O Cuidado com os pets no verão

Durante o verão sabemos que algumas doenças se tornam mais comuns e precisamos de atenção a aspectos específicos do cuidado com a saúde para manter tudo em ordem. Assim é para os seres humanos e para os animais não poderia ser diferente. Com as mudanças de temperatura, viagens de férias e mudanças de ambiente algumas doenças podem se manifestar nos nossos bichinhos.

As doenças dermatológicas desta época costumam dar sinais através de irritações na pele, coceira e mudanças na coloração do pelo do animal. Estar atento a estes fatores também pode evitar que os casos se tornem mais graves. Os profissionais da área de saúde animal podem atualizar seus conhecimentos em doenças dermatológicas através do livro “Dermatologia de Pequenos Animais” da editora Elsevier. Ele contém as principais patologias dermatológicas que podem afetar os animais, com diagnósticos, imagens, sintomas e exames.

Independente da época do ano, é importante lembrar que o melhor caminho para evitar essas complicações é a visita preventiva ao veterinário para que o animal seja avaliado e o dono possa discutir os riscos de acordo com o local de viagem, características específicas do animal, entre outros fatores.

SAÚDE ÚNICA – Medicina animal cada vez mais ligada à humana

Como podemos observar, a saúde humana, animal e ambiental de fato não podem dissociar-se, pois uma interfere diretamente na outra. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), tem no seu Plano de Ação Global o conceito cada vez mais consolidado de Saúde Única, que considera indissociáveis a saúde humana da saúde animal e da saúde ambiental.  Doenças como H5N1, H1N1, SARS (síndrome respiratória aguda grave), e os vírus Ebola e Zyka, têm demonstrado que 75% dos patógenos emergentes são de origem zoonótica (doenças transmitidas ao homem através de animais), o que comprava que para sanar algumas das doenças humanas, as animais devem ser erradicadas primeiro.

Assim como as doenças humanas, as doenças animais precisam ser estudadas a fundo e os métodos para estudá-las, aprimorados e inovados cada vez mais. Os veterinários são os profissionais responsáveis por medicar, curar e prevenir as doenças dos animais. ‘’O veterinário deve prescrever prioritariamente um medicamento veterinário de uso autorizado para o animal da espécie considerada e para a indicação terapêutica referente ou alimento medicamentoso produzido a partir de prévia mistura autorizada de medicamentos que contemple às mesmas condições.’’ (Manual Elsevier de Medicina Veterinária, Elsevier)

Os mais de 110 mil médicos veterinários em atuação no Brasil, estão em áreas como a consultoria ambiental, a saúde pública, a análise de alimentos, a reprodução animal e as pesquisas científicas. Além de prestarem atendimento clínico, eles também atuam em conjunto com os órgãos fiscalizadores em ações de resgate de animais selvagens, para reintroduzi-los na natureza e amenizar o impacto global da ação humana sobre o meio ambiente.

DIA DO VETERINÁRIO

Nesta sexta-feira é celebrado o dia do veterinário. A categoria comemora 48 anos de regulamentação e muitos avanços no setor,  como o desenvolvimento das especializações e exames complementares,  o que torna a medicina veterinária cada vez mais próxima da humana.

A data foi estabelecida no mesmo  dia em que se instituiu o Decreto nº 23.133, criado pelo então presidente Getúlio Vargas, que normatizava a atuação do médico veterinário e o ensino dessa profissão. E 09 de setembro passou a valer como o Dia do Veterinário, servindo como forma de reconhecimento. Mas, vale ressaltar, que embora não regulamentadas, as escolas de veterinária já existiam no Brasil desde 1910.

A formação em medicina veterinária dura, em média, cinco anos. Algumas das disciplinas básicas abordadas no decorrer do curso, são: anatomia, microbiologia, genética, matemática, estatística, além de nutrição e produção animal. Depois, é a vez de estudar as doenças, as técnicas clínicas e cirúrgicas e então optar pela especialização.