Joaquim Pereira Brasil Neto, “uma nova modalidade de tratamento de sintomas relacionados à doença de Parkinson é a neuromodulação terapêutica por estimulação magnética transcraniana (TMS) , estimulação transcraniana por corrente direta (tDCS), ou ambas em combinação.

Há evidências de que essas técnicas podem melhorar a motricidade (Doruk et al., 2014) e as alterações cognitivas (Elder et al., 2014). Enquanto sessões de TMS só podem ser feitas na clínica ou no hospital, o equipamento de tDCS é portátil e potencialmente usado para aplicações no próprio domicílio do paciente. Essa abordagem não-farmacológica poderá ser especialmente útil em pacientes que já fazem uso de múltiplas medicações”, afirma o médico da Academia Brasileira de Neurologia.

O nome da doença é uma homenagem ao médico inglês James Parkinson que, em 1817, fez as primeiras observações sobre essa doença neurológica, que afeta, principalmente, os movimentos da pessoa. São comuns os casos de tremores, rigidez muscular, desequilíbrio além de alterações na fala e na escrita. Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano. Também não há evidências de que seja hereditária.