O que é e como ocorre o Tromboembolismo Venoso?

O tromboembolismo venoso (TEV) é a causa mais comum de morte evitável em pacientes hospitalizados, com uma estimativa de 25.000 pacientes morrendo de TEV evitável, intra-hospitalar no Reino Unido a cada ano. As duas manifestações mais comuns do TEV são trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), ambas as quais estão associadas à morbidade significativa (síndrome pós-trombótica e hipertensão pulmonar tromboembólica, respectivamente). Como a cirurgia está associada a um risco elevado de TEV pós-operatório, as estratégias de tromboprofilaxia baseadas em evidências devem ser empregadas para reduzir este risco e aqueles pacientes com sintomas e/ou sinais sugestivos de TEV devem ser cuidadosamente investigados e conduzidos adequadamente.

EPIDEMIOLOGIA DO TEV

A incidência de um primeiro episódio de TEV é estimado em 1-2 por 100 pessoas-ano em caucasianos brancos, com uma incidência menor em hispânicos e asiáticos. O risco de TEV aumenta progressivamente com a idade, com uma incidência de >5/1.000 pessoas-ano naqueles com mais de 80 anos de idade. A incidência de TEV é aproximadamente igual em homens e mulheres; no entanto, ele é mais frequente em mulheres de idade fértil, provavelmente devido ao uso de terapias hormonais (a pílula contraceptiva oral combinada e a terapia de reposição hormonal) e à gravidez, considerando que após os 45 anos de idade as taxas de incidência são geralmente mais elevadas nos homens. Os estudos clínicos, excluindo os dados de autópsia, têm mostrado consistentemente que a incidência de TVP é aproximadamente duas vezes a de EP. Estima-se que existem mais de 130.000 casos de TEV no Reino Unido a cada ano, a um custo (direto ou indireto) de cerca de $ 640 milhões por ano.

A TVP e EP são o resultado do mesmo processo de doença, o TEV; dos pacientes que apresentam sintomas de EP, até 80% terão TVP assintomática e naqueles que apresentam TVP sintomática, 50-80% podem ser mostrados através de imagem como tendo EP.

Aproximadamente metade dos episódios de TEV é idiopática na natureza (definido como não tendo nenhuma cirurgia, trauma, câncer, gestação ou imobilização recente), o restante apresentando após um evento precipitador óbvio. Dos pacientes diagnosticados com TEV, a maioria (73,7%) apresenta-se como pacientes ambulatoriais e, destes, uma proporção significativa foi submetida a cirurgia (23,1%) ou foi hospitalizada (36,8%) nos últimos três meses. O pico de incidência de TEV após cirurgia é aos 21 dias de pós-operatório, com o risco remanescente significativamente aumentado durante 3 meses após a cirurgia.

*Informações extraídas do livro: Tópicos Essenciais em Cirurgia Geral e de Emergência 5ED, Elsevier

*Vídeo: Guyton & Hall, Tratado de Fisiologia Médica, 12ed – Apresenta esquematicamente a fisiopatologia da tromboembolia pulmonar.

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